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Paraná mantém 4º lugar na produção nacional de tomate com 266 mil toneladas

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O Paraná segue como o quarto maior produtor de tomate do Brasil, com estimativa de 266,5 mil toneladas colhidas em 2024. Os dados fazem parte do Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Segundo o levantamento, o estado cultivou 4,3 mil hectares em duas safras, registrando produtividade média de 62,5 toneladas por hectare, abaixo da média nacional.

Produção nacional ultrapassa 4,5 milhões de toneladas

De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, o Brasil alcançou em julho 62,3 mil hectares plantados e previsão de 4,5 milhões de toneladas produzidas.

Os estados de Goiás, São Paulo e Minas Gerais concentram a maior parte do cultivo, com 61,3% da área plantada e 68,9% do volume total produzido no país. Além disso, os três superaram a produtividade nacional, que foi de 71,8 toneladas por hectare:

  • Goiás: 78,8 t/ha
  • São Paulo: 86,6 t/ha
  • Minas Gerais: 75,3 t/ha
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Safras no Paraná apresentam resultados distintos

No Paraná, a primeira safra 2024/25 já foi praticamente finalizada, com produção de 174,2 mil toneladas, número 15% maior que o ciclo anterior.

Já a segunda safra segue em fase de conclusão, com 93% da colheita realizada. A expectativa é de 92,6 mil toneladas, representando queda de 16% em relação à temporada anterior, quando foram colhidas 110,2 mil toneladas.

De acordo com o Deral, fatores como pragas e condições climáticas adversas contribuíram para essa redução.

Preço do tomate registra fortes oscilações

O boletim também destacou a variação de preços ao longo do ano. Para o produtor, o quilo do tomate iniciou 2024 em R$ 2,00, atingiu R$ 4,55 em março e encerrou julho a R$ 3,57.

No atacado da Ceasa de Curitiba, o tomate Extra AA Longa Vida variou entre R$ 3,00 e R$ 8,00/kg, sendo cotado a R$ 4,00 nesta semana. Já no varejo paranaense, os valores oscilaram de R$ 5,56 em janeiro para R$ 10,25 em abril, fechando julho em R$ 8,20.

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Aumento acumulado até julho

Entre janeiro e julho, o acumulado de reajustes foi:

  • 79% para o produtor
  • 33% no atacado
  • 47% no varejo

Essas oscilações refletem os impactos de safra, clima e mercado sobre toda a cadeia produtiva do tomate.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café recua no Brasil e exterior com expectativa de safra forte, mas mercado inicia dia com sinais mistos entre arábica e robusta

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O mercado do café vive um momento de transição, marcado pela pressão da expectativa de uma boa safra brasileira no ciclo 2026/27 e por movimentos divergentes nas bolsas internacionais. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os preços do arábica e do robusta encerraram abril em queda no Brasil e no exterior, embora fatores como estoques reduzidos e tensões geopolíticas tenham limitado perdas mais intensas.

Ao mesmo tempo, nesta quarta-feira (06), o mercado inicia o dia com comportamento misto: o arábica recua na Bolsa de Nova York (ICE Futures), enquanto o robusta apresenta valorização em Londres, refletindo um cenário ainda volátil e sensível a ajustes de oferta e demanda.

Expectativa de safra brasileira pressiona preços do café em abril

De acordo com o Cepea, o principal fator de pressão sobre as cotações foi o otimismo em relação à oferta global de café no ciclo 2026/27, impulsionado pelas projeções de uma safra favorável no Brasil. Esse cenário aumentou a percepção de maior disponibilidade do produto no mercado internacional.

Apesar disso, as quedas foram parcialmente contidas pelos baixos estoques certificados na Bolsa de Nova York e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio, que ainda afetam o fluxo comercial entre países produtores e consumidores.

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Arábica registra queda expressiva no mês

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou abril com média de R$ 1.811,87 por saca de 60 kg, recuo de 5,3% frente a março. Em comparação com abril de 2025, a queda chega a 26,8% em termos reais.

Na Bolsa de Nova York, o contrato julho/26 encerrou abril a 285,55 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 525 pontos no mês, reforçando a tendência de pressão vinda da expectativa de maior oferta brasileira com o avanço da colheita.

Robusta também recua, mas em ritmo diferente

O robusta acompanhou o movimento de queda, porém com intensidade maior. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, no Espírito Santo, teve média de R$ 917,15 por saca em abril, recuo de 10,3% em relação a março e de 40,1% frente ao mesmo período do ano passado.

Mercado inicia maio com comportamento misto nas bolsas internacionais

Na abertura desta quarta-feira, o mercado do café apresenta direções opostas entre os contratos.

Na Bolsa de Nova York, o arábica opera em leve queda em diferentes vencimentos, refletindo a continuidade da pressão da safra brasileira e ajustes técnicos após o recuo de abril.

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Já na Bolsa de Londres, o robusta registra valorização, com alta em todos os principais contratos, sustentado por movimentos de curto prazo e ajustes de posições dos investidores.

Safra brasileira e clima mantêm atenção do mercado

No Brasil, o mercado físico segue com negociações lentas. Embora haja melhora pontual nas ofertas por parte dos compradores, produtores ainda demonstram cautela, aguardando definições mais claras sobre preços internacionais e variações cambiais.

No campo, o clima segue favorável ao desenvolvimento das lavouras. Predomina o tempo seco nas principais regiões produtoras do Centro-Sul, com variações de temperatura entre madrugadas frias e tardes quentes. Há previsão de chuvas pontuais em áreas do Espírito Santo e sul da Bahia, além da chegada de uma frente fria nos próximos dias, sem indicativos de risco de geadas.

Cenário do café segue sensível e volátil

O conjunto de fatores reforça um mercado de café ainda instável, no qual a expectativa de maior oferta global pressiona as cotações, enquanto fatores técnicos e climáticos ajudam a sustentar parte dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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