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Mercados globais fecham semana com tom misto e futuro sinaliza recuperação com fim do impasse nos EUA

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Na última sexta-feira, os principais índices de Wall Street encerraram a sessão sem direção uniforme. O Dow Jones Industrial Average avançou 0,16%, fechando em 46.987,10 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,13%, em 6.728,81 pontos. Já o Nasdaq Composite recuou 0,22%, ficando em 23.004,54. O otimismo com a inteligência artificial impulsionou altas recentes, porém preocupações quanto à monetização e aos ciclos de investimento tecnológico reduziram o entusiasmo por ações do setor.

Europa também fecha no vermelho

Os mercados europeus encerraram a semana com perdas, em meio à instabilidade global e cautela diante do setor tecnológico. O STOXX Europe 600 caiu 0,60%, o DAX (Alemanha) recuou 0,69%, o FTSE 100 (Reino Unido) perdeu 0,55%, e o CAC 40 (França) caiu 0,18%. Fatores como a paralisação do governo dos EUA e falas recentes de autoridades do Federal Reserve contribuíram para o clima de cautela entre investidores.

Mercados asiáticos refletem correções após recentes altas

Na Ásia, apesar de alguns ganhos modestos ao longo da semana, o fechamento foi predominantemente negativo. O Nikkei 225 (Tóquio) caiu 1,2%, o Hang Seng Index (Hong Kong) recuou 0,92%, o SSEC (Xangai) perdeu 0,25%, e o CSI 300 (Xangai + Shenzhen) teve baixa de 0,31%. O Kospi (Seul) fechou em queda de 1,81%, o TAIEX (Taiwan) recuou 0,89%. Somente o Straits Times Index (Cingapura) escapou da correção, com leve alta de 0,16%.

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China reage com força após dados econômicos favoráveis

Na China, o cenário foi distinto: o SSEC subiu cerca de 0,5%, o CSI 300 ficou positivo em 0,4%, e o Hang Seng Index avançou 1,6%. Setores defensivos, como bebidas alcoólicas e bens de consumo básicos, registraram ganhos expressivos: o índice do setor de bebidas alcoólicas liderou com alta superior a 5%, enquanto bens de consumo básicos saltaram 3,4%, marcando o maior avanço diário desde abril. O cenário foi impulsionado pela volta da inflação ao consumidor para terreno positivo e pela redução da deflação nos preços ao produtor. Apesar do alívio, analistas alertam que pressões deflacionárias ainda persistem, exigindo intervenções políticas adicionais.

Tecnologia perde fôlego com correção global

Mesmo com o otimismo recente em torno da inteligência artificial, o setor tecnológico global enfrentou correção no fim da semana. O índice relacionado ao segmento de IA recuou até 3%, atingindo mínimo das últimas duas semanas, refletindo preocupações com avaliações elevadas e custos crescentes de investimento.

Perspectivas para esta segunda-feira e sinais positivos

Nesta segunda-feira, os futuros dos mercados americanos demonstram recuperação: o Dow Jones Industrial Average futuro registra alta de ~0,41%, o S&P 500 futuro avança cerca de 0,75% e o Nasdaq Composite futuro tem ganho aproximado de 1,44%. O avanço ocorre diante do progresso no Congresso dos EUA para encerrar a paralisação histórica do governo, o que tem reforçado o otimismo dos investidores.

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Cenário doméstico: Bolsa brasileira em alta

No mercado doméstico, o Ibovespa atingiu novo recorde, superando a marca de 155 mil pontos. O dólar comercial recua, cotado perto de R$ 5,31, e os juros futuros caem. Também foram divulgadas projeções macroeconômicas atualizadas: a inflação esperada para 2025 foi ajustada para 4,55%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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