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Terceiro avião com brasileiros em Israel chega ao Rio de Janeiro

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Brasileiros participavam de uma caravana religiosa em Israel
Marcos Porto/Agência O Dia – 11.10.2023

Brasileiros participavam de uma caravana religiosa em Israel

O terceiro avião com brasileiros que estavam em Israel desembarcou na tarde desta quarta-feira (11) no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Cerca de 100 pessoas que participavam de uma caravana religiosa deixaram o país na última terça-feira (10).

Os brasileiros foram recepcionados por familiares e amigos no saguão do aeroporto. Os passageiros cantaram e levantaram a bandeira de Israel em diversas oportunidades.

O pastor Felipe Valadão, que liderava a caravana, classificou a chegada ao Brasil como um ‘alívio’. Ele relatou os momentos de desespero ao ouvir as sirenes do hotel onde estava.

“É um alívio! Graças a Deus, chegar na nossa casa, ver os amigos, a família… Foram dias intensos, a gente não sabia do que estava acontecendo, mas havia uma convicção no nosso coração que a gente ia conseguir voltar bem. A gente estava seguro. Foram quatro dias de intensa preocupação, a gente nunca passou por isso. Não sabíamos o que nos esperava lá fora. Então, tocava a sirene, a gente tinha que descer para um bunker. A gente não sabia o que estava acontecendo, se tinham invadido o hotel, se era uma bomba… O mais difícil era segurar 103 pessoas emocionalmente. Vamos curtir essa vida maravilhosa que Deus nos deu”, afirmou aos jornalistas.

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O grupo religioso chegou a Israel no último dia 2 de outubro e deviam prolongar o passeio pelo menos até a próxima semana. Eles tentaram embarcar em voos comerciais na terça, mas ao menos quatro foram cancelados.

Para pegar o avião enviado pelo governo brasileiro, a caravana precisou chegar à Dubai, de onde partiram na noite de terça.

Essa é a terceira aeronave que pousa no Rio com brasileiros resgatados em Israel. O primeiro chegou ao país na manhã desta quarta com 40 passageiros, enquanto o segundo pousou uma hora mais tarde com mais 60 pessoas.

Guerra em Israel

O Hamas, movimento islamista palestino, bombardeou ao menos cinco cidades de Israel no último sábado (7), em resposta a disputa de território entre os dois países. Mais de cinco mil foguetes e dois mil mísseis foram lançados pelos palestinos, segundo as autoridades.

Após a ofensiva, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou guerra ao grupo e acionou reservistas do exército para compor sua cúpula militar.

Em cinco dias, o conflito deixou mais de dois mil mortos e milhares de feridos. Dois brasileiros, que estavam em Israel, morreram após serem atingidos por disparos durante uma festa rave. Uma terceira brasileira está desaparecida, de acordo com o Itamaraty.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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