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Perspectivas e Inovações no XXII Congresso Brasileiro de Sementes: Simpósios Abordam Avanços e Desafios

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O XXII Congresso Brasileiro de Sementes (CBSementes), que ocorrerá de 10 a 13 de setembro de 2024, no Rafain Palace Hotel em Foz do Iguaçu (PR), terá um foco especial em quatro simpósios temáticos que prometem enriquecer o debate sobre a produção de sementes. Os simpósios abordam as áreas de Tecnologia de Sementes Florestais, Sementes de Espécies Forrageiras, Patologia de Sementes e Análise de Sementes.

Os eventos paralelos ao congresso contarão com a presença de especialistas, pesquisadores e profissionais do setor para discutir os avanços e desafios enfrentados na área. A Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES) organiza o congresso com o tema “Sementes: a matéria-prima da sustentabilidade”.

Fernando Henning, presidente da ABRATES, destacou a relevância do evento: “O Brasil, com sua imensa biodiversidade e um setor agrícola robusto, deve priorizar a qualidade e a sustentabilidade das sementes.”

Cada dia do congresso será dedicado a um simpósio específico. A proposta de integrar diferentes arenas simultâneas visa otimizar a interação e o aprendizado dos participantes. “Essa abordagem permite que os profissionais escolham as sessões que mais lhes interessam, aumentando a eficácia do evento,” explicou Henning.

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Programação Detalhada dos Simpósios

O primeiro dia será reservado ao 12º Simpósio Brasileiro de Tecnologia de Sementes Florestais, com uma mesa-redonda sobre a integração de políticas públicas, mercado de carbono e restauração ambiental. Outros tópicos incluem oportunidades financeiras no setor de sementes florestais e tecnologias inovadoras para análise de sementes, com contribuições de especialistas da Universidade de Oviedo (Espanha) e do Reino Unido.

O segundo dia abrigará o 16º Simpósio de Patologia de Sementes, com foco na crescente necessidade de sementes com alta qualidade sanitária. Este simpósio incluirá o lançamento do livro “Patologia de Sementes: Da Ciência Básica à Aplicação”, coordenado por Hellen Barrocas e Evelyn Coque, com a participação de especialistas renomados.

O terceiro dia será dedicado ao Simpósio de Sementes de Espécies Forrageiras, que abordará o papel das forrageiras nos serviços ambientais e na recuperação de áreas degradadas, além de avanços no controle de nematóides em sementes.

No último dia, o 1º Simpósio de Análise de Sementes discutirá a aplicação de testes e metodologias, além da influência da Inteligência Artificial no setor. O auditor fiscal federal agropecuário Júlio César Garcia apresentará as principais legislações aplicadas na análise de sementes em laboratório.

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Público-Alvo e Inscrições

O CBSementes é destinado a pesquisadores, agrônomos, produtores rurais, acadêmicos, representantes do setor agrícola, formuladores de políticas públicas e demais interessados em sustentabilidade e inovação no setor de sementes.

Para mais informações e inscrições com desconto, visite o site oficial do congresso: https://cbsementes.com/. O evento conta com o apoio de diversos parceiros e patrocinadores, reforçando sua importância para o avanço do mercado de sementes no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café recua nas bolsas internacionais, mas colheita lenta no Brasil sustenta preços no físico

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O mercado de café encerrou esta quarta-feira (29) em queda nas bolsas internacionais, refletindo um movimento técnico de ajuste e a pressão do cenário global. Apesar do recuo, o ritmo mais lento da colheita no Brasil tem reduzido o impacto negativo no mercado físico, sustentando os preços internos.

Bolsas internacionais registram queda

Na Bolsa de Nova York, os contratos do café arábica fecharam em baixa. O vencimento julho/26 recuou para 293,85 cents por libra-peso, com perda de 105 pontos. O contrato setembro/26 terminou em 284,05 cents/lb, também com queda de 105 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a 276,05 cents/lb, com baixa de 95 pontos.

Em Londres, o café robusta acompanhou o movimento negativo. O contrato julho/26 fechou em US$ 3.446 por tonelada, com recuo de 35 pontos. O setembro/26 caiu para US$ 3.359 por tonelada, enquanto o novembro/26 terminou em US$ 3.288 por tonelada, com perdas de 33 e 31 pontos, respectivamente.

Expectativa de safra pressiona o mercado

O movimento de baixa está ligado, principalmente, ao ajuste de posições no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta com a entrada da safra brasileira. Esse fator segue como principal vetor de pressão no curto prazo.

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A perspectiva de uma produção elevada, com possibilidade de recorde, continua no radar dos agentes e reforça o viés baixista estrutural.

Colheita lenta no Brasil muda dinâmica

No cenário interno, porém, o mercado apresenta sinais distintos. De acordo com o Cepea, a colheita de café arábica ainda avança de forma lenta na maior parte das regiões produtoras.

Os trabalhos estão mais adiantados apenas na Zona da Mata de Minas Gerais. Já regiões relevantes, como Sul de Minas e Cerrado Mineiro, ainda não iniciaram a colheita de forma consistente. Em estados como São Paulo e Paraná, o avanço também é limitado, com volumes reduzidos.

Esse atraso na entrada da nova safra reduz a pressão imediata de oferta, contribuindo para a sustentação dos preços no mercado físico.

Mercado físico segue travado e seletivo

No Brasil, o comportamento das negociações segue heterogêneo. O café arábica apresenta negócios pontuais, com produtores mais cautelosos diante da volatilidade e aguardando melhores oportunidades de venda.

Por outro lado, o café conilon mantém maior fluidez, impulsionado por demanda ativa e maior volume de negociações.

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Câmbio segue no radar do produtor

Outro fator relevante é o câmbio. A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras, pressionando os preços internos. Em contrapartida, a alta da moeda norte-americana melhora a paridade de exportação e pode estimular a comercialização.

Mercado entra em fase de transição

O mercado de café vive um momento de transição. Enquanto as bolsas refletem o peso das expectativas de maior oferta, o atraso na colheita brasileira impede quedas mais acentuadas no curto prazo.

A combinação entre ritmo da safra, comportamento do câmbio e dinâmica da demanda será determinante para a formação dos preços nas próximas semanas. A volatilidade segue elevada, exigindo estratégia e atenção redobrada por parte dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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