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Mercado de trigo registra alta de até 4,9% em abril com ritmo lento de negociações

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Impacto dos feriados no mercado de trigo

O ritmo de comercialização do trigo e seus derivados apresentou desaceleração no Brasil nas últimas semanas, reflexo direto dos feriados nacionais que marcaram o início de abril. De acordo com análise do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o setor atravessa um período de menor atividade, com compradores atuando sem pressa devido ao confortável nível de estoques disponíveis.

Produtores priorizam a safra de verão

Diante do cenário de lentidão nas negociações, os produtores têm concentrado esforços na venda dos grãos da safra de verão, buscando garantir liquidez imediata. Já aqueles que ainda dispõem de lotes de trigo optam por manter o produto armazenado, na expectativa de uma valorização mais acentuada nas próximas semanas.

Oferta restrita sustenta os preços em alta

O período de entressafra, caracterizado por menor oferta do cereal, tem contribuído para sustentar os preços em patamares elevados. Essa escassez natural do mercado favorece os produtores que optaram por segurar seus estoques, esperando melhores oportunidades de negociação.

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Variação de preços nas principais regiões produtoras

Na parcial de abril, considerando os dados apurados até o dia 17, os preços do trigo apresentaram avanço em diversas regiões brasileiras em comparação a março. No Rio Grande do Sul, a valorização foi a mais expressiva, com alta de 4,9%. Em Santa Catarina, os preços subiram 3,3%, enquanto São Paulo e Paraná registraram aumentos de 2,8% e 2,5%, respectivamente.

Perspectivas para o mercado nas próximas semanas

A combinação entre a postura mais cautelosa dos compradores e a oferta reduzida deve continuar influenciando o comportamento do mercado de trigo no Brasil. A expectativa é de que os preços sigam em trajetória de alta, com possíveis novos ajustes no curto prazo, à medida que o mercado se reorganiza após os feriados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar sobe com inflação no radar e tensão externa pressiona mercados; Ibovespa inicia sessão em queda

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O mercado financeiro iniciou esta terça-feira (12) em clima de cautela, com o dólar operando em alta frente ao real e os investidores atentos aos indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A combinação desses fatores elevou a aversão ao risco nos mercados globais e trouxe maior volatilidade para ativos brasileiros.

Por volta das 9h10, o dólar à vista avançava 0,28%, cotado a R$ 4,9048 na venda. Já o contrato futuro da moeda norte-americana com vencimento em junho, negociado na B3, subia 0,31%, alcançando R$ 4,9270.

A valorização da moeda norte-americana ocorre após o fechamento da sessão anterior em leve queda. Na segunda-feira, o dólar encerrou o dia cotado a R$ 4,8911, com recuo de 0,10%.

No cenário doméstico, o mercado repercute os dados mais recentes do IPCA, índice oficial de inflação do Brasil, considerados fundamentais para calibrar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária do Banco Central. O comportamento da inflação segue sendo acompanhado de perto por investidores, principalmente diante das discussões sobre juros, consumo e atividade econômica.

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Além disso, o Banco Central brasileiro realiza nesta manhã operações cambiais para rolagem de vencimentos. Às 10h30, a autoridade monetária promoveu dois leilões de linha, totalizando US$ 1 bilhão em venda de dólares com compromisso de recompra futura. Já às 11h30, ocorreu leilão de 50 mil contratos de swap cambial tradicional, também voltado à rolagem de vencimentos de junho.

Mercado internacional amplia cautela

No exterior, o dólar também ganha força frente a outras moedas, impulsionado pela busca global por ativos considerados mais seguros. Investidores monitoram os números da inflação norte-americana e avaliam possíveis impactos nas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.

A expectativa de juros elevados por mais tempo na economia norte-americana continua sustentando a valorização do dólar em âmbito global, pressionando moedas emergentes, incluindo o real.

As tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio também seguem no radar dos agentes financeiros, aumentando a percepção de risco internacional e contribuindo para movimentos defensivos nos mercados.

Ibovespa opera pressionado

Na renda variável, o Ibovespa iniciou o pregão sob pressão após registrar forte queda na sessão anterior. O principal índice da bolsa brasileira fechou a segunda-feira aos 181.909 pontos, com recuo de 1,19%.

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Os investidores seguem adotando postura mais conservadora diante das incertezas fiscais, do ambiente externo mais desafiador e da expectativa pelos próximos indicadores econômicos globais.

Desempenho acumulado dos mercados

  • Dólar
    • Semana: -0,06%
    • Maio: -1,22%
    • 2026: -10,88%
  • Ibovespa
    • Semana: -1,19%
    • Maio: -2,89%
    • 2026: +12,90%

Analistas destacam que os próximos dias devem continuar marcados por volatilidade nos mercados financeiros, especialmente diante da agenda intensa de indicadores econômicos, das sinalizações dos bancos centrais e das incertezas no cenário geopolítico internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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