Equipes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e do Conselho Estadual de Cultura estarão em Rondonópolis, nesta quinta e sexta-feira (28 e 29.5), para o quinto encontro da Caravana Fluxo em 2026. As atividades, que estão sendo realizadas em todas as regiões do Estado, visam a elaboração coletiva do Plano Estadual de Cultura 2026-2036.
“O encontro será um espaço de escuta, diálogo, troca de experiências e fortalecimento da cultura regional. Esperamos contar com a participação de todos que queiram contribuir para o planejamento das políticas públicas culturais em Mato Grosso”, convida o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.
Em Rondonópolis, o encontro será realizado no auditório da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Abertas a gestores, trabalhadores do setor cultural e sociedade em geral, as atividades ocorrem das 8h às 17h, nos dois dias. Os interessados podem se inscrever no site www.secel.mt.gov.br/-/fluxo-2026.
Para embasar a construção das propostas, a programação prevê escuta ativa dos participantes e atividades em Grupos de Trabalho (GTs). Haverá também painel voltado à contextualização, com comparativos entre o Plano atual 2016-2026, as propostas aprovadas na 5ª Conferência Estadual de Cultura e a proposta técnica da Secel.
Estarão em pauta, ainda, informações sobre o Conselho, Plano e Fundo (CPF) da Cultura e diretrizes sobre a transferência Fundo a Fundo. Complementam o encontro apresentações temáticas sobre monitoramentos, políticas culturais, patrimônio histórico, bibliotecas, e economia criativa.
O produto final será um documento consolidado com as propostas para o novo Plano Estadual de Cultura do Território Vermelho, uma das divisões regionais do Conselho Estadual de Cultura e que integra os municípios da região banhada pelo rio que leva o mesmo nome.
As atividades já ocorreram em Sinop (Território Teles Pires), Juína (Território Juruena), Barra do Garças (Território Araguaia) e Cáceres (Territórios Paraguai-Guaporé). O próximo encontro será nos dias 9 e 10 de junho, em Cuiabá (Território Cuiabá).
“Com a caravana Fluxo, as equipes estão percorrendo todas as regiões para um debate presencial, cujo resultado aponta o que deve estar presente no instrumento que refletirá as diretrizes da política cultural do Estado para os próximos 10 anos. Por isso, a participação da sociedade é tão importante”, enfatiza Jan Moura.
Com vigência de 10 anos, o Plano Estadual de Cultura foi instituído pela Lei nº 10.363, de 27 de janeiro de 2016, como instrumento de planejamento estratégico das políticas públicas culturais em Mato Grosso.
Para a elaboração coletiva do Plano 2026-2036, a Secel também promove uma consulta pública online. O formulário está disponível no site da Secel (link direto aqui).
O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.
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