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Volume de açúcar para exportação nos portos brasileiros recua para 4,5 milhões de toneladas

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O volume de açúcar programado para embarque nos portos brasileiros registrou uma queda, totalizando 4,509 milhões de toneladas na semana encerrada em 7 de agosto, conforme levantamento da agência marítima Williams Brasil. Esse valor representa uma redução em relação à semana anterior, quando 4,966 milhões de toneladas estavam agendadas para exportação. O número de navios também diminuiu, de 111 na semana de 31 de julho para 99 na última atualização.

O Porto de Santos (SP) lidera as operações, com previsão de embarcar 3,296 milhões de toneladas. Em seguida, aparecem o porto de Paranaguá, no Paraná, com 918.983 toneladas, Imbituba, em Santa Catarina, com 95.380 toneladas, São Sebastião, em São Paulo, com 186.000 toneladas, Maceió, nas Alagoas, com 10 mil toneladas, e Santana, no Amapá, com 2.000 toneladas.

As exportações incluem 4,291 milhões de toneladas de açúcar do tipo VHP, 10 mil toneladas de Cristal B-150 e 208.200 toneladas de TBC. O relatório da Williams Brasil abrange as embarcações já ancoradas, aquelas que aguardam atracação e as previstas para chegar até 21 de setembro.

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Brasil exporta 3,78 milhões de toneladas de açúcar em julho

Em julho, o Brasil exportou 3,782 milhões de toneladas de açúcar, gerando uma receita de US$ 1,729 bilhão, a um preço médio de US$ 457,20 por tonelada, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A receita diária média foi de US$ 75,178 milhões, enquanto o volume médio diário de exportações atingiu 164,449 mil toneladas no período.

Comparando com julho de 2023, houve um aumento de 16% na receita diária, que na época foi de US$ 70,978 milhões. Em termos de volume, o crescimento foi de 28,5% em relação às 140,198 mil toneladas exportadas diariamente em julho de 2023. Entretanto, o preço médio por tonelada registrou uma queda de 9,7%, comparado aos US$ 506,30 do mesmo mês no ano anterior.

No total, o volume de açúcar exportado em julho de 2024 foi 28,5% superior ao de julho de 2023, quando foram embarcadas 2,944 milhões de toneladas. Em receita, as exportações cresceram 16%, frente aos US$ 1,490 bilhão arrecadados no mesmo período do ano passado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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