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Prefeito Emanuel Pinheiro entrega novo complexo turístico: Aquário Municipal Justino Malheiros

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Exemplares de peixes das bacias Amazônica, e da Bacia Prata agora compõem o mais novo complexo turístico de Cuiabá: o Aquário Municipal Justino Malheiros. A entrega foi realizada pelo prefeito Emanuel Pinheiro neste 31 de dezembro, marcando o encerramento de uma intensa maratona de entregas na última semana de sua gestão de oito anos. A inauguração do aquário simboliza o compromisso da administração com o desenvolvimento da cidade, a valorização de seu potencial turístico e a criação de novas oportunidades econômicas. Além do Aqúario, o prefeito entregou um no último dia de administração à população, a obra de revitalização do Mercado Antônio Moysés Nadaf, o Mercado do Porto.

Integrado ao projeto de revitalização da área portuária, o aquário se une à Vila da Cuiabania, que também foi revitalizada, transformando o Porto em um centro vibrante de lazer, cultura e turismo. Os tanques do aquário, com capacidade para 150 mil litros de água, abrigam espécies como piraras albinas, dourados, pacus e tambaquis, entre muitas outras.

“Estamos encerrando um ciclo de oito anos à frente da Prefeitura de Cuiabá, período em que a cidade evoluiu, cresceu e se desenvolveu muito em todas as áreas, tanto na cidade quanto na gestão. A maior prova disso são essas duas entregas simbólicas e emblemáticas que estamos realizando hoje: a segunda etapa da requalificação do Mercado do Porto, criando e entregando aos feirantes e à população cuiabana um espaço lindo, ideal para adquirir produtos, alimentos e confraternizar, como é típico da nossa cultura cuiabana. Hoje, ao lado do meu querido irmão e secretário de Turismo, Lincoln Sardinha, de toda a nossa equipe, que saúdo em nome do incansável secretário Francisco Vuolo, e do secretário e vice-prefeito José Roberto Stopa, entrego oficialmente este lindo espaço público, que representa muito mais do que uma requalificação do Aquário Municipal. Trata-se, na verdade, de uma verdadeira construção de um novo aquário: moderno, ousado, exuberante, pioneiro e que reflete a audácia da gestão cuiabana. Esse aquário, integrado às riquezas do nosso meio ambiente, é um símbolo do que podemos fazer por Cuiabá”, disse o prefeito.

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Emanuel Pinheiro ainda fez um convite à população cuiabana. “Convido para que venham visitar o Aquário Municipal e o Mercado do Porto para sentir a evolução e a mudança da nossa capital, especialmente em duas áreas tão emblemáticas aqui no Porto, às margens do Rio Cuiabá. Parabenizo o secretário Lincoln Sardinha e sua equipe, que se dedicaram de corpo e alma para concretizar essa missão. Hoje, poucas horas antes de entregar a faixa para o próximo gestor, tenho o orgulho de entregar o Mercado do Porto requalificado e este novo ponto turístico para Cuiabá. Além disso, com a valorização da Orla do Porto, inauguramos uma praça de alimentação, a revitalização do Museu do Rio – um grande cartão-postal cuiabano –, um novo estacionamento para quase 200 veículos e, como cereja do bolo, esse lindo e emblemático Aquário Municipal, que não deixa nada a desejar aos melhores aquários do Brasil. É um orgulho muito grande! Isso é a cara da nossa Cuiabá”, declarou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

Durante a solenidade, o prefeito reforçou que toda a gestão técnica e o cuidado com os animais são realizados por uma empresa especializada de Santa Catarina, garantindo qualidade e profissionalismo. Ao todo, cerca de 25 profissionais atuarão no aquário, abrangendo funções como bilheteria, atendimento ao público e manutenção dos sistemas, enquanto uma equipe de 6 a 10 especialistas cuidará diretamente dos peixes e tanques.

A estrutura conta ainda com um sofisticado sistema de iluminação LED que valoriza o ambiente e proporciona conforto aos visitantes e bem-estar aos animais. Bombas de calor, lâmpadas especiais e sistemas de refrigeração garantem que os tanques mantenham condições ideais para a preservação das espécies.

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Ao todo, o complexo terá mais de 14 mil metros quadrados, sendo o novo Aquário composto por mais de 1,2 mil metros para apreciação de peixes típicos e regionais que compõem a Bacia Amazônica e do Prata.

Outros 3.6 mil metros quadrados foram destinados a áreas verdes com bosques e fontes de água e ainda, praças de alimentação incluindo restaurantes, quiosques e espaços para pequenos empreendedores. Outros 3,7 mil metros quadrados foram destinados ao estacionamento, sendo ao todo, 106 vagas para carros, 07 para ônibus e 26 para motos.

“O Aquário Municipal é um legado marcante da gestão Emanuel Pinheiro para Cuiabá. Trabalhamos intensamente para entregar esse espaço à população cuiabana, enfrentando desafios. Essa é uma obra grandiosa, que não apenas transforma a paisagem da cidade, mas também reforça Cuiabá como um polo de turismo, atraindo visitantes e valorizando nossas riquezas naturais. Além disso, oferece um ambiente agradável e acolhedor, pensado para o lazer das famílias cuiabanas e para fortalecer a conexão da cidade com o rio e a cultura local”, declarou o secretário de Turismo, Lincoln Sardinha.

O secretário também explicou que para visitação do novo Aquário será necessário o pagamento de bilheteria, dez reais (meia entrada) e vinte reais o valor integral. E quem nasceu em Cuiabá paga somente dez reais.

Ele ainda destacou que o Museu do Rio, que abriga a Secretaria Municipal de Turismo, também foi revitalizada. As colunas do espaço ganharam cores com temáticas regionais tendo a assinatura de vários artistas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

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O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

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A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

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