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Mercado do arroz segue pressionado por excesso de oferta e câmbio desfavorável

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Oferta elevada impede reação dos preços do arroz

O mercado do arroz continua enfrentando um cenário de excesso de oferta, tanto no Brasil quanto no exterior. A ampla disponibilidade do grão tem limitado qualquer possibilidade de recuperação mais consistente nos preços, conforme explica o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Segundo ele, as perspectivas para 2026 indicam baixa probabilidade de valorização expressiva, já que as margens de rentabilidade permanecem comprimidas, enquanto os custos de produção seguem altos. “O setor deve continuar operando com margens reduzidas, mesmo com boa produtividade no campo”, destaca o consultor.

Dólar abaixo de R$ 5,30 reduz competitividade das exportações

No cenário externo, o câmbio continua sendo um fator de pressão importante. Com o dólar operando abaixo de R$ 5,30, a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional diminui, dificultando o fechamento de novos contratos de exportação.

Mesmo com esse entrave, os embarques continuam em ritmo relevante. Dados do line-up do Porto de Rio Grande apontam que 139,6 mil toneladas (base casca) foram embarcadas em janeiro, e outras 50,8 mil toneladas ainda estão programadas para o mês.

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Desse total, mais de 65% correspondem a arroz quebrado, o que reforça o caráter defensivo das exportações e a busca das indústrias por escoar excedentes de menor valor agregado.

Produtores enfrentam desafio para escoar a produção

De acordo com Oliveira, a atual conjuntura — marcada por safra bem conduzida, mercado saturado, câmbio desfavorável e estratégia conservadora de comercialização — cria um ambiente em que os preços permanecem estagnados.

“O grande desafio do setor, neste momento, não é mais produzir, mas sim encontrar formas eficientes de escoar a safra”, ressalta o analista.

Cotações do arroz no Rio Grande do Sul mostram estabilidade

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a saca de 50 quilos de arroz (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 53,06, registrando alta de 1,20% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 1,03%, mas ainda há uma forte desvalorização de 47,09% em relação a 2025, refletindo o impacto do mercado saturado e da baixa competitividade externa.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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