AGRONEGÓCIO

Importação de adubos pelo Brasil tem recorde em 2023, com salto nas vendas, diz Anda

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As importações de fertilizantes pelo Brasil, maior importador global de adubos, somaram volumes recordes em 2023 para atender o consumo que deu um salto e atingiu patamares próximos de máximas históricas, enquanto a produção local está decrescente, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

O total importado pelo país no ano passado somou 39,439 milhões de toneladas, um pouco acima do recorde anterior, de 2021, quando somou 39,258 milhões de toneladas, segundo números consolidados pela associação que reúne as empresas do setor.

O volume importado no ano passado cresceu 14% ante 2022, quando os desembarques recuaram no acumulado do ano por conta dos preços altos — impulsionados pela guerra na Ucrânia –, que limitaram a demanda pelos agricultores brasileiros, segundo números da Anda.

“2022 foi um ano de preços recordes em que os agricultores economizaram nas adubações utilizando os estoques de nutrientes do solo (principalmente para os fosfatados), de forma que em 2023 esses estoques precisaram ser repostos”, explicou a analista de fertilizantes da Safras & Mercado, Maísa Romanello, à Reuters.

Essa maior necessidade de adubação, associada à queda nos preços dos fertilizantes ao longo de 2023 e aos bons patamares dos valores das commodities agrícolas, fez com que “a demanda por fertilizantes fosse fortemente recuperada”, acrescentou Romanello.

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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro (indicador de consumo) somaram 45,826 milhões de toneladas em 2023, crescimento de 11,6% em relação a 2022, possibilitado por importações recordes, já que a produção nacional caiu 8,8% na mesma comparação, para 6,8 milhões de toneladas.

“Outro ponto importante é a queda na produção nacional de fertilizantes”, acrescentou a analista.

Os totais importados indicam o quanto o Brasil, uma potência agrícola, é dependente do fertilizantes comprados no exterior, expondo uma das fragilidades do setor do agronegócio e do país, que bate recordes anuais de safras e exportações ano após ano.

O Brasil importou 86% do total consumido no ano passado, quando a colheita de grãos e oleaginosas foi recorde.

A Anda não fez comentários sobre os motivos do crescimento das importações e das entregas de produtos no mercado interno em 2023, dizendo apenas que o “balanço resulta do empenho do setor em garantir acesso ao insumo, a base nutritiva do solo brasileiro que garante consecutivas safras recordes”.

ENTREGAS QUASE RECORDES

O total de entregas de adubos no ano passado ficou ligeiramente abaixo do recorde anual de 2021, quando o país registrou um mercado de 45,855 milhões de toneladas. Em 2022, o setor sofreu os impactos dos preços altos por conta da guerra, o que reduziu as vendas no mercado interno para cerca de 41 milhões de toneladas.

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Já em 2023, apesar do forte consumo, as importações em alta resultaram em estoques de produtos intermediários para fertilizantes e formulações NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) de 8,7 milhões de toneladas, avanço de 3% na comparação com 2022 e o maior patamar pelo menos desde 2020.

Em 2024, com grandes estoques no Brasil e incertezas climáticas que demandam maior cautela de produtores que estão semeando a segunda safra, as expectativa é de que as importações de fertilizantes no primeiro semestre sejam menores, conforme os volumes estocados são consumidos, disse a Romanello.

Mas a analista também destacou que o principal fator negativo para o mercado de fertilizantes tem sido os preços mais baixos da soja e do milho, “prejudicando as relações de troca” entre adubos e produtos agrícolas.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Granja mineira é a primeira do Brasil a conquistar certificação de alto padrão em bem-estar animal na suinocultura

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Certificação inédita marca avanço do bem-estar animal na suinocultura brasileira

A granja de suínos da Auma Agronegócios, localizada em Patos de Minas (MG), tornou-se a primeira do Brasil a receber a certificação de bem-estar animal da Produtor do Bem. O reconhecimento abrange todas as etapas da produção — gestação, maternidade, creche e terminação — e considera critérios técnicos amplos relacionados à ambiência, sanidade, manejo, alimentação e gestão operacional.

O selo possui validade de um ano e representa a primeira certificação concedida pela entidade no setor suinícola brasileiro, estabelecendo um novo marco de exigência técnica no país.

Protocolo mais rigoroso redefine práticas de manejo no país

O diferencial do modelo está no nível de exigência superior aos protocolos tradicionais utilizados no Brasil e em parte dos sistemas internacionais.

Um dos principais destaques é a adoção do sistema “cobre-solta”, em que as matrizes são inseminadas e, na sequência, alojadas em grupo. A prática elimina o período de permanência em gaiolas após a inseminação — etapa que ainda é comum em diversos sistemas, onde as fêmeas podem permanecer confinadas por até 35 dias.

Segundo especialistas, o modelo favorece maior liberdade de movimento e expressão de comportamentos naturais, sendo considerado uma das práticas mais avançadas em bem-estar animal na suinocultura moderna.

Empresa reforça estratégia de produção responsável e sustentável

Para a CEO da Auma Agronegócios, Lucimar Silva, a certificação consolida o posicionamento da empresa em relação à sustentabilidade e à responsabilidade produtiva.

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O bem-estar animal é tratado como pilar estratégico, diretamente ligado à eficiência produtiva, qualidade dos alimentos e sustentabilidade da cadeia. A executiva destaca que o reconhecimento valida práticas já incorporadas à cultura organizacional e fortalece a governança dos processos.

A Auma já possui outras certificações socioambientais em diferentes atividades agrícolas, e a nova conquista reforça o histórico de produção consciente do grupo.

Melhorias operacionais impactam diretamente os indicadores produtivos

De acordo com o gerente de produção do Ecossistema Auma, Baltazar Vieira, o bem-estar animal é tratado como valor estrutural da operação, com implementação iniciada em 2022.

Entre os resultados já observados estão:

Redução da taxa de natimortos de 8% para 3% após três meses de adoção de enriquecimento ambiental

  • Fim do uso de ocitocina há dois anos
  • Eliminação do corte de dentes
  • Redução do corte de cauda sem aumento de canibalismo

Segundo o gestor, as melhorias em nutrição, sanidade, infraestrutura e capacitação das equipes refletem diretamente no desempenho zootécnico e no valor agregado da produção.

Mercado pressiona por padrões mais elevados de bem-estar animal

A certificação ocorre em um cenário de crescente exigência de mercados nacionais e internacionais por padrões mais rigorosos de bem-estar animal, especialmente em cadeias voltadas à exportação e ao varejo institucional.

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Embora o Brasil ainda adote amplamente sistemas híbridos, a transição para modelos com soltura precoce de matrizes vem avançando, em linha com práticas já consolidadas em mercados europeus.

Soluções como alimentação individualizada em sistemas coletivos também têm sido incorporadas para reduzir disputas e melhorar o desempenho produtivo.

Certificação inédita traz modelo técnico e transparente para o setor

Segundo o diretor-executivo da Produtor do Bem, José Ciocca, o modelo de certificação é estruturado em critérios multinível, com avaliação independente, acompanhamento técnico e apoio ao produtor durante a implementação das melhorias.

O sistema busca garantir não apenas a conformidade, mas também a evolução contínua das práticas de manejo.

“A conquista demonstra que é possível conciliar produtividade com manejo tecnicamente fundamentado. O Grupo Auma avançou além do convencional e se torna referência para o setor”, destacou Ciocca.

Suinocultura brasileira entra em nova fase de exigência técnica

A certificação da Auma Agronegócios sinaliza uma mudança relevante na suinocultura nacional, com maior integração entre produtividade, sustentabilidade e bem-estar animal.

O avanço reforça a tendência de profissionalização do setor e aproxima o Brasil de padrões internacionais cada vez mais exigentes, especialmente em mercados premium e cadeias exportadoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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