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Mercado do milho segue travado no Brasil diante de colheita recorde, baixa liquidez e cenário externo pressionado

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O mercado do milho continua enfrentando dificuldades de negociação em vários estados brasileiros, mesmo com a colheita da segunda safra em andamento. No Rio Grande do Sul, a oferta segue limitada e os produtores evitam fechar novos contratos, priorizando entregas pontuais para granjas ou consumo próprio. As indicações de compra estão entre R$ 65,00 e R$ 68,00 por saca, conforme a localidade.

Em Santa Catarina, a falta de acordo entre vendedores e compradores tem pressionado os custos da pecuária. Em Campos Novos, os produtores pedem entre R$ 75,00 e R$ 80,00 por saca, mas a indústria não ultrapassa ofertas de R$ 70,00. No Planalto Norte, a diferença entre pedidas e propostas também impede novos contratos.

No Paraná, embora a colheita avance e a safra caminhe para um recorde histórico, os negócios seguem lentos. As pedidas estão em torno de R$ 73,00 FOB e até R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto a indústria oferece menos de R$ 70,00 CIF. Os preços variam bastante dentro do estado, com valores entre R$ 54,00 e R$ 66,00 por saca, dependendo da região.

No Mato Grosso do Sul, a liquidez segue baixa mesmo com ajustes positivos recentes. As cotações variam de R$ 44,38 a R$ 50,17 por saca, mas a insegurança do mercado impede grandes negociações.

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Cautela domina o mercado nacional

A quarta-feira deve ser marcada por mais um dia de cautela no mercado interno, influenciada pelas dificuldades logísticas e o andamento da colheita da safrinha. Segundo a Safras Consultoria, produtores e consumidores mantêm uma postura conservadora, focados em contratos antigos ou compras pontuais para suprir necessidades imediatas.

As atenções também estão voltadas para a queda dos futuros do milho na Bolsa de Chicago, a valorização do real frente ao dólar e a competitividade das exportações brasileiras. O preço do milho nos portos brasileiros variou entre R$ 66,00 e R$ 70,00 a saca, tanto em Santos quanto em Paranaguá.

Nas principais praças do país, os preços médios registrados foram:

  • Cascavel (PR): R$ 58,00/59,00
  • Mogiana (SP): R$ 60,00/62,00
  • Campinas (SP – CIF): R$ 65,00/66,00
  • Erechim (RS): R$ 68,00/70,00
  • Uberlândia (MG): R$ 58,00/60,00
  • Rio Verde (GO – CIF): R$ 53,50/55,00
  • Rondonópolis (MT): R$ 56,00/58,00
Pressão externa: queda nas bolsas e safra robusta nos EUA

O cenário internacional também pesa sobre o milho brasileiro. Os contratos futuros do grão recuaram na B3 e na Bolsa de Chicago, pressionados pela forte produção nos Estados Unidos e na América do Sul. A concorrência com o trigo no setor de rações e a desvalorização do dólar contribuíram para as quedas.

Na B3, os contratos futuros devolveram parte dos ganhos recentes:

  • Setembro/25: R$ 65,74 (-R$ 0,84 no dia)
  • Novembro/25: R$ 68,41 (-R$ 1,00)
  • Janeiro/26: R$ 71,31 (-R$ 1,49)
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A colheita da segunda safra no Brasil segue atrasada em relação ao ano passado, mas está apenas 2% abaixo da média histórica, conforme a Conab. Isso aumenta a oferta interna e pressiona ainda mais os preços.

Em Chicago, os contratos também registraram queda:

  • Setembro/25: US$ 3,81 ½ por bushel (-1,42%)
  • Dezembro/25: US$ 4,02 por bushel (-1,22%)

Analistas apontam que a safra norte-americana pode ultrapassar 414 milhões de toneladas, superando as projeções do USDA. Mesmo com uma venda pontual de 127 mil toneladas para destino não revelado, a forte oferta global segue como o principal fator de pressão.

Câmbio e indicadores financeiros

O dólar comercial recuava 0,32%, cotado a R$ 5,4879, enquanto o Dollar Index também registrava queda de 0,30%, a 98,48 pontos. O cenário internacional mostrou alta nas bolsas asiáticas e europeias, além de valorização do petróleo, com o barril do WTI para setembro cotado a US$ 66,15 (+1,51%). Esses fatores, somados à colheita robusta, tornam o ambiente ainda mais desafiador para os negócios com milho no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Inadimplência no crédito rural atinge 11,4% e acende alerta no agronegócio brasileiro

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Crédito rural enfrenta pior nível de inadimplência da história recente

A inadimplência no crédito rural atingiu 11,4% em outubro de 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, segundo dados da CNA. O indicador representa um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando estava em 3,54%, e reforça o cenário de maior pressão financeira sobre produtores e empresas do agronegócio.

Além disso, o número de empresas do setor em recuperação judicial também avançou, chegando a 13,53 a cada mil empresas ativas, sinalizando um ambiente de crédito mais restritivo e desafiador.

CONACREDI se reposiciona e deixa de ser evento para virar ecossistema permanente

Em meio ao avanço da inadimplência e à maior complexidade na gestão de risco no campo, o CONACREDI anuncia uma mudança estrutural em sua atuação.

O congresso, que ao longo de dez anos se consolidou como o principal encontro de crédito do agronegócio na América Latina, passa a operar como um ecossistema contínuo de qualificação, deixando de ser apenas um evento anual.

A transformação também inclui o lançamento de uma nova identidade visual, que simboliza a transição para um modelo permanente de produção e disseminação de conhecimento.

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Crédito agro se torna área estratégica nas decisões do setor

Segundo a organização, o movimento acompanha uma mudança mais ampla no próprio agronegócio: o crédito deixou de ser apenas uma função operacional e passou a ocupar posição estratégica nas decisões empresariais.

Com margens mais pressionadas, aumento da inadimplência e maior necessidade de análise de risco, a tomada de decisão no setor exige cada vez mais dados, qualificação técnica e integração entre áreas financeiras e operacionais.

Ecossistema integra eventos, formação e inteligência de mercado

O novo modelo do CONACREDI reúne diferentes iniciativas que passam a funcionar de forma integrada ao longo do ano, formando uma rede contínua de conhecimento:

  • Congresso anual do crédito agro
  • Road shows regionais em diferentes estados
  • Pesquisa Nacional do Crédito Agro
  • CONACREDI Awards
  • MBA em Crédito, Comercialização e Gestão de Riscos no Agronegócio
  • COMUCREDI (comunidade de profissionais do setor)
  • Vitrine do Profissional de Crédito Agro
  • Livro “Vozes do Crédito Agro”

Cada frente atua em uma camada específica do ecossistema, desde a geração de dados e debates regionais até a formação de profissionais e conexão entre empresas e talentos.

Formação, dados e conexão fortalecem gestão de risco no agro

De acordo com a organização, o objetivo do ecossistema é consolidar um hub estruturado de conhecimento aplicado ao crédito agro, com impacto direto na governança e na tomada de decisão.

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Entre os principais efeitos esperados estão a qualificação técnica dos profissionais, maior precisão na análise de risco, melhoria na gestão financeira das operações e adaptação à crescente digitalização do setor.

“Cenário exige atualização constante”, afirma CEO do CONACREDI

Para a CEO do CONACREDI, o momento atual do crédito agro exige maior preparo técnico e integração entre áreas.

“O crédito agro vive um novo ciclo, marcado por maior complexidade na análise de risco, pressão sobre margens, aumento da inadimplência e necessidade de decisões mais rápidas e embasadas. Esse cenário exige atualização constante, integração entre áreas e acesso contínuo à informação qualificada”, afirma Mayra Delfino.

Panorama

O avanço da inadimplência no crédito rural reforça a necessidade de estruturas mais robustas de gestão de risco no agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, iniciativas como a transformação do CONACREDI em ecossistema permanente indicam uma tendência de profissionalização contínua e maior integração entre dados, formação e mercado financeiro no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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