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ANP estabelece regulamentação para importação de Biodiesel na mistura obrigatória ao óleo diesel

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Segundo a resolução aprovada, as distribuidoras agora têm permissão para importar até 20% do volume necessário para a referida mistura, uma alteração nas resoluções ANP nº 777/2019 e nº 857/2021.

Em comunicado, a agência destacou que a liberalização das importações de biodiesel pelo Brasil pode proporcionar o acesso ao produto no mercado internacional, com diferentes origens alternativas, trazendo potenciais benefícios aos consumidores brasileiros.

Até então, a importação de biodiesel era autorizada apenas para usos experimentais e de consumo próprio, excluindo a mistura obrigatória de 12% ao óleo diesel.

Reação dos Produtores

A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) expressou críticas à decisão da ANP, afirmando que ela “coloca em risco toda a estratégia” de desenvolvimento do setor.

“A decisão da Diretoria Colegiada da ANP de regulamentar a importação de biodiesel até 20% da demanda a partir de abril de 2024 coloca em risco toda a estratégia de investimento e recuperação do emprego na cadeia, que envolve a produção nacional do biocombustível”, declarou a associação em nota, ressaltando que a capacidade ociosa do setor ainda se mantém próxima de 50%, devido à “quebra da previsibilidade de aumento da mistura”.

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A Aprobio enfatizou também que o produto estrangeiro não atinge a mesma qualidade do nacional, destacando que o produto importado, frequentemente subsidiado, gera emprego no exterior, não atende aos mesmos requisitos da produção nacional e impacta a agricultura familiar beneficiada pelo Selo Biocombustível Social.

“O setor não é contra a abertura do mercado, mas entende que isso deve acontecer em igualdade de condições. Esperamos que a decisão seja revertida na próxima reunião do CNPE.”

A medida da ANP segue a diretriz do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que determinou, na Resolução CNPE nº 14/2020, que a agência regulamentasse a importação desse produto.

A resolução aprovada hoje irá alterar pontualmente a Resolução ANP nº 777/2019 e a Resolução ANP nº 857/2021, proporcionando mudanças específicas para a comercialização do biodiesel importado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Super Porto Verde transforma Itacoatiara em novo polo logístico do agronegócio no Arco Norte

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O avanço do Arco Norte como rota estratégica para o escoamento da produção agrícola brasileira ganhou um novo impulso com a chegada do maior sistema flutuante de transbordo de granéis das Américas em Itacoatiara, no Amazonas. Batizado de Super Porto Verde, o novo empreendimento do Super Terminais recebeu investimentos de R$ 250 milhões e deverá ampliar a capacidade logística da região para movimentação de grãos e fertilizantes destinados à exportação.

A nova estrutura representa um marco para a logística do agronegócio brasileiro e reforça o papel das hidrovias amazônicas no crescimento das exportações de commodities agrícolas.

Novo porto fortalece logística do Arco Norte

Localizado a cerca de 175 quilômetros de Manaus, o Super Porto Verde nasce em uma região considerada estratégica para a integração entre os corredores hidroviários da Amazônia e os fluxos nacionais de exportação.

O empreendimento integra a estratégia do Super Terminais de ampliar sua atuação no segmento de granéis sólidos, acompanhando o crescimento da demanda logística no Arco Norte, rota que vem ganhando relevância no escoamento da produção agrícola brasileira nos últimos anos.

Segundo a companhia, a nova estrutura deverá aumentar a eficiência operacional e reduzir gargalos logísticos para tradings, operadores portuários e exportadores do agronegócio.

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Píer flutuante amplia capacidade operacional no Amazonas

O sistema flutuante chegou a Itacoatiara no início de maio e está em fase de instalação. O píer será incorporado a uma área portuária de aproximadamente 300 mil metros quadrados.

Inicialmente concebido para operações com contêineres, o projeto foi adaptado para atuar no transbordo de granéis sólidos, atendendo principalmente a movimentação de soja, milho e fertilizantes.

A estrutura possui 240 metros de extensão e 18 metros de largura, além de contar com três guindastes elétricos Sennebogen 895E, considerados os maiores do mundo em sua categoria e os primeiros em operação no hemisfério sul.

Os equipamentos possuem capacidade operacional de até 2.100 toneladas por hora, permitindo elevada produtividade nas operações portuárias.

Estrutura permitirá operação simultânea de navio e barcaças

O novo terminal foi projetado para permitir a atracação simultânea de um navio do tipo Panamax, com capacidade de até 50 mil toneladas, além de seis barcaças operando ao mesmo tempo.

A previsão é de que as operações sejam concluídas em até 36 horas, reduzindo tempos de espera, aumentando a previsibilidade logística e ampliando a competitividade das exportações brasileiras pelo corredor Norte.

O modelo hidroviário vem sendo apontado pelo setor como uma alternativa mais eficiente e sustentável para o transporte de grandes volumes em longas distâncias.

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Investimento deve gerar empregos e fortalecer economia regional

Além dos ganhos logísticos, o Super Porto Verde também deverá impulsionar a economia regional no Amazonas.

De acordo com o Super Terminais, o empreendimento deve gerar cerca de 130 empregos diretos e outros 250 indiretos, fortalecendo a atividade econômica em Itacoatiara e ampliando a participação do estado na cadeia logística nacional do agronegócio.

Para a companhia, o projeto também reforça o compromisso com sustentabilidade e inovação na logística portuária brasileira.

Modal hidroviário ganha espaço na agenda sustentável do agro

O crescimento do Arco Norte está diretamente ligado à busca por alternativas logísticas mais eficientes e ambientalmente sustentáveis para o agronegócio brasileiro.

O transporte hidroviário é considerado um dos modais com menor emissão de carbono por tonelada transportada, fator que ganha relevância diante das exigências globais por cadeias produtivas mais sustentáveis.

Com o novo terminal, o Amazonas amplia sua relevância estratégica na infraestrutura nacional de exportação, consolidando Itacoatiara como um dos principais pontos logísticos do corredor Norte para o escoamento da produção agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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