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Mercado de Milho no Brasil Apresenta Ritmo Lento nas Negociações

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O mercado brasileiro de milho enfrenta uma quinta-feira marcada pela morosidade nas negociações, com agentes econômicos demonstrando retração na comercialização do cereal. Tanto consumidores quanto produtores estão adotando uma postura cautelosa: os compradores realizam aquisições pontuais, enquanto os produtores, por sua vez, mostram pouca disposição em fixar ofertas, especulando com a paridade de exportação.

No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) opera próxima da estabilidade, enquanto o dólar registra uma leve alta frente ao real, o que contribui para a hesitação dos agentes no mercado interno. Na quarta-feira, a lentidão nas negociações já era evidente, conforme análise da Safras Consultoria. Segundo a consultoria, consumidores no interior do país continuam retraídos, adquirindo apenas lotes específicos enquanto aguardam quedas nos preços, acompanhando as recentes desvalorizações dos futuros do milho na CBOT e B3, além das oscilações cambiais. Por outro lado, os produtores seguem fixando poucos lotes, especulando com a evolução das condições de exportação.

Cotações em Diferentes Regiões do Brasil

Nos portos, as cotações mantiveram-se estáveis: no Porto de Santos, os preços variaram entre R$ 61,50 e R$ 64,50 por saca (CIF), enquanto no Porto de Paranaguá, as cotações ficaram entre R$ 60,50 e R$ 64,50 por saca. Em Cascavel, Paraná, os preços oscilaram entre R$ 56,00 e R$ 58,00 por saca. Na região da Mogiana, em São Paulo, a saca foi cotada entre R$ 53,00 e R$ 55,00, e em Campinas (CIF), os valores variaram de R$ 60,00 a R$ 61,00 por saca.

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No Rio Grande do Sul, em Erechim, a saca foi negociada entre R$ 64,50 e R$ 66,00, enquanto em Uberlândia, Minas Gerais, os preços ficaram entre R$ 55,00 e R$ 56,00. Em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada entre R$ 47,00 e R$ 50,00 (CIF), e em Rondonópolis, Mato Grosso, os valores variaram de R$ 44,00 a R$ 46,00 por saca.

Perspectivas no Mercado Internacional

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros com vencimento em dezembro operam em leve alta, cotados a US$ 4,01 por bushel, um acréscimo de 0,25 centavo de dólar, ou 0,06%, em relação ao fechamento anterior. O mercado se mantém quase estável, refletindo os ganhos do trigo após o ataque da Rússia a um porto ucraniano. Além disso, o milho americano tem se beneficiado da crescente demanda para a produção de etanol e da valorização do petróleo em Nova York.

Os investidores aguardam a divulgação do relatório semanal de exportações de milho dos Estados Unidos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para as 9h30min desta quinta-feira. As expectativas dos analistas apontam para vendas entre 500 mil e 1,3 milhão de toneladas.

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Na quarta-feira, os contratos futuros com entrega em setembro de 2024 encerraram o dia com alta de 3,25 centavos, ou 0,86%, cotados a US$ 3,81 por bushel. Já os contratos com vencimento em dezembro de 2024 fecharam com avanço de 3,50 centavos, ou 0,88%, cotados a US$ 4,00 3/4 por bushel.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial opera com uma leve alta de 0,05%, cotado a R$ 5,4719. Já o índice do dólar (DXY) registra uma desvalorização de 0,01%, situando-se em 102,56 pontos.

No cenário financeiro global, as principais bolsas da Ásia fecharam em alta: Xangai subiu 0,94% e Tóquio 0,78%. Na Europa, os índices também operam de forma positiva, com Paris registrando alta de 0,19%, Frankfurt 0,53%, e Londres 0,15%. O petróleo WTI para setembro, por sua vez, apresenta alta de 1,13%, cotado a US$ 77,85 por barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais operam com cautela, Ibovespa busca realização de lucros e investidores acompanham tecnologia, commodities e agenda econômica

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Os mercados financeiros iniciaram a semana em clima de cautela. As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira (6) sem uma direção definida, enquanto os mercados europeus operam com oscilações moderadas e os índices futuros norte-americanos apontam leve recuperação após o feriado da Independência dos Estados Unidos.

No Brasil, o mercado acompanha uma abertura marcada por realização de lucros após a forte valorização registrada na última sexta-feira, em um ambiente ainda influenciado pelo comportamento das commodities, pela expectativa em relação aos próximos indicadores econômicos e pelas perspectivas para a política monetária global.

Ásia fecha mista com investidores atentos ao setor de tecnologia

Na Ásia, os investidores reduziram a exposição às empresas de tecnologia, principalmente aquelas ligadas à infraestrutura de inteligência artificial, diante das dúvidas sobre o retorno dos elevados investimentos realizados pelo setor.

Na China, o índice de Xangai (SSEC) encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,06%, enquanto o CSI 300 permaneceu inalterado. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,14%, impulsionado por medidas regulatórias destinadas a facilitar o refinanciamento das empresas listadas e estimular o mercado de capitais.

O governo chinês também colocou em vigor novas regras para negociação de ações no mercado ChiNext, de Shenzhen, fortalecendo mecanismos de formação de mercado e ampliando a liquidez.

O movimento favoreceu principalmente ações dos setores de energia, agricultura, bancos, materiais básicos e bens de consumo, enquanto empresas de tecnologia, robótica, baterias e satélites passaram por uma realização de lucros após meses de forte valorização.

Entre os principais índices asiáticos:

  • Japão (Nikkei): -0,01%;
  • China (Xangai): -0,06%;
  • CSI 300: estável;
  • Hong Kong (Hang Seng): +1,14%;
  • Coreia do Sul (Kospi): -0,46%;
  • Taiwan (Taiex): -0,48%;
  • Singapura (Straits Times): +0,30%;
  • Austrália (S&P/ASX 200): -0,15%.
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Europa inicia semana com variações moderadas

Na Europa, os principais índices operam próximos da estabilidade, refletindo a expectativa pela temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos, além do acompanhamento das perspectivas para os juros americanos e da queda dos preços internacionais do petróleo após o aumento da produção anunciado pela Opep+.

O mercado europeu também monitora indicadores econômicos da Zona do Euro, especialmente dados de atividade e inflação, que poderão influenciar as próximas decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Wall Street retorna do feriado com foco em dados econômicos

Após o feriado prolongado da Independência, os investidores voltam suas atenções para os Estados Unidos acompanhando indicadores de atividade econômica, mercado de trabalho e serviços, além do início da temporada de divulgação dos resultados corporativos do segundo trimestre.

O mercado também observa atentamente qualquer sinal do Federal Reserve (Fed) sobre o ritmo dos próximos cortes nas taxas de juros, fator que continua sendo um dos principais direcionadores dos ativos globais.

Ibovespa inicia semana em realização de lucros

No mercado brasileiro, o Ibovespa Futuro abriu em queda, refletindo um movimento natural de realização de lucros após o índice à vista alcançar o maior fechamento em aproximadamente um mês no encerramento da última semana.

O ambiente continua sendo influenciado pelo comportamento das commodities, especialmente minério de ferro e petróleo, além das expectativas em torno da trajetória da taxa Selic e dos indicadores econômicos previstos para os próximos dias.

Entre os destaques da agenda estão:

  • Relatório Focus;
  • Balança comercial brasileira;
  • Indicadores de atividade na Europa;
  • PMI de serviços dos Estados Unidos.

O dólar comercial iniciou o dia em leve valorização frente ao real, enquanto a curva de juros apresenta comportamento relativamente estável, com pequenas oscilações nos vencimentos mais longos.

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Vale, Petrobras e bancos seguem concentrando atenções

Na B3, os investidores continuam concentrando o maior volume financeiro em ações de empresas de grande peso no índice, como Vale, Petrobras e Itaú Unibanco.

O setor de infraestrutura permanece em destaque após os recentes leilões de transmissão de energia, enquanto empresas do varejo seguem reagindo ao cenário de expectativa por redução dos juros.

Papéis como Magazine Luiza e Embraer permanecem entre os ativos com maior liquidez, refletindo o interesse dos investidores por empresas ligadas ao consumo doméstico e à indústria exportadora.

Commodities continuam determinando o humor dos mercados

Para o mercado brasileiro e para o agronegócio, o comportamento das commodities segue sendo o principal vetor de curto prazo.

A evolução dos preços do petróleo influencia diretamente o desempenho das ações da Petrobras, enquanto as oscilações do minério de ferro impactam a Vale e todo o segmento de mineração.

No agronegócio, investidores também acompanham os movimentos das commodities agrícolas, especialmente soja, milho e café, além da demanda chinesa, fator determinante para as exportações brasileiras.

Cenário permanece sensível ao ambiente internacional

Apesar do ambiente relativamente positivo observado nas últimas semanas, analistas avaliam que o mercado deve continuar operando com elevada volatilidade, diante das incertezas sobre os juros nos Estados Unidos, da temporada de resultados corporativos, da evolução da economia chinesa e do comportamento das commodities.

No Brasil, o fluxo estrangeiro, as expectativas para a política monetária e os indicadores econômicos domésticos continuam sendo os principais fatores capazes de determinar a direção do Ibovespa ao longo desta semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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