AGRONEGÓCIO

Produção de Etanol e Biodiesel no Brasil Alcança Níveis Históricos

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O Brasil estabeleceu um novo marco na produção de biocombustíveis em 2023, alcançando quase 43 bilhões de litros de etanol e biodiesel, conforme divulgado pelo Ministério de Minas e Energia. Esses dados constam no Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2024.

A produção de etanol totalizou 35,4 bilhões de litros, superando em quase 80 milhões de litros o recorde anterior de 2019. A região Sudeste se destacou ao contribuir com metade dessa produção. No entanto, a região Norte foi a única a registrar uma queda na produção de etanol.

No setor de biodiesel, o aumento no percentual de mistura com o diesel comum impulsionou a produção, que chegou a mais de 7,5 bilhões de litros no ano passado. As regiões Sul e Centro-Oeste foram as principais responsáveis por esse crescimento, enquanto Sudeste e Nordeste apresentaram uma redução na produção.

O Ministério de Minas e Energia também ressaltou o crescimento de 12% na produção de biometano em 2023, comparado ao ano anterior, indicando um avanço significativo na diversificação e sustentabilidade das fontes energéticas do país.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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