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Açúcar fecha em alta nas bolsas internacionais, mas cenário global segue pressionado pela oferta

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Mercado internacional de açúcar fecha em alta

Os contratos futuros do açúcar encerraram a quinta-feira (24) com valorização nas bolsas internacionais, revertendo a tendência de baixa observada nos últimos dias. A commodity havia atingido mínimas de até duas semanas e meia, influenciada por rumores de que a Índia poderia liberar exportações na próxima temporada, que começa em outubro. Segundo informações da Bloomberg, o país asiático pode autorizar os embarques após chuvas acima da média durante a temporada de monções, o que favorece a produção local.

Oferta brasileira pressiona preços, apesar de alta no exterior

No Brasil, o avanço da colheita e a preferência das usinas pela produção de açúcar continuam exercendo pressão sobre os preços. Apesar disso, dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) mostram que houve queda na produtividade e na qualidade da cana-de-açúcar em junho, especialmente na região Centro-Sul.

  • Produtividade: queda de 10,8% em comparação a junho de 2024
  • ATR (Açúcares Totais Recuperáveis): recuo de 3,1% no mês
  • TAH (Toneladas de Açúcares por Hectare): redução de 11,5%
  • Comparação anual do ATR (junho 2025 vs junho 2024): queda de 4,4%
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De acordo com Henrique Mattosinho, gerente de desenvolvimento de mercado do CTC, a adoção de variedades genéticas mais produtivas será fundamental para reverter esse cenário negativo.

Cotações internacionais em alta

Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto apresentou valorização:

  • Contrato outubro/25: alta de 33 pontos, cotado a 16,57 centavos de dólar por libra-peso
  • Contrato março/26: avanço de 28 pontos, negociado a 17,15 centavos de dólar por libra-peso

Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco também subiu:

  • Contrato outubro/25: incremento de US$ 8,80, encerrando a US$ 480,20 por tonelada
  • Contrato dezembro/25: alta de US$ 9,00, com cotação de US$ 471,10 por tonelada
Açúcar cristal tem leve valorização no Brasil

Segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), o preço do açúcar cristal subiu 0,23%, com a saca de 50 quilos cotada a R$ 120,10.

Etanol hidratado também registra alta

O Indicador Diário Paulínia apontou alta de 0,30% no preço do etanol hidratado, com o metro cúbico sendo negociado a R$ 2.653,00 pelas usinas.

O mercado de açúcar segue atento aos fatores climáticos e políticos globais, enquanto o Brasil enfrenta desafios internos com a produtividade da cana, o que pode afetar os preços nas próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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