AGRONEGÓCIO
Mercado do Milho: Pressão de Colheita no Sul, Alta em Chicago e Queda na B3 Marcam o Cenário da Semana
Publicado em
28 de janeiro de 2026por
Da Redação
Produção Avança e Pressiona Preços no Sul do Brasil
O mercado de milho segue com movimentações distintas entre os estados brasileiros, refletindo o avanço da colheita e o comportamento cauteloso dos compradores.
No Rio Grande do Sul, a intensificação da colheita tem pressionado os preços e mantido o mercado retraído, segundo informações da TF Agroeconômica. As cotações variam entre R$ 58,00 e R$ 72,50 por saca, e o preço médio estadual recuou 1,40% na semana, passando de R$ 62,27 para R$ 61,40/saca, conforme dados da Emater. O movimento é resultado do aumento da oferta e da demanda ainda fraca no mercado spot.
Em Santa Catarina, o cenário é de impasse entre vendedores e compradores, travando os negócios. As ofertas de venda seguem próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as compras giram em torno de R$ 70,00/saca. No Planalto Norte, poucos negócios foram registrados, variando entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem mudanças significativas.
Situação semelhante ocorre no Paraná, onde o mercado também opera com baixa liquidez. Os vendedores pedem cerca de R$ 75,00/saca, enquanto os compradores ofertam R$ 70,00/saca CIF, mantendo o impasse e reduzindo o volume de negociações.
Já no Mato Grosso do Sul, o mercado segue em queda, mesmo com algum suporte do setor de bioenergia. Os preços variam entre R$ 54,00 e R$ 56,00/saca, com destaque para Maracaju, onde ocorreu a maior desvalorização, e Chapadão do Sul, que registrou uma queda mais leve.
Chicago Abre em Alta com Apoio do Dólar, Exportações e Fator Político
Na manhã desta quarta-feira (28), os contratos futuros do milho iniciaram o pregão em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta das 10h11 (horário de Brasília), o contrato março/26 era negociado a US$ 4,30/bushel, alta de 3,50 pontos, enquanto o maio/26 e o julho/26 registravam ganhos de 2,75 pontos.
De acordo com o portal internacional Successful Farming, os preços subiram impulsionados pela desvalorização do dólar americano, que atingiu seu menor nível em quatro anos. O movimento favorece as exportações dos Estados Unidos, tornando os produtos agrícolas mais competitivos no mercado internacional.
Além disso, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou a venda de 110 mil toneladas de milho e 306 mil toneladas de sorgo para entrega na safra 2025/26. Outro fator que ajudou na alta foi a declaração do ex-presidente Donald Trump, que, durante discurso em Iowa, defendeu a disponibilização do etanol E15 durante todo o ano, o que tende a ampliar o consumo de milho nos EUA.
Queda na B3 Contrasta com Movimento Internacional
Enquanto Chicago iniciou o dia em alta, o cenário no Brasil foi o oposto. Os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) abriram a quarta-feira (28) com novas perdas.
Por volta das 10h28, o contrato março/26 era cotado a R$ 68,35/saca, queda de 0,84%, enquanto o maio/26 e o julho/26 operavam em R$ 67,87 e R$ 67,20/saca, respectivamente. O movimento reflete o excesso de oferta interna e a baixa liquidez nos estados produtores.
Chicago Fecha em Baixa com Perspectiva de Ampla Oferta Global
Apesar do início de alta, o mercado internacional encerrou o pregão em queda. Segundo a Bolsa de Mercadorias de Chicago, os preços recuaram diante da perspectiva de oferta global elevada, o que neutralizou o impacto positivo do dólar desvalorizado e da forte demanda externa.
Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 4,26 ½/bushel, queda de 0,40%, enquanto o maio encerrou a US$ 4,34 ¾/bushel, recuo de 0,28% em relação ao dia anterior.
Panorama Geral
O mercado de milho enfrenta um cenário misto: enquanto o avanço da colheita pressiona os preços no Brasil, fatores externos como o câmbio, a política agrícola americana e o comportamento das exportações globais seguem influenciando a formação de preços. A expectativa é de que o equilíbrio entre oferta e demanda determine o rumo das cotações nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Planejamento sanitário antes da seca reduz perdas e protege produtividade da pecuária
Published
13 minutos agoon
14 de maio de 2026By
Da Redação
Com a chegada do período seco em importantes regiões pecuárias do Brasil, especialistas reforçam a importância do planejamento sanitário do rebanho para reduzir perdas produtivas e evitar prejuízos econômicos nas fazendas.
A combinação entre menor oferta de pastagem, estresse nutricional e maior concentração de animais cria um ambiente favorável para o avanço de doenças e parasitas, comprometendo diretamente o desempenho dos bovinos.
Segundo Gibrann Frederiko, médico-veterinário e promotor de vendas da Nossa Lavoura, a preparação antecipada é essencial para manter a saúde animal durante a seca.
Estresse nutricional reduz imunidade do rebanho
De acordo com o especialista, a queda na qualidade e disponibilidade do pasto impacta diretamente o sistema imunológico dos bovinos.
“Com a menor oferta de alimento, os animais entram em estresse nutricional e podem apresentar redução de 20% a 30% na imunidade. Isso favorece infecções e aumenta a ação de parasitas, gerando perdas de peso que podem chegar a 0,5 a 1 quilo por dia quando não há controle adequado”, explica.
Além da menor ingestão de nutrientes, o organismo dos animais passa a priorizar funções de sobrevivência, reduzindo sua capacidade de defesa natural.
Nesse cenário, pode ocorrer queda de até 25% na atividade dos leucócitos, elevando a vulnerabilidade do rebanho a doenças respiratórias, verminoses, carrapatos e moscas.
Verminoses e carrapatos estão entre os principais desafios da seca
Entre os principais problemas sanitários enfrentados pelos pecuaristas durante a transição para o período seco estão:
- verminoses causadas por parasitas como Haemonchus e Cooperia;
- aumento da infestação de carrapatos e moscas;
- ocorrência de pneumonias;
- clostridioses;
- diarreias;
- abscessos relacionados à imunossupressão.
Essas enfermidades comprometem diretamente o ganho de peso, a conversão alimentar e a eficiência produtiva do rebanho.
Vacinação antecipada melhora proteção dos animais
Especialistas recomendam que o planejamento sanitário seja iniciado entre 30 e 45 dias antes do início da seca.
Segundo Frederiko, a antecipação da vacinação permite que os animais desenvolvam imunidade no momento de maior vulnerabilidade.
“As vacinas atingem pico de produção de anticorpos entre duas e três semanas após a aplicação. Antecipar o manejo garante proteção justamente no período mais crítico”, afirma.
Doenças como botulismo, raiva, febre aftosa e IBR podem provocar redução significativa do desempenho produtivo e aumento da mortalidade.
Com o manejo sanitário adequado, o rebanho pode manter ganho médio diário até 0,5 quilo superior durante a seca, reduzindo perdas econômicas ao produtor.
Endectocidas ajudam no controle de parasitas internos e externos
Outra ferramenta considerada essencial para o manejo sanitário é o uso estratégico de endectocidas.
Os produtos atuam no controle simultâneo de vermes gastrointestinais e ectoparasitas, como carrapatos.
“Os endectocidas ajudam a reduzir anemia, perda de peso e a transmissão de doenças como anaplasmose e babesiose. Quando utilizados corretamente, também contribuem para diminuir a infestação nas pastagens durante a seca”, destaca o especialista.
Entre os princípios ativos mais utilizados estão ivermectina e doramectina, sempre com orientação técnica e respeito às dosagens recomendadas.
Nutrição e sanidade devem atuar de forma integrada
Além do controle sanitário, a suplementação nutricional adequada é apontada como decisiva para melhorar a resposta imunológica do rebanho.
Segundo Frederiko, minerais como selênio e zinco podem elevar em até 30% a eficiência da resposta vacinal.
“Quando sanidade e nutrição caminham juntas, o produtor atravessa a seca com um rebanho mais saudável, produtivo e eficiente”, conclui.
O planejamento antecipado segue como uma das principais estratégias para reduzir perdas por mortalidade, queda de desempenho e aumento de custos operacionais durante o período seco da pecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Planejamento sanitário antes da seca reduz perdas e protege produtividade da pecuária
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