AGRONEGÓCIO

Chuvas nos EUA podem atrasar colheita e sustentam alta do milho em Chicago

Publicado em

Os preços futuros do milho iniciaram a semana em alta na Bolsa Brasileira (B3), refletindo o cenário internacional. Na manhã desta segunda-feira (21), as principais cotações variavam entre R$ 69,52 e R$ 73,66, por volta das 10h35 (horário de Brasília). O contrato com vencimento em novembro de 2024 estava cotado a R$ 69,52, representando um aumento de 0,39%, enquanto o contrato de janeiro de 2025 subia 0,42%, sendo negociado a R$ 72,12. Já o vencimento de março de 2025 registrava alta de 0,20%, com valor de R$ 73,66.

Mercado externo também apresenta ganhos

No mercado internacional, os preços futuros do milho também começaram a segunda-feira com leves altas na Bolsa de Chicago (CBOT). Às 10h26 (horário de Brasília), o contrato de novembro de 2024 era negociado a US$ 4,05, com uma valorização de 0,50 pontos. O contrato de março de 2025 subiu 0,25 pontos, sendo cotado a US$ 4,19, enquanto o de maio de 2025 também registrou alta de 0,25 pontos, alcançando US$ 4,26. O vencimento de julho de 2025, por sua vez, apresentava elevação de 0,75 pontos, sendo negociado a US$ 4,32.

Leia Também:  Importância da Redução no Uso de Óxido de Zinco na Suinocultura

De acordo com o portal internacional Farm Futures, o aumento nas cotações é impulsionado pela previsão de chuvas em estados-chave para a produção de milho e soja nos Estados Unidos, como Iowa, Illinois, Nebraska, Kansas e Missouri. Essas condições climáticas, esperadas para as próximas 72 horas, podem atrasar a colheita, o que mantém o mercado em alerta e sustenta os preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

Published

on

A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

Leia Também:  Temperaturas baixas podem elevar o risco de AVC? Médico explica
Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

Leia Também:  Aquário Municipal está aberto hoje, 1º de janeiro, para toda a população

Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA