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Julgamentos devem mostrar qualidade genética dos criadores durante a Fenovinos

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O município gaúcho de Santa Margarida do Sul vai sediar a 36ª Feira Nacional de Ovinos, entre os dias 1° e 5 de maio. O evento é organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) e pela Associação de Produtores Rurais de Santa Margarida do Sul, com apoio da Prefeitura de Santa Margarida do Sul e Sindicato Rural e da prefeitura de São Gabriel.

A superintendente de Registro Genealógico da Arco, Magali Moura, trabalha com uma expectativa de inscrições acima de 300 animais. Ela esteve recentemente na ExpoLondrina, feira agroindustrial realizada pela Sociedade Rural do Paraná, na cidade de Londrina, e que envolve agricultura, pecuária, indústria e comércio. Lá constatou que alguns criadores de Santa Catarina e Paraná ficaram bem animados com a expectativa de levar os animais para a Fenovinos em Santa Margarida do Sul. “Paralelo à Fenovinos ocorrerá também a Nacional da raça Hampshire Down, o que deverá ajudar a aumentar o movimento”, projeta.

Magali Moura contabiliza a presença de 12 raças: Merino Australiano, Ideal, Corriedale, Romney Marsh, Hampshire Down, Texel, Ile de France, Suffolk, Poll Dorset, Dorper, White Dorper e raça Crioula. Estas raças citadas foram as que estiveram na Fenovinos 2023 em Uruguaiana. “Além dessas raças haverá também a variedade Naturalmente Colorido de algumas delas. Hoje na Fenovinos existe um volume muito grande de raças Corriedale e Texel, mas também Hampshire e Ile de France Naturalmente Colorido”, ressalta.

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O local que receberá a Feira deste ano é o Parque Municipal de Eventos Olympio Bicca Estrazulas, que tem cinco hectares de área. Deste total, dois hectares serão destinados para os ovinos, com quatro pistas de julgamentos e área de exposição. Também haverá um camping e espaço para shows. Já no final da 36ª Fenovinos será feita a votação para a próxima edição. Antes da Fenovinos deste ano de 2024, as cidades interessadas encaminham uma carta para a Arco solicitando ser sede da feira do ano que vem.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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