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Mercado acionário da China encerra em alta com destaque para o setor de tecnologia

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Os principais índices acionários da China encerraram a sessão desta segunda-feira em leve alta, impulsionados pelos ganhos no setor de tecnologia. Esse movimento positivo ocorreu após Pequim sinalizar novas iniciativas para apoiar empresas de tecnologia inovadoras, além de cortar as taxas de empréstimo de referência.

O índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, registrou avanço de 0,25%, enquanto o SSEC, em Xangai, subiu 0,2%. Em contraste, o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,57%.

As ações do setor de tecnologia da informação lideraram os ganhos no mercado chinês, com uma alta de 2,15%, acompanhadas pelo índice STAR50, focado em empresas tecnológicas, que subiu 2,2%. Esse apetite por risco foi fortalecido por declarações do presidente chinês, Xi Jinping, que reafirmou a importância da ciência e tecnologia no desenvolvimento econômico do país.

No âmbito das políticas econômicas, a China reduziu as taxas primárias de empréstimo para prazos de um e cinco anos em 25 pontos-base, um movimento esperado pelo mercado, que, entretanto, previa cortes de 20 pontos-base.

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Após um período de volatilidade, com perdas de aproximadamente 11% desde o pico de 8 de outubro, as ações chinesas começam a se recuperar, após semanas de cautela que impactaram os ganhos substanciais obtidos no final de setembro, quando Pequim anunciou pacotes de estímulo.

Desempenho dos mercados asiáticos
  • Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,07%, fechando em 38.954 pontos.
  • O índice Hang Seng, em Hong Kong, registrou queda de 1,57%, fechando em 20.478 pontos.
  • Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,20%, encerrando em 3.268 pontos.
  • O índice CSI300, de Xangai e Shenzhen, avançou 0,25%, para 3.935 pontos.
  • Em Seul, o índice KOSPI subiu 0,43%, fechando em 2.604 pontos.
  • O índice TAIEX, em Taiwan, registrou alta de 0,24%, atingindo 23.542 pontos.
  • Em Cingapura, o índice Straits Times recuou 0,70%, fechando em 3.614 pontos.
  • Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 subiu 0,74%, encerrando o dia em 8.344 pontos.

A sessão foi marcada por variações moderadas, com ganhos expressivos em alguns mercados asiáticos, enquanto outros encerraram o dia em baixa.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja ganha força no mercado brasileiro, enquanto milho enfrenta pressão com safra recorde e concorrência internacional

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Relatório do Rabobank aponta alta nos preços da soja impulsionada por exportações e processamento doméstico, enquanto milho sofre impacto da ampla oferta global e avanço da segunda safra brasileira.

Mercado de grãos apresenta movimentos distintos em junho

O mercado brasileiro de grãos iniciou junho com comportamentos opostos para soja e milho. Enquanto a oleaginosa registrou valorização sustentada pela forte demanda externa e pela indústria de esmagamento, o milho enfrentou pressão nos preços diante da expectativa de uma safra robusta e da concorrência crescente de exportadores como Estados Unidos e Argentina.

De acordo com levantamento divulgado pelo Rabobank em seu relatório mensal sobre grãos e oleaginosas, os preços da soja pagos ao produtor avançaram cerca de 2% em junho na comparação com o mês anterior. Já o milho registrou retração de aproximadamente 4%, refletindo o cenário de maior oferta e menor competitividade no mercado internacional.

Exportações de soja batem ritmo forte em 2026

O desempenho das exportações continua sendo um dos principais fatores de sustentação para o mercado da soja brasileira. Em maio, o Brasil embarcou 14,8 milhões de toneladas da commodity, volume 5% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, os embarques atingiram 55 milhões de toneladas, crescimento de 7% em relação ao ano passado.

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Segundo o Rabobank, a combinação entre safra recorde e elevada competitividade da soja brasileira no mercado global tem favorecido o desempenho exportador, consolidando o país como principal fornecedor mundial da oleaginosa.

Além das exportações, a demanda interna para processamento segue aquecida, contribuindo para a sustentação dos preços pagos aos produtores nas principais regiões agrícolas.

Milho enfrenta cenário mais desafiador

Diferentemente da soja, o milho encontra um ambiente de mercado mais pressionado. As exportações brasileiras do cereal somaram apenas 250 mil toneladas em maio, volume 47% inferior ao registrado no mês anterior. O Rabobank projeta que os embarques de milho em 2026 deverão ficar abaixo dos volumes observados em 2025.

A forte concorrência dos Estados Unidos e da Argentina, associada à ampla disponibilidade interna do grão, tem reduzido o poder de reação dos preços no mercado doméstico.

Safrinha avança e reforça perspectiva de grande oferta

A colheita da segunda safra de milho, principal responsável pela produção nacional do cereal, alcançou aproximadamente 7% da área cultivada, índice superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

As condições das lavouras permanecem favoráveis em importantes regiões produtoras, especialmente em Mato Grosso. Entretanto, o banco alerta para possíveis perdas localizadas em estados como Goiás, Tocantins e Minas Gerais devido às condições climáticas observadas ao longo do ciclo.

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Mesmo com esses desafios pontuais, a instituição mantém projeção de uma safra expressiva, estimando a produção brasileira de milho em 138 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

Comercialização segue cautelosa

O relatório também aponta que produtores continuam adotando postura seletiva na comercialização, acompanhando a evolução dos preços e as condições de mercado. No caso da soja, a valorização recente tem favorecido novos negócios. Já no milho, a expectativa de ampla oferta mantém vendedores mais cautelosos em relação aos volumes a serem negociados.

Perspectivas para o segundo semestre

A tendência para os próximos meses indica manutenção da firmeza no mercado da soja, sustentada pelo forte ritmo exportador e pela demanda industrial. Para o milho, o cenário permanece mais desafiador, com preços dependentes do comportamento das exportações, da competitividade brasileira frente aos concorrentes globais e da consolidação da safra recorde projetada para esta temporada.

Com a colheita da safrinha avançando e a oferta aumentando gradativamente, o mercado seguirá atento aos fluxos internacionais de comércio e às condições climáticas nas principais regiões produtoras do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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