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Prefeitura de Cuiabá entrega cadeiras de rodas para pacientes em reabilitação

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou a entrega de 11 cadeiras de rodas a pacientes atendidos pelo Centro Especializado em Reabilitação (CER), nesta sexta-feira (4). A entrega foi marcada por emoção, gratidão e a concretização de um gesto que representa mais do que mobilidade: significa dignidade, conforto e inclusão para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

A secretária municipal de Saúde, Dra. Lucia Helena Barboza Sampaio, participou da entrega e destacou a importância desse momento, tanto para os pacientes quanto para toda a equipe da saúde. Segundo ela, seis pacientes estiveram presentes no ato para receber suas cadeiras pessoalmente, e outras cinco serão entregues nos próximos dias. Ainda há previsão de mais 21 cadeiras que serão repassadas futuramente a pacientes que estão sendo selecionados pela equipe técnica do CER.

“Essas cadeiras foram encontradas no nosso almoxarifado, estavam lá desde 2017 e, infelizmente, armazenadas de forma inadequada, o que causou danos a várias delas. Mas com muito empenho, trouxemos um profissional habilitado para realizar a recuperação. As cadeiras foram lavadas, higienizadas, peças foram trocadas, e agora estão praticamente novas, prontas para serem usadas por quem realmente precisa”, explicou a secretária.

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Lucia Helena também ressaltou que a Prefeitura de Cuiabá normalmente não entrega cadeiras de rodas, o município fornece outros tipos de dispositivos de locomoção, mas, ao encontrar esse material inutilizado, a equipe se mobilizou para dar um novo destino e transformá-lo em benefício direto à população.

“Essas cadeiras adaptadas são muito confortáveis, vão trazer mais qualidade de vida para os nossos pacientes que estavam utilizando equipamentos antigos. O pessoal ficou muito feliz, mas eu confesso que ninguém ficou mais feliz do que eu. Foi um momento de muita emoção. Proporcionar isso às pessoas, ver os rostos iluminados de alegria, é algo que nos emociona profundamente”, completou.

A secretária adjunta de Atenção Especializada da SMS, Susana Gutierrez, também participou da entrega e destacou o impacto positivo da iniciativa. “O que vemos aqui hoje é resultado de sensibilidade, zelo e compromisso com os usuários do SUS. Essas cadeiras estavam esquecidas, e agora ganham um novo sentido, devolvendo autonomia para muitas pessoas. Isso mostra o quanto podemos transformar vidas quando temos uma gestão comprometida com cada detalhe do cuidado”.

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A entrega faz parte de uma ação da Secretaria de Saúde que busca recuperar materiais e equipamentos que estavam parados para destiná-los à população. A equipe do CER segue realizando a triagem e seleção dos demais pacientes que serão contemplados com as próximas 21 cadeiras.

#PraCegoVer

A imagem mostra diversas cadeiras de rodas, sendo a maioria na cor preta. Na foto, também é possível ver bolas grandes fixadas na parede acima das cadeiras, nas cores amarela, azul, preta e cinza.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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