AGRONEGÓCIO
Itaú BBA lança formação gratuita em gestão de riscos no agronegócio para produtores rurais
Publicado em
12 de junho de 2026por
Da Redação
A Academia Agro do Itaú BBA, plataforma de ensino a distância gratuita voltada a clientes e não clientes, lançou nesta segunda-feira (8) a Trilha de Gestão de Riscos no Agronegócio, uma nova formação destinada a produtores rurais e profissionais do setor.
O objetivo da iniciativa é fortalecer a capacidade de gestão financeira e tomada de decisão em um ambiente cada vez mais desafiador, marcado por volatilidade de preços, instabilidades climáticas e incertezas geopolíticas que impactam diretamente o agronegócio brasileiro.
Formação aborda gestão financeira e riscos no campo
A trilha reúne conteúdos estruturados em diferentes formatos, incluindo videoaulas, artigos em PDF e estudos de caso práticos.
Entre os principais temas abordados estão:
- Mapeamento de riscos na produção rural;
- Fundamentos de gestão financeira no agronegócio;
- Ciclo financeiro da safra;
- Funcionamento do mercado de commodities;
- Oferta, demanda e sazonalidade de preços;
- Introdução a derivativos e hedge;
- Estratégias de comercialização e proteção de receita.
Segundo o Itaú BBA, a proposta é oferecer uma visão integrada entre finanças, produção e mercado, permitindo que o produtor rural compreenda melhor os fatores que influenciam a rentabilidade da atividade agrícola.
Gestão de riscos ganha papel central no agronegócio
De acordo com Pedro Fernandes, diretor de Agronegócio do Itaú BBA, a gestão de riscos deixou de ser um diferencial e passou a ser um elemento essencial para a sustentabilidade dos negócios no campo.
“O gerenciamento de riscos deixou de ser uma ferramenta acessória e passou a ocupar posição central na sustentabilidade do negócio rural. Com a Trilha de Gestão de Riscos, buscamos ampliar o acesso a conteúdos práticos e estratégicos que apoiem decisões mais estruturadas e uma gestão mais profissionalizada no campo”, afirma o executivo.
Curso é aberto a produtores e profissionais do setor
A formação é gratuita e está disponível para produtores rurais, independentemente de serem clientes do banco, além de profissionais ligados ao agronegócio.
O público-alvo inclui:
- Consultores e assessores técnicos;
- Agrônomos e engenheiros agrônomos;
- Técnicos de campo;
- Cooperativas;
- Agroindústrias;
- Profissionais de gestão e comercialização agrícola.
Ao final da trilha, os participantes recebem certificado de conclusão, reforçando o caráter educativo e profissionalizante da iniciativa.
Educação como ferramenta de profissionalização do agro
Desde 2019, com a criação da área de Consultoria Agro, o Itaú BBA vem ampliando sua atuação na produção de conhecimento e análise de cenários para o setor.
Em 2022, com o lançamento da Academia Agro, o banco consolidou sua estratégia de educação voltada ao agronegócio, com foco em governança, gestão financeira e boas práticas de mercado.
A nova Trilha de Gestão de Riscos reforça esse movimento, em um momento em que o setor enfrenta maior complexidade operacional e necessidade crescente de profissionalização na tomada de decisão.
Setor mais exposto aumenta demanda por gestão estruturada
A intensificação das oscilações de preços de commodities, somada aos riscos climáticos e às mudanças no cenário internacional, tem elevado a importância de ferramentas de gestão no campo.
Nesse contexto, iniciativas de capacitação como a da Academia Agro ganham relevância ao oferecer suporte técnico e estratégico para produtores rurais lidarem com cenários de maior incerteza.
A expectativa é que a formação contribua para ampliar o uso de instrumentos financeiros, melhorar o planejamento das safras e fortalecer a resiliência econômica das propriedades rurais brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas
Published
58 minutos agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.
O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.
Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.
Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.
A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.
Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.
Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.
Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.
Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.
Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.
Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.
Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.
Fonte: Pensar Agro
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