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Bancada ruralista teme veto total à lei dos bioinsumos

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O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), expressou nesta terça-feira (17/12) preocupações quanto à possibilidade de um veto integral ao projeto de lei que regulamenta a produção e o uso de bioinsumos no Brasil. O texto, aprovado por unanimidade no Congresso Nacional, pode enfrentar obstáculos devido a manifestações de órgãos governamentais contrários a alguns de seus dispositivos.

Lupion destacou que, apesar de um acordo formal com o governo, incluindo líderes como Jaques Wagner (PT-BA) e José Guimarães (PT-CE), e a Casa Civil, garantindo a sanção do projeto sem vetos, há indicações de que um veto total pode ser iminente. “Se isso ocorrer, enfrentaremos com toda a força da FPA, pois seria uma prova de que este governo não é confiável e que não podemos garantir acordos importantes”, afirmou o deputado.

Impactos para a produção orgânica

De acordo com Lupion, se o projeto for vetado ou não sancionado até o dia 30 de dezembro, a produção orgânica no Brasil poderá ser considerada ilegal a partir de 2025. “Os produtores orgânicos em todo o país poderão enfrentar problemas legais, e essa responsabilidade recairia sobre o governo do PT, pois nossa parte foi feita”, declarou.

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O projeto de lei 658/2021, que visa regulamentar os bioinsumos, possui um prazo até o final do mês para ser sancionado pela presidência da República. Caso contrário, o Congresso Nacional pode sancioná-lo tacitamente.

Divergências sobre responsabilidades

Lupion mencionou ainda que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgãos ligados aos ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, respectivamente, têm se mostrado contrários a partes do texto. O ponto mais controverso é o artigo 8º, que define as responsabilidades desses órgãos no processo de registro dos produtos biológicos.

A proposta, tal como foi aprovada, limita a atuação da Anvisa e do Ibama ao registro de novos produtos, deixando a coordenação do processo sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura. Representantes do setor produtivo de bioinsumos veem esses órgãos como potenciais barreiras burocráticas, que poderiam dificultar a concorrência no mercado.

Defesa do setor e do compromisso político

Reginaldo Minaré, diretor-executivo da Associação Brasileira de Bioinsumos (Abbins), refutou a ideia de um veto integral, argumentando que o projeto não apresenta vícios de iniciativa e que um veto total visaria apenas priorizar a lei dos agrotóxicos sobre os bioinsumos. “Não vejo o Governo Federal adotando essa postura”, afirmou Minaré, destacando que o projeto foi amplamente discutido no Parlamento e com o governo.

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O setor continua confiante na sanção do projeto, apoiando-se no compromisso feito por Jaques Wagner, relator da proposta no Senado. “Não haverá veto, pois isso não seria bom para mim”, afirmou Wagner durante a aprovação da proposta no início de dezembro. O compromisso do relator segue registrado nas atas da sessão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá realiza captação de órgãos no HMC e beneficia pacientes de três estados

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou nesta segunda-feira (27), por volta das 12h, um procedimento de captação de órgãos no Hospital Municipal de Cuiabá – HMC (Dr. Leony Palma de Carvalho). A ação mobilizou equipes especializadas de diferentes regiões do país e resultou na doação de fígado e rins, destinados a pacientes que aguardavam na fila por transplante.

O caso envolveu uma paciente com diagnóstico confirmado de morte encefálica, seguindo rigorosamente todos os protocolos clínicos e legais exigidos. Após a confirmação, a família autorizou a doação de órgãos, permitindo que o gesto de solidariedade se transformasse em oportunidade de vida para outras pessoas.

O fígado foi destinado a um paciente em Manaus, enquanto os rins foram encaminhados para São Paulo (rim direito) e Brasília (rim esquerdo). As equipes de captação vieram desses estados especialmente para realizar os procedimentos, reforçando a integração nacional do sistema de transplantes.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou a importância da estrutura e da qualificação das equipes envolvidas no processo. “O Hospital Municipal de Cuiabá está preparado para realizar o diagnóstico de morte encefálica com agilidade e segurança, seguindo todos os critérios técnicos. Esse trabalho permite que a doação aconteça dentro do tempo adequado, salvando vidas em diferentes partes do país”, afirmou.

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A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, ressaltou o papel da equipe multiprofissional no sucesso da captação. “Todo o processo exige organização, sensibilidade e preparo técnico. Desde a confirmação do diagnóstico até a logística para a retirada e transporte dos órgãos, há um esforço conjunto para garantir que tudo ocorra de forma eficiente e respeitosa”, pontuou.

O procedimento contou com a atuação integrada da equipe do HMC, da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e das equipes de transplante dos estados envolvidos. A destinação dos órgãos segue critérios do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que considera compatibilidade e gravidade dos pacientes na fila. A Prefeitura reforça a importância de conversar com a família sobre a doação de órgãos. A autorização familiar é indispensável para que o processo ocorra e possa transformar perdas em esperança para outras vidas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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