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Moçambique quer expandir comércio de genética bovina com o Brasil

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A genética bovina brasileira é referência mundial e conquista cada vez mais mercados. Os resultados proporcionados aos pecuaristas brasileiros despertam interesse não só de produtores em todo o mundo, mas de estudantes, professores e pesquisadores.

Para conhecer de perto a genética que revoluciona porteira adentro, estudantes de Zootecnia e professores do Instituto Federal Goiano – Campus Morrinhos, visitaram a Central ABS, em Uberaba (MG), líder em fornecimento de genética bovina. Eles estavam acompanhados do representante do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), Abílio Changule, pesquisador do instituto africano.

Changule veio ao Brasil especialmente para conhecer o sistema reprodutivo e o trabalho de melhoramento genético em gado de corte e de leite do país, e levar as soluções para Moçambique. Ele revelou que a visita era um sonho enquanto pesquisador. “Como um apaixonado pela reprodução animal e melhoramento genético, tive o privilégio de realizar um dos meus sonhos, ao visitar a maior empresa de reprodução e comercialização de genética bovina do mundo, a ABS. Genética com tecnologia de ponta, através de embriões, sêmen convencional e sexado, em suas instalações no Brasil, em Uberaba, Minas Gerais”, ressaltou.

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O professor do IF Goiano, Jeferson Ribeiro, foi quem recebeu o contato da vinda do pesquisador do país africano, por meio da política de internacionalização dos Institutos Federais. “Soubemos que era um sonho do Abílio conhecer a ABS e levar as soluções para o país dele. Então promovemos a visita, junto com alunos de Iniciação Científica e professores do Campus Morrinhos. A ABS é referência no mundo e para nós, em Goiás, também. A visita foi muito importante para a difusão de conhecimento”, destacou o professor.

Acompanhados da Coordenadora de Comércio Exterior da ABS, Paula Waeny, e da Geneticista Leite, Carolina Campos, o grupo visitou os laboratórios de sêmen convencional, de genética sexada e de embriões, e a área de coleta, além de conhecer de perto os melhores exemplares das pastas Leite Tropical e Corte Zebu. “Temos parceria com o IF Goiano há mais de 10 anos, fornecendo sêmen e embriões para a instituição. Além de fortalecer essa parceria e promover o conhecimento, a visita também foi importante para ampliar mercados com Moçambique”, afirmou Carolina.

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“Já existem protocolos com Moçambique e vamos continuar buscando a concretização das exportações de sêmen e embriões para o país”, ressaltou a Coordenadora de Comércio Exterior.

Se depender do representante moçambicano, a relação só irá se fortalecer. “Uma experiência única que, ao mesmo tempo que serviu de inspiração, só aumenta o grau de responsabilidade sobre a necessidade de ampliar minha contribuição para o desenvolvimento da pecuária do meu país, tanto para a economia quanto para a segurança alimentar”, enfatizou Abílio Changule.

Fonte: Assessoria de Comunicação ABS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Justiça amplia restrições ao uso do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul e cria novas regras para aplicações agrícolas

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O uso do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul passou a enfrentar novas limitações após uma decisão da Justiça Estadual que ampliou as restrições para aplicação do produto em áreas agrícolas. A medida determina a proibição do uso na região da Indicação de Procedência da Campanha e estabelece uma faixa de segurança de 50 metros ao redor de pomares e vinhedos em todo o estado.

A decisão foi tomada de forma unânime pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) e mantém o entendimento definido anteriormente em primeira instância. As novas regras deverão impactar a safra 2026/2027 e permanecerão em vigor até que o governo estadual apresente um sistema de monitoramento e estabeleça critérios técnicos para delimitação de áreas consideradas seguras.

Governo terá prazo para apresentar plano de controle

Conforme a decisão judicial, o governo do Rio Grande do Sul terá 120 dias para apresentar um plano de controle relacionado ao uso do herbicida. Caso as determinações não sejam cumpridas, foi estabelecida multa diária de R$ 10 mil.

A restrição na região da Campanha seguirá o mapa oficial da Indicação de Procedência, área reconhecida pela produção agrícola e pela presença de cadeias produtivas sensíveis à deriva de defensivos agrícolas.

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A Procuradoria-Geral do Estado informou que apresentou recurso contra a decisão.

Herbicida é utilizado em importantes culturas agrícolas

O 2,4-D é um herbicida hormonal amplamente utilizado no manejo de plantas daninhas em culturas como:

  • soja;
  • arroz;
  • trigo;
  • milho.

Essas culturas representam parcela significativa da produção agrícola gaúcha e possuem grande importância econômica para o estado.

O principal ponto de debate envolve a possibilidade de deriva do produto durante a aplicação, quando partículas podem se deslocar pela ação do vento e atingir áreas vizinhas, especialmente cultivos sensíveis como videiras e macieiras.

Deriva de defensivo é foco da disputa judicial

A ação judicial tramita desde 2020 e foi apresentada por associações ligadas aos produtores de vinho e maçã. Segundo os documentos apresentados no processo, a exposição ao herbicida teria relação com sintomas como deformações em plantas, abortamento floral e perda de produtividade.

A Justiça avaliou que a fiscalização estadual existente não seria suficiente para garantir a segurança das aplicações e manteve as restrições, mesmo diante dos argumentos relacionados a possíveis impactos econômicos e à competência regulatória federal sobre defensivos agrícolas.

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Estado defende boas práticas no campo

Um relatório elaborado pelo governo estadual em 2022 apontou redução nos casos registrados de deriva após ações de capacitação de aplicadores e defendeu o fortalecimento das boas práticas agrícolas como alternativa à proibição.

Entre as medidas destacadas estavam treinamento técnico, regulagem adequada dos equipamentos e maior atenção às condições climáticas durante as aplicações.

Por outro lado, avaliações apresentadas no processo apontaram que as condições de vento na metade sul do estado podem dificultar a aplicação segura do produto, principalmente durante o período de implantação da soja.

Decisão gera atenção entre produtores agrícolas

A ampliação das restrições ao herbicida 2,4-D coloca em evidência o desafio de equilibrar a necessidade de controle de plantas daninhas nas lavouras com a proteção de culturas sensíveis e a segurança ambiental.

O setor agrícola acompanha os próximos passos do governo estadual e da Justiça, especialmente diante da proximidade da próxima safra e da necessidade de definição de critérios técnicos para o uso do produto no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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