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Bolsas globais operam com cautela antes de encontro entre Trump e Xi; Ibovespa recua pressionado por petróleo e balanços

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Os mercados financeiros globais iniciaram esta terça-feira (12) em clima de cautela, refletindo a expectativa em torno do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, previsto para ocorrer nos próximos dias. Investidores acompanham atentamente os desdobramentos das relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo, enquanto realizam lucros após recentes altas nos mercados asiáticos.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. O índice Nikkei, do Japão, avançou 0,52%, sustentado pelo desempenho de ações ligadas à tecnologia e exportação. Em contrapartida, os mercados chineses encerraram em queda moderada, pressionados por movimentos de realização de lucros depois da forte valorização registrada nas últimas semanas.

O índice de Xangai recuou 0,25%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,08%. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 0,22%. Já a maior baixa da região foi registrada na Coreia do Sul, onde o Kospi desvalorizou 2,29%, refletindo aversão ao risco e ajustes técnicos.

Também fecharam em terreno misto os mercados de Taiwan, Singapura e Austrália. O Taiex, de Taiwan, subiu 0,26%, enquanto o Straits Times, de Singapura, avançou 0,07%. Em Sydney, o S&P/ASX 200 recuou 0,36%.

China realiza lucros e mantém foco em relações comerciais com os EUA

O movimento de correção nas bolsas chinesas ocorre após o mercado atingir máximas históricas recentes, impulsionado por estímulos econômicos e medidas de apoio à liquidez anunciadas pelo governo chinês.

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Analistas avaliam que o encontro entre Trump e Xi Jinping poderá redefinir parte das expectativas globais relacionadas ao comércio internacional, tarifas e fluxo de investimentos. O encontro marca a retomada do diálogo direto entre os dois líderes após meses de tensão comercial.

Editorial divulgado pela imprensa estatal chinesa destacou que China e Estados Unidos precisam manter uma visão estratégica de longo prazo, preservando o comércio bilateral como elemento central das relações econômicas.

No mercado acionário chinês, setores ligados ao consumo básico e terras raras lideraram as perdas, com quedas de 1,5% e 3,2%, respectivamente. Por outro lado, empresas de inteligência artificial e semicondutores voltaram a registrar ganhos, reforçando o movimento global de fortalecimento do setor de tecnologia avançada.

As ações ligadas à inteligência artificial avançaram 0,8%, enquanto o segmento de semicondutores subiu 0,5%, renovando máximas históricas.

Ibovespa cai mais de 1% com pressão de Petrobras, bancos e cenário externo

No Brasil, o mercado acompanha o ambiente internacional mais defensivo. O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira, pressionado principalmente pelas ações do setor de petróleo, bancos e pela saída de capital estrangeiro.

Nas primeiras horas do pregão, o principal índice da bolsa brasileira recuava mais de 1%, negociado próximo dos 181,9 mil pontos. O Ibovespa Futuro abriu em baixa de 0,82%, aos 183,3 mil pontos.

Entre os fatores que pressionam o mercado doméstico estão as oscilações nos preços internacionais do petróleo, além da repercussão de balanços corporativos considerados abaixo das expectativas por parte dos investidores.

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As ações da Petrobras figuram entre as maiores pressões negativas do índice, acompanhando a volatilidade do petróleo no exterior. O setor bancário também apresenta desempenho mais fraco, com destaque para papéis do Bradesco, diante de preocupações relacionadas à inadimplência e margens de crédito.

Apesar da correção nesta sessão, o mercado brasileiro ainda acumula valorização em 2026, sustentado pelo fluxo para mercados emergentes, expectativa de queda dos juros globais e melhora das projeções econômicas domésticas.

Dólar sobe e investidores buscam proteção

O dólar futuro também iniciou o dia em alta, avançando 0,26% e sendo negociado próximo de R$ 4,93. O movimento acompanha a valorização global da moeda norte-americana em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais.

Investidores monitoram ainda dados econômicos dos Estados Unidos, perspectivas para juros pelo Federal Reserve e possíveis impactos do encontro entre Washington e Pequim sobre commodities, comércio exterior e mercados emergentes.

Confira o fechamento das bolsas da Ásia
  • Tóquio (Nikkei): +0,52% — 62.742 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): -0,22% — 26.347 pontos
  • Xangai (SSEC): -0,25% — 4.214 pontos
  • CSI300: -0,08% — 4.948 pontos
  • Seul (Kospi): -2,29% — 7.643 pontos
  • Taiwan (Taiex): +0,26% — 41.898 pontos
  • Singapura (Straits Times): +0,07% — 4.946 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): -0,36% — 8.670 pontos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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