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Volatilidade no Mercado de Açúcar: Tendências em NY e no Brasil na Quarta Semana de Janeiro

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A quarta semana de janeiro marcou uma intensa volatilidade no mercado de açúcar, tanto na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) quanto no cenário físico brasileiro. A UNICA (União da Indústria da Cana-de-Açúcar e Bioenergia) trouxe atualizações essenciais sobre a moagem de cana no Brasil, exercendo impacto direto nas dinâmicas comerciais.

Maurício Muruci, consultor de SAFRAS & Mercado, ressalta que em Nova York, o contrato março experimentou uma significativa variação, partindo de US$/cents 22,00 e aproximando-se da máxima de curto prazo em US$/cents 25,00. Ao longo da semana, registrou um acréscimo notável de 13%, embora parte desses ganhos tenha sido revertida ao final do período. Apesar disso, o contrato Março/24 encerrou a semana próximo de suas máximas recentes.

Muruci destaca que, em NY, o mercado foi influenciado pela perspectiva de ajustes negativos na safra nova 2024/25 do Centro-Sul do Brasil, programada para iniciar em abril de 2024. Esses ajustes refletem as chuvas abaixo da média nos canaviais do Centro-Sul do Brasil durante dezembro de 2023 e janeiro de 2024, período crucial da entressafra de cana. O consultor observa, no entanto, que a expectativa para as próximas semanas é de um gradual retorno das precipitações para neutralizar o déficit hídrico nos canaviais.

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No mercado físico brasileiro, Muruci relata uma semana de preços voláteis para a saca de 50 kg de cristal com até 150 Icumsa. As cotações oscilaram entre R$ 143 e R$ 145 ao longo da semana, impulsionadas por entradas pontuais e esporádicas de indústrias compradoras no curto prazo.

Com o mercado no auge da entressafra, compradores evitam novas entradas receosos de custos sazonalmente elevados. Por outro lado, usinas estão mais presentes nas vendas, mantendo a oferta elevada devido aos estoques abundantes resultantes de uma safra volumosa na temporada anterior. A continuidade da moagem em plena entressafra também contribui para a disponibilidade de oferta no curto prazo, limitando avanços acentuados nos preços, mesmo diante de possíveis ressurgimentos na demanda das indústrias.

De acordo com a UNICA, a moagem de cana-de-açúcar na primeira quinzena de janeiro no Centro-Sul atingiu 1,11 milhão de toneladas, comparada a 439,83 mil toneladas no mesmo período do ano anterior. No acumulado da safra 2023/2024, a moagem alcançou 645,38 milhões de toneladas, representando um aumento de 18,89% em relação ao ciclo anterior.

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O novo relatório da UNICA destaca que a produção de açúcar aumentou 25,49%, totalizando 42,099 milhões de toneladas, enquanto a produção de etanol cresceu 14,79%, atingindo 31,792 bilhões de litros. A produção de anidro e hidratado registrou aumentos de 8,54% e 19,41%, respectivamente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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