AGRONEGÓCIO

ApexBrasil e Luckin Coffee Firmam Novo Acordo para Impulsionar Exportações de Café Brasileiro

Publicado em

O Brasil dará um passo significativo no aumento das exportações de café a partir do próximo ano, com a assinatura de um novo acordo entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a gigante chinesa Luckin Coffee. O compromisso, formalizado nesta terça-feira (19) em Brasília, estabelece a compra de 240 mil toneladas de café brasileiro entre 2025 e 2029, a um valor recorde de aproximadamente US$ 2,5 bilhões. Esse novo acordo surge como desdobramento de negociações realizadas durante a rodada de negócios do programa Exporta Mais Brasil em 2023.

A assinatura do memorando de entendimento contou com a presença do vice-presidente e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, e do CEO da Luckin Coffee, Jinyi Guo. Fundada em 2017, a Luckin Coffee é uma das maiores redes de cafeterias da China, com cerca de 22 mil lojas no país e mais de 110 mil funcionários. Em apenas um trimestre de 2023, a empresa expandiu sua rede em mais de 1.300 novas unidades.

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a relevância do acordo para fortalecer as relações comerciais entre Brasil e China. “Esses memorandos reafirmam o protagonismo dos dois países no cenário global e a amizade histórica que os une. Como Gilberto Freire disse, o Brasil é a China dos trópicos, e estamos cada vez mais conectados com essa grande potência”, afirmou Alckmin.

Leia Também:  Brasil exporta primeiro lote de noz-pecã descascada para a Arábia Saudita

Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, enfatizou o impacto positivo da parceria e a expectativa de continuidade. “A assinatura do primeiro acordo com a Luckin Coffee foi um marco, e essa nova compra de café mostra a força da nossa produção. É só o começo de uma relação comercial promissora. Esta visita é a primeira de muitas”, afirmou Viana.

Jinyi Guo, CEO da Luckin Coffee, destacou o papel do café brasileiro em sua expansão. “Atualmente, contamos com 300 milhões de clientes e a receptividade tem sido extraordinária. Esta parceria é apenas o início. No futuro, esperamos ampliar nossa colaboração e promover ainda mais o café brasileiro em nossa plataforma e em nossas novas lojas”, afirmou Guo.

O impacto desse acordo é expressivo, considerando o volume de exportações de café brasileiro. Até outubro de 2023, o Brasil gerou US$ 9,6 bilhões com as vendas de café para o exterior, segundo dados da plataforma Comex Stat. O novo acordo com a Luckin Coffee representa mais de 25% desse total, posicionando a China como um mercado crescente para o café nacional. Com a intensificação dos laços comerciais, a expectativa é que o país se torne um dos maiores importadores de café brasileiro nos próximos anos.

Leia Também:  Mercado de Milho no Brasil Apresenta Ritmo Lento nas Negociações
Histórico da Parceria

A relação entre a ApexBrasil e a Luckin Coffee começou em 2023, por meio do programa Exporta Mais Brasil. Durante um evento em Cacoal, Rondônia, a empresa chinesa comprou 4 mil sacas de café da região amazônica. Este primeiro contato culminou em um acordo de fornecimento de 120 mil toneladas de café em 2024, no valor de US$ 500 milhões, e o compromisso de promover o café brasileiro no mercado chinês.

Em agosto de 2023, Yan Yan Sabrina Zhao, chefe de Desenvolvimento Sustentável da Luckin Coffee, visitou a ApexBrasil em Brasília e reafirmou a qualidade do café brasileiro, considerando-o o melhor do mundo. Em novembro, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, também esteve na China, visitando a fábrica e o museu da Luckin Coffee, e comprovou o crescente valor atribuído ao café brasileiro no país asiático.

A continuidade dessa parceria promete não apenas fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores de café, mas também promover o café brasileiro como produto de excelência no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Perspectivas para a Safra 2024/25: Exportações, Fretes e Estratégias de Comercialização

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Senado aprova programa para acelerar a transição energética no Brasil

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA