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Itaú BBA lança formação gratuita em gestão de riscos no agronegócio para produtores rurais

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A Academia Agro do Itaú BBA, plataforma de ensino a distância gratuita voltada a clientes e não clientes, lançou nesta segunda-feira (8) a Trilha de Gestão de Riscos no Agronegócio, uma nova formação destinada a produtores rurais e profissionais do setor.

O objetivo da iniciativa é fortalecer a capacidade de gestão financeira e tomada de decisão em um ambiente cada vez mais desafiador, marcado por volatilidade de preços, instabilidades climáticas e incertezas geopolíticas que impactam diretamente o agronegócio brasileiro.

Formação aborda gestão financeira e riscos no campo

A trilha reúne conteúdos estruturados em diferentes formatos, incluindo videoaulas, artigos em PDF e estudos de caso práticos.

Entre os principais temas abordados estão:

  • Mapeamento de riscos na produção rural;
  • Fundamentos de gestão financeira no agronegócio;
  • Ciclo financeiro da safra;
  • Funcionamento do mercado de commodities;
  • Oferta, demanda e sazonalidade de preços;
  • Introdução a derivativos e hedge;
  • Estratégias de comercialização e proteção de receita.

Segundo o Itaú BBA, a proposta é oferecer uma visão integrada entre finanças, produção e mercado, permitindo que o produtor rural compreenda melhor os fatores que influenciam a rentabilidade da atividade agrícola.

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Gestão de riscos ganha papel central no agronegócio

De acordo com Pedro Fernandes, diretor de Agronegócio do Itaú BBA, a gestão de riscos deixou de ser um diferencial e passou a ser um elemento essencial para a sustentabilidade dos negócios no campo.

“O gerenciamento de riscos deixou de ser uma ferramenta acessória e passou a ocupar posição central na sustentabilidade do negócio rural. Com a Trilha de Gestão de Riscos, buscamos ampliar o acesso a conteúdos práticos e estratégicos que apoiem decisões mais estruturadas e uma gestão mais profissionalizada no campo”, afirma o executivo.

Curso é aberto a produtores e profissionais do setor

A formação é gratuita e está disponível para produtores rurais, independentemente de serem clientes do banco, além de profissionais ligados ao agronegócio.

O público-alvo inclui:

  • Consultores e assessores técnicos;
  • Agrônomos e engenheiros agrônomos;
  • Técnicos de campo;
  • Cooperativas;
  • Agroindústrias;
  • Profissionais de gestão e comercialização agrícola.

Ao final da trilha, os participantes recebem certificado de conclusão, reforçando o caráter educativo e profissionalizante da iniciativa.

Educação como ferramenta de profissionalização do agro

Desde 2019, com a criação da área de Consultoria Agro, o Itaú BBA vem ampliando sua atuação na produção de conhecimento e análise de cenários para o setor.

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Em 2022, com o lançamento da Academia Agro, o banco consolidou sua estratégia de educação voltada ao agronegócio, com foco em governança, gestão financeira e boas práticas de mercado.

A nova Trilha de Gestão de Riscos reforça esse movimento, em um momento em que o setor enfrenta maior complexidade operacional e necessidade crescente de profissionalização na tomada de decisão.

Setor mais exposto aumenta demanda por gestão estruturada

A intensificação das oscilações de preços de commodities, somada aos riscos climáticos e às mudanças no cenário internacional, tem elevado a importância de ferramentas de gestão no campo.

Nesse contexto, iniciativas de capacitação como a da Academia Agro ganham relevância ao oferecer suporte técnico e estratégico para produtores rurais lidarem com cenários de maior incerteza.

A expectativa é que a formação contribua para ampliar o uso de instrumentos financeiros, melhorar o planejamento das safras e fortalecer a resiliência econômica das propriedades rurais brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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