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Comercialização de Milho Safrinha 2024 Alcança 83,9% no Centro-Sul do Brasil

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A comercialização da safra de milho safrinha 2024 no Centro-Sul do Brasil atingiu 83,9% da produção estimada de 85,891 milhões de toneladas, conforme levantamento da consultoria Safras & Mercado. O desempenho está ligeiramente acima da média histórica dos últimos cinco anos, de 83,3%, e supera os 78% registrados no mesmo período da safrinha 2023, cuja produção foi de 99,098 milhões de toneladas.

Desempenho Regional no Centro-Sul

Os estados do Centro-Sul apresentam variações nos percentuais de comercialização da safrinha de milho, refletindo dinâmicas locais de mercado. Veja os destaques:

  • Mato Grosso: 90,2% da produção comercializada, liderando o ritmo na região.
  • São Paulo: 92,5% da safra negociada.
  • Paraná: 73,4%, menor percentual entre os estados do Centro-Sul.
  • Mato Grosso do Sul: 81,4%.
  • Goiás/Distrito Federal: 76,6%.
  • Minas Gerais: 69,4%.
Avanços no Matopiba

A comercialização no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) também segue acelerada, alcançando 88,6% da produção esperada de 7,049 milhões de toneladas. Esse resultado supera os 82,6% registrados em janeiro de 2023, quando a safra foi de 7,571 milhões de toneladas.

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Os números de comercialização nos estados da região são:

  • Tocantins: 93,7%, o mais avançado no Matopiba.
  • Maranhão: 90,3%.
  • Piauí: 86,6%.
  • Bahia: 76,1%.

A evolução positiva na comercialização reflete a alta competitividade e a busca por antecipação de negócios em mercados estratégicos, mantendo o milho brasileiro em destaque no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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