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Perspectivas para a Safra 2024/25: Exportações, Fretes e Estratégias de Comercialização

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A Consultoria Agro do Itaú BBA apresentou um relatório abrangente sobre a safra 2024/25, destacando a concentração do plantio de soja no Mato Grosso (MT) na segunda quinzena de outubro, o que resultará em uma colheita concentrada entre o final de janeiro e o início de fevereiro. Essa concentração, apesar de oferecer uma boa janela para o plantio da segunda safra, traz desafios, especialmente devido às projeções de fortes chuvas em fevereiro, que podem atrasar os trabalhos de colheita e dificultar o escoamento dos grãos.

Até o momento, o clima tem favorecido o desenvolvimento da safra brasileira de verão, e as estimativas apontam para uma produção de soja ao redor de 170 milhões de toneladas (MM t). A precipitação, que atrasou no início, regularizou-se em outubro, permitindo uma equalização do plantio no Centro-Oeste, especialmente no MT, maior produtor nacional.

Exportações podem alcançar recordes históricos

A safra promissora abre caminho para volumes recordes de exportação em 2025. Estima-se que o Brasil embarque cerca de 105 MM t de soja, um recorde histórico. Para o farelo de soja, a expectativa é de exportação de 22,9 MM t, enquanto o milho pode atingir 42 MM t, superando a safra anterior, que sofreu redução devido a condições climáticas desfavoráveis. No caso do açúcar, as exportações devem somar 35 MM t, uma redução de 10% em relação a 2024.

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Somando soja, milho, farelo de soja e açúcar, o volume total exportado pode alcançar 205,4 MM t, aproximadamente 9,4 MM t acima do projetado para 2024.

Impactos nos fretes: alta demanda e concentração devem elevar preços

Em 2024, a menor demanda por frete, devido à quebra de safra e à baixa concentração de embarques, resultou na redução das cotações de transporte. No entanto, para 2025, a perspectiva é diferente: a safra recorde e a concentração dos embarques no início do ano deverão pressionar os preços nas principais rotas de escoamento.

A estabilização do preço do diesel, em torno de R$ 6/litro no MT, pode amenizar os custos do transporte, mas a alta demanda deve ser o principal fator de pressão. A ausência da China como grande importadora de milho em 2024 também contribuiu para a queda dos fretes, mas sua possível retomada em 2025 pode reverter esse cenário.

Estratégias de comercialização para proteger margens do produtor

Diante das expectativas de elevada produção e possíveis pressões sobre os preços, a Mesa Agro do Itaú BBA sugere estratégias para proteger as margens do produtor de soja. Entre as opções estão contratos de NDF (Non-Deliverable Forward) e estratégias com opções.

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No caso da venda de NDF, o produtor pode garantir uma taxa de USD 21,34 por saca sobre o contrato de Chicago para maio de 2025, sem custos adicionais. Já a estratégia “seagull de baixa” (ou 3-way) permite proteger-se contra quedas no preço, oferecendo ao produtor flexibilidade para vender em momentos mais favoráveis.

Com essas ferramentas, o Itaú BBA reforça o compromisso de oferecer suporte ao produtor na gestão de riscos e na busca por melhores oportunidades no mercado.

Conclusão

O cenário para 2025 aponta para uma safra robusta e desafios logísticos, mas também para grandes oportunidades de exportação. A atenção ao clima e o uso de estratégias de comercialização adequadas serão cruciais para que os produtores maximizem seus resultados em um ano que promete ser de forte demanda e intensas movimentações no mercado agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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