AGRONEGÓCIO

Crédito Rural: entre janeiro e outubro, Emater contribuiu para o aporte financeiro de cerca de R$ 140 milhões na economia goiana em 2023

Publicado em

Facilitar o acesso de agricultores familiares a linhas de Crédito Rural é uma das principais atividades da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater). Em 2023, com o Crédito Rural, a Emater elaborou mais de 1.340 projetos de financiamento para os produtores e isso proporcionou o investimento de mais de R$139 milhões em propriedades rurais do estado.

A Unidade Regional da Emater em Serra da Mesa foi a que teve mais projetos elaborados, seguida das Urs Caiapó, Rio Vermelho e Estrada de Ferro. Juntas, essas regionais somam 753 projetos e totalizam R$ 76 milhões de reais investidos em propriedades rurais entre os meses de janeiro a outubro deste ano.

“O Crédito Rural é capaz de mudar a vida do produtor rural, além de também fomentar a economia dos municípios goianos e faz com que produtos de qualidade cheguem até a mesa dos cidadãos. O trabalho dos nossos técnicos na elaboração dos projetos é fundamental para garantir a inclusão produtiva dos agricultores familiares que, muitas das vezes, não possuem meios de pagar por uma assessoria privada”, destaca Rafael Gouveia, presidente da Emater.

Leia Também:  Bolsonaro zomba de encontro entre Lula e Maduro

O Crédito Rural é um financiamento destinado a produtores rurais cujas atividades envolvem a produção e/ou comercialização de produtos agropecuários. A linha de crédito financia todos os bens e serviços que são necessários ao empreendimento, o que inclui inovação tecnológica, reforma e construção de moradia, itens de gestão ao empreendimento e muito mais.

Além de ajudar e orientar os produtores na elaboração do projeto, a Emater também auxilia na emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), documento essencial e um dos pré-requisitos para o acesso às linhas de crédito que são disponibilizadas pelas instituições financeiras e outras políticas públicas. Além disso, a Agência também dá orientações técnicas para que os produtores façam uso adequado do dinheiro aplicado.

Em Goiás, a Emater é o principal canal para que agricultores familiares tenham acesso ao Crédito Rural. Produtores rurais (e suas formas associativas) interessados podem procurar o escritório local da instituição mais próximo da propriedade.

Tipos de financiamento

O Crédito Rural é dividido em três modalidades: custeio, investimento e comercialização.

O crédito de custeio pode ser agrícola ou pecuário. Agrícolas são os custos anuais das lavouras, do plantio à colheita. Pecuário refere-se à manutenção do animal, aquisição de itens, como ração ou sal mineral, e pode incluir limpeza e recuperação de pastagens, fenação, silagem e formação de forragens periódicas de ciclo em até dois anos. Para efeito de crédito de custeio, a apicultura, a avicultura, a piscicultura, a sericicultura e a aquicultura são consideradas exploração pecuária.

Leia Também:  General Heleno começa a depor na CPMI do 8 de janeiro

O crédito de investimento refere-se a aplicações em bens ou serviços cujo uso será por longos períodos de tempo. São considerados itens como aquisição de matrizes, construção, reforma/ampliação de benfeitorias e instalações permanentes, aquisição de máquinas, equipamentos e veículos utilitários, formação de lavouras permanentes, formação ou recuperação de pastagens, proteção, correção e recuperação do solo, aquisição de animais para produção, reprodução ou cria, aquisição de veículos, tratores, colheitadeiras e implementos.

Já o crédito de comercialização é concedido ao produtor rural para cobrir despesas no período pós-colheita ou para converter em espécie os títulos oriundos da venda a prazo.

Fonte: Emater Goiás

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em maio e receita supera US$ 1,3 bilhão

Published

on

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína animal no mercado externo e pelo avanço consistente dos embarques. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas alcançou US$ 1,321 bilhão, superando todo o resultado obtido em maio de 2025, quando a receita somou US$ 1,134 bilhão.

O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global e mantém o setor pecuário atento aos impactos positivos da demanda internacional sobre o mercado interno.

Preço médio da carne bovina exportada registra forte valorização

O principal fator por trás do crescimento da receita foi a expressiva valorização do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior.

Até a terceira semana de maio de 2026, a tonelada da proteína exportada foi negociada, em média, a US$ 6.492,4. No mesmo período do ano passado, o valor médio era de US$ 5.202,2 por tonelada.

A alta demonstra maior valorização da carne brasileira nos mercados compradores e amplia a rentabilidade das exportações realizadas pelos frigoríficos nacionais.

Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a receita média diária. Em maio deste ano, o faturamento diário das exportações chegou a US$ 88,072 milhões, avanço de 63,1% em relação aos US$ 54,005 milhões registrados em maio de 2025.

Leia Também:  Liberação de crédito pela Desenvole MT cresce 71,23% no primeiro semestre de 2024
Embarques de carne bovina mantêm ritmo acelerado

Além da valorização dos preços, o volume exportado também segue elevado em 2026.

Até a terceira semana de maio, o Brasil embarcou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total exportado durante todo o mês de maio do ano passado, quando os embarques fecharam em 218,003 mil toneladas.

Na média diária, os embarques atingiram 13,565 mil toneladas em maio de 2026, acima das 10,381 mil toneladas por dia registradas no mesmo período de 2025.

O desempenho confirma a continuidade da demanda internacional aquecida pela proteína brasileira, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oscilações econômicas e custos elevados de produção em diferentes países.

Demanda externa fortalece pecuária brasileira

A valorização da carne bovina exportada impacta diretamente toda a cadeia pecuária nacional. Com maior rentabilidade nas vendas externas, os frigoríficos exportadores tendem a intensificar a demanda por animais prontos para abate no mercado interno.

O movimento é acompanhado de perto pelos pecuaristas, já que o mercado internacional exerce forte influência sobre os preços do boi gordo e sobre a dinâmica de compra da indústria frigorífica.

Leia Também:  Comercialização de algodão perde ritmo e preços divergem da Bolsa de Nova York

Além disso, o aumento do valor agregado da proteína brasileira reforça a posição do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne bovina, sustentado pela escala de produção, competitividade e capacidade de atender grandes mercados consumidores.

Mercado acompanha fechamento das exportações de maio

O setor pecuário segue atento ao desempenho das exportações nas próximas semanas, já que o fechamento completo de maio poderá consolidar um dos melhores resultados recentes para a carne bovina brasileira.

A expectativa do mercado é de continuidade da demanda externa firme ao longo de 2026, especialmente diante da necessidade global de abastecimento regular de proteínas animais.

Com preços mais altos e embarques em ritmo forte, a carne bovina brasileira mantém protagonismo no comércio internacional e fortalece a geração de receita para a cadeia exportadora do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA