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Com R$ 275 milhões em negócios gerados, ApexBrasil encerra edição de 2023 do Exporta Mais Brasil

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Lançado em agosto de 2023, o Exporta Mais Brasil, programa da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil) que tem como objetivo impulsionar as exportações brasileiras de diferentes setores da economia e de todas as regiões do país, conclui o ano com 13 rodadas realizadas em 13 estados, promovendo 13 diferentes setores da economia. São eles: móveis (PB), rochas ornamentais (ES), cafés robustas amazônicos (RO), pescados (PR), artesanato (CE), cervejas especiais (RJ), cosméticos (GO), mel (SP), cafés arábicas (MG), calçados (RS), produtos amazônicos compatíveis com a floresta (AC), frutas (PE) e audiovisual (DF). Para cada rodada, a ApexBrasil convidou compradores internacionais que vieram ao país para ver de perto a produção local e fazer negócios diretamente com as empresas nacionais. Os resultados são impressionantes: R$ 275 milhões em negócios gerados a partir de 3.496 reuniões de negócios. Para a realização do programa, o valor investido pela Agência foi de R$ 5 milhões. Ou seja, cada R$ 1 investido gerou R$ 55 em negócios.

“Concluímos o primeiro ciclo do Exporta Mais Brasil, que criamos neste ano para promover o encontro perfeito: do importador interessado em comprar com a empresa brasileira pronta para vender. Além disso, abrimos espaço para que esses compradores vissem a nossa produção de perto, visitassem as fábricas, as fazendas, isso com diferentes setores da nossa economia e com empresas de todas as regiões do país”, explica o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana. “E ainda dedicamos atenção especial às empresas das regiões Norte e Nordeste, bem como àquelas lideradas por mulheres, pois é prioridade da ApexBrasil dar mais oportunidades para essas produtoras que geralmente tem menos acesso ao comércio exterior, apesar do grande potencial, como podemos ver com os resultados”, complementou.

Das empresas que participaram das rodadas, mais de 40% têm mulheres em cargos de liderança. Foi o caso da tocantinense Eliene Bispo, que faz trabalhos com capim dourado há 23 anos e preside a Associação Dianapolina de Artesãos, na cidade de Dianópolis, sudeste do estado. Apesar de já ter vendido pontualmente para o exterior, sobretudo via indicações de terceiros, foi no Exporta Mais Brasil que ela participou de sua primeira rodada internacional de negócios. O “match” foi imediato: a artesã fechou acordo com compradoras da China e da Áustria, restando agora apenas os trâmites burocráticos para o fechamento do pedido e o embarque dos materiais.

A participação de Eliene foi na 5ª rodada do programa, dedicada ao artesanato, que ocorreu em Fortaleza – CE, no âmbito da Feira Nacional de Artesanato e Cultura (Fenacce). Na ocasião, 58 artesãs, artesãos, cooperativas, casas de cultura e associações de artesanato de 18 estados brasileiros participaram de rodadas de negócios com 10 compradores internacionais, vindos de Holanda, Reino Unido, Irlanda, Áustria, Estados Unidos, China, Japão e Jordânia. Os resultados foram promissores: 323 reuniões realizadas e R$ 1,7 milhões em negócios gerados imediatamente e em vendas futuras, além de incontáveis oportunidades de networking.

Outras duas rodadas do programa também foram no Nordeste. A primeira de todas, onde a iniciativa começou, em agosto, ocorreu em João Pessoa -PB, e foi dedicada ao setor de móveis. Foi lá que a moveleira YIBIRÁ Biodesign da Amazônia, do Amapá, conquistou sua primeira venda para o exterior. Na ocasião, importadores da Alemanha, que vieram a convite da ApexBrasil, adquiriram um dos principais produtos da empresa: a mesa cascata, de madeira maciça sustentável e com certificação.

“A gente já estava prospectando uma oportunidade dessa magnitude há muito tempo e agora a ApexBrasil conseguiu viabilizar essa parceria. Vai ter produto da YBYRÁ na Alemanha, sim!”, celebrou o CEO da empresa, Yuri Bezerra, na ocasião. A empresa, que fomenta a bioeconomia da região amazônica através da reutilização de troncos de árvores que caem de forma natural, foi uma das 22 empresas participantes da 1ª rodada do programa. Ao longo de três dias, as moveleiras, advindas de diversos outros estados, fizeram 97 reuniões de negócio com seis compradores estrangeiros, de cinco diferentes países, que resultaram em R$ 5 milhões em negócios. A rodada contou com o apoio da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), parceira da ApexBrasil no projeto setorial Brazilian Furniture.

Outro estado nordestino que recebeu o Exporta Mais Brasil foi Pernambuco. Na região do Vale do São Francisco, em Petrolina, o setor da fruticultura brasileira confirmou o seu sucesso. Em apenas dois dias de reuniões entre 12 produtoras nacionais de frutas e seis compradores internacionais de seis diferentes países, foram quase R$ 15 milhões em negócios gerados. Além das reuniões, os estrangeiros visitaram fazendas produtoras e conheceram de perto o potencial produtivo local.

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A região Norte foi palco de duas das 13 rodadas do programa: uma em Cacoal – RO, dedicada à promoção dos cafés robustas amazônicos, que movimentou mais de R$ 4 milhões em negócios a partir do encontro entre 24 produtores, sendo 12 indígenas e 12 mulheres, com 20 compradores de 11 países diferentes; e outra em Rio Branco – AC, focada nos produtos amazônicos compatíveis com a floresta, como açaí, cacau & chocolate, castanha do Brasil, peixes, carnes bovina, suína e de frango, que movimentou R$ 50 milhões. Durante essa rodada, a Agência lançou também o programa Exporta Mais Amazônia, que tem como objetivo facilitar e promover as exportações de empresas brasileiras que atuam naquela região.

Para Jorge Viana, a inauguração do Exporta Mais Amazônia vai ao encontro de um dos principais objetivos da Agência, que é descentralizar as exportações brasileiras, estimulando a região Norte, que hoje corresponde a apenas 8,5% do total exportado pelo país. “Esse programa busca aproximar o empresariado amazônico dos mercados internacionais, organizando o setor produtivo em torno de desafios comuns e trazendo os compradores do mundo todo para conhecer o potencial dos produtos da floresta, que apresentam alto valor agregado”, explicou o presidente da ApexBrasil.

Outras regiões do Brasil

Além de Norte e Nordeste, estados das demais regiões do país também tiveram rodadas do programa. No Sul, o setor de calçados movimentou R$ 25,6 milhões em negócios a partir de reuniões promovidas pela ApexBrasil, em Porto Alegre – RS, durante a Brazilian Footwear Show (BFSHOW), feira internacional de calçados organizada pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), parceira da Agência no projeto setorial Brazilian Footwear. Esta, que foi a 10ª rodada do programa, promoveu reuniões de negócios entre 38 compradores internacionais e 79 empresas representantes de mais de 130 marcas nacionais de calçados. No Paraná, em Foz do Iguaçu, o setor de pesca e aquicultura movimentou R$ 80 milhões. Na ocasião, a 4ª rodada do programa promoveu 36 reuniões de negócio entre 14 empresas brasileiras do setor de pescados, de nove diferentes estados, e seis compradores internacionais da China, Estados Unidos, Uruguai e Emirados Árabes Unidos.

“O ‘Exporta Mais Brasil Pescados’ marcou um capítulo histórico nas exportações de frutos do mar brasileiros, impulsionando o potencial do setor e abrindo novos horizontes. Por meio de parcerias estratégicas com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o International Fish Congress (IFC), elevamos os pescados brasileiros a um novo patamar, ampliando as fronteiras de nossos produtos e marcas e apresentando volumes expressivos de negócios”, destacou, logo após o evento, o gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Laudemir Muller.

No Sudeste, quatro estados receberam o Exporta Mais Brasil. No Espírito Santo, em Vitória e em Cachoeiro do Itapemerim, o setor de rochas ornamentais foi o foco da 2ª rodada do programa, que gerou cerca de R$ 15 milhões em negócios. A rodada contou com o apoio do Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas), parceira da ApexBrasil no It’s Natural – Brazilian Natural Stone.

Já São Paulo acolheu duas rodadas; a 8ª, dedicada ao setor de mel, que movimentou mais de R$ 12 milhões; e a 9ª, que focou em promover os cafés arábicas e gerou mais de R$ 36 milhões em negócios. Minas Gerais também foi palco desta rodada, que foi inaugurada no âmbito da Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte. Na ocasião, os compradores internacionais participaram de uma grande sessão de degustação para conhecer a diversidade de regiões e perfis sensoriais dos cafés produzidos no Brasil. Além disso, os compradores visitaram fazendas e cooperativas de produtores em Araxá, no Cerrado Mineiro, e em Oliveira, no Campo das Vertentes. Em São Paulo, o tour foi em propriedades de São José do Rio Pardo, no Vale da Grama, e em Franca, na Alta Mogiana.

Na 9ª rodada, destacaram-se ainda os cuppings servidos com cafés de produtoras e cooperativas que trabalham especificamente com mulheres. A presença feminina entre os participantes foi um dos highlights dessa etapa do Exporta Mais Brasil: dos 129 produtores de cafés presentes, 40 eram mulheres. A rodada como um todo recebeu, entre os dias 8 e 15 novembro, 24 importadores de 19 países para fazer negócios com 129 produtores de cafés arábicas.

Em outubro, no Rio de Janeiro, as cervejas especiais nacionais encantaram os compradores que vieram de Malta, Argentina, Rússia e Dinamarca para verem de perto a produção local e fazer negócios. “Foi ótimo ter visitado as cervejarias locais. As cervejas têm muita personalidade e eu me surpreendi com a qualidade. É muito legal ver que as cervejarias aqui estão começando a trabalhar com ingredientes locais”, destacou um dos compradores, o dinamarquês Henrik Boes, que em seu país tem uma importadora e distribuidora de bebidas e veio a convite da ApexBrasil para participar da 4ª rodada do programa, dedicada ao setor cervejeiro. Além de cervejarias cariocas, participaram empresas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Ao todo, foram 11 produtores nacionais que movimentaram cerca de R$ 1,5 milhão em negócios.

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Goiás e o Distrito Federal foram os estados do Centro-Oeste que, neste primeiro ciclo do Exporta Mais Brasil, receberam rodadas do programa. Em Goiânia (GO), o setor de cosméticos foi o destaque e movimentou quase R$ 9 milhões. Ao longo dos três dias de agenda, nove compradores internacionais fizeram 120 reuniões de negócios com as 31 empresas brasileiras. “Hoje já exportamos para cinco países, e estar em uma rodada de negócios que nos conecta com compradores de uma maneira muito direta e objetiva é o que a gente precisa para conseguir potencializar nossas exportações”, afirmou Danniel Pinheiro, CEO da Biozer da Amazônia, que saiu de Manaus para negociar com os importadores na capital goiana.

Já no DF foi onde o programa realizou a última rodada do ano. No âmbito do 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, a 13ª rodada do Exporta Mais Brasil focou em promover o setor audiovisual e fez acontecer 86 reuniões de negócio entre oito compradores de seis países e 22 produtoras brasileiras de cinema, de oito estados. “O setor da economia criativa, incluindo o cinema, é um dos nossos pontos fortes, seja do ponto de vista da capacidade criativa, seja em relação ao profissionalismo e à geração de empregos”, disse Jorge Viana. “É um segmento que emprega milhões de brasileiros e ajuda a movimentar a economia do país. Foram quatro anos bem difíceis para esse setor, mas com a volta do presidente Lula, que valoriza a nossa cultura e reconhece o seu potencial, estamos unidos novamente para fortalecer nosso cinema e nossas produções audiovisuais”, reforçou o presidente da ApexBrasil.

O encontro fomentou diversas oportunidades para o segmento. Os produtores brasileiros de conteúdo audiovisual puderam apresentar seus projetos para os compradores e exploraram novas oportunidades de negócios que, entre imediatos e perspectivas para os próximos 12 meses, somaram cerca de R$ 9.750 milhões. “É muito prazeroso terminar essa edição do Exporta Mais Brasil aqui na nossa casa, na nossa ApexBrasil, recebendo não apenas as produtoras brasileiras, mas principalmente os compradores estrangeiros, para que possam conhecer a nossa terra. Brasília é palco de uma cena criativa muito rica”, afirmou a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, durante a abertura da rodada, que ocorreu na sede da ApexBrasil, em Brasília.

Assim como Jorge Viana, Ana Repezza se fez presente em diversas rodadas do Exporta Mais Brasil. Segundo ela, empresas que exportam empregam mais gente e pagam melhores salários e, por isso, ao impulsionar as exportações de diferentes setores de todas as regiões do país, o Exporta Mais Brasil promove um impacto muito positivo na economia nacional. “São impactos positivos não apenas para as empresas exportadoras, como para toda economia da região em que estão inseridas”, complementa Repezza.

O novo ciclo do Exporta Mais Brasil, em 2024, se fará presente em todos os demais estados que ainda não participaram. Assim como ocorreu em 2023, cada rodada será voltada para um setor produtivo diferente da economia brasileira.

Sobre o Exporta Mais Brasil

Com o slogan “Rodando o país para as nossas empresas ganharem o mundo”, o Exporta Mais Brasil foi criado pela ApexBrasil com o objetivo de potencializar as exportações do país a partir de uma aproximação ativa com diferentes setores da economia de todas as regiões do Brasil. Por meio do programa, empresas brasileiras têm a oportunidade de se reunir com compradores internacionais que vêm ao país em busca de produtos e serviços ligados a setores específicos. Em 2023, com investimento de R$ 5 milhões, o Exporta Mais Brasil completou 13 rodadas em 13 estados brasileiros, dedicadas a 13 diferentes setores produtivos. O programa movimentou, ao todo, R$ 275 milhões em negócios e promoveu 3.496 reuniões de negócios entre 143 compradores internacionais de 41 países e 487 empresas brasileiras. Em 2024, mais 14 estados brasileiros serão visitados pelo programa que contemplará mais 14 setores produtivos.

Fonte: ApexBrasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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