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MAPA Labs: Ferramenta Inovadora para Autofiscalização no Agronegócio Brasileiro

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O aplicativo MAPA Labs, desenvolvido pelo Serpro para o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), passa a incluir laboratórios do setor privado, em conformidade com a Lei do Autocontrole. Essa legislação estabelece um modelo de fiscalização compartilhada na defesa agropecuária do Brasil, permitindo que a iniciativa privada contribua para a monitorização do agronegócio.

Desde seu lançamento em outubro do ano passado, o MAPA Labs tem sido utilizado principalmente para análises realizadas por laboratórios federais de defesa agropecuária do MAPA e laboratórios credenciados. Com a nova atualização, a ferramenta também estará disponível para laboratórios privados contratados pela agroindústria. Bruno Vilela, superintendente de relacionamento com clientes do Serpro, destaca a importância dessa mudança: “A tecnologia agora permitirá que o próprio agronegócio faça sua fiscalização, monitorando-se e enviando essas informações ao MAPA”.

O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, complementa que o aplicativo proporciona um processo de autocontrole ágil, que oferece maior segurança, facilita a gestão de dados e alivia a carga tanto do serviço público quanto do privado.

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Funcionamento Prático

A cada coleta de amostra, realizada por instituições públicas ou privadas, o MAPA Labs gera um QR Code que identifica o material em todas as fases da análise laboratorial. Os dados coletados são armazenados em um data lake único, que é atualizado em tempo real, alimentando painéis gerenciais e indicadores que podem ser utilizados em políticas públicas ou ações emergenciais, como em casos de epidemias e pragas. Além da versão para dispositivos móveis — que funciona tanto online quanto offline —, o MAPA Labs oferece serviços de integração via API, conectando automaticamente os laboratórios à plataforma.

Desde sua criação, o aplicativo tem sido aplicado em diversas ações de controle da saúde dos produtos do agronegócio brasileiro. Entre as iniciativas estão o monitoramento de salmonella em carcaças de frangos e perus, a verificação das recomendações do Programa Nacional de Qualidade do Leite, e o controle microbiológico em carnes de bovinos e suínos em abatedouros. As próximas atualizações do MAPA Labs incluem a disponibilização de um ambiente para laboratórios que ainda não possuem um sistema próprio, além de suporte à análise de amostras de pimenta-do-reino para exportação.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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