AGRONEGÓCIO

Indigo destaca inovações em biotecnologia na Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO)

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A Indigo, empresa global de tecnologia para uma agricultura sustentável, é um dos destaques nesta 21ª edição da Tecnoshow Comigo. No evento, que acontece até a próxima sexta, 12 de abril, em Rio Verde (GO), a empresa apresenta novidades e diferenciais de seu portfólio de produtos biológicos de alta performance, para proteção e rentabilidade nas lavouras. No espaço da Indigo, os visitantes são recebidos pela equipe de consultores de campo, tirando dúvidas e trazendo orientações personalizadas para o sucesso dos cultivos com máxima sustentabilidade, marca registrada da empresa.

Entre os biológicos de alta performance da Indigo, a linha biotrinsic se destaca pela tecnologia exclusiva empregada no seu desenvolvimento, que garantem maior sanidade e produtividade das lavouras. Para começar, o inoculante e bioestimulante biotrinsic simplex contém microrganismos promotores de crescimento para as culturas de milho e soja, e é o único produto à base de Bacillus simplex no Brasil. É uma solução para uma produção mais sustentável que associa diversos benefícios em um só produto. A linha conta ainda com o biotrinsic bionematicida, para o controle sustentável de nematoides. Por ter sido desenvolvido à base de microorganismos endofíticos, ele age em qualquer estágio de desenvolvimento da planta.

Considerada uma das mais inovadoras fabricantes de biológicos do mundo, a startup norte-americana Indigo se destaca, dentre outros fatores, por ser uma das únicas no mundo desenvolvendo tecnologias a partir de microorganismos endofíticos, bioinformática e data science. Para isso, construiu o maior banco de microrganismos endofíticos de uso comercial do mundo. São mais de 37 mil cepas e 350 diferentes gêneros de bactérias e fungos, coletados de diferentes plantas e regiões geográficas em todo o planeta – e em constante expansão.

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Todo o material está catalogado digitalmente, e mais de 70% dele conta já com análise de sequenciamento genômico e definição de alta qualidade para cada tipo de stress. “Com base neste acervo único no mundo, na triagem e no detalhamento das características e potencialidades de cada espécie, a combinação de dados gerada por machine learning, aliada a ferramentas de biotecnologia, resulta no desenvolvimento de composições que se destacam pela eficácia, resistência e compatibilidade com diversos defensivos, fertilizantes e métodos de plantio”, explica o diretor de biológicos Latam da Indigo, Reinaldo Bonnecarrere.

Linha de crédito

Além do portfólio de biológicos, a Indigo também levou para a Tecnoshow Comigo a sua linha de crédito. A ferramenta visa simplificar o acesso ao custeio da safra, permitindo que o agricultor possa financiar, além dos biológicos, insumos como as sementes e o fertilizante, com pagamento programado para o prazo safra. “A Indigo é a única empresa de biológicos do mercado que dá acesso ao crédito para compra de sementes e fertilizantes; tudo isso em uma única transação. Ao direcionar uma parte significativa dos nossos esforços para a nossa linha de crédito, demonstramos nossa relevância no apoio ao planejamento rural feito dentro da porteira. Também fortalecemos nossa posição como parceira de confiança, comprometida com o sucesso de todos os elos da cadeia produtiva agrícola”, endossa o CEO Latam da Indigo, Cristiano Pinchetti.

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Tecnoshow Comigo

Considerada uma das maiores feiras do segmento do agronegócio brasileiro, a Tecnoshow Comigo é vitrine de destaque para as tecnologias e novidades do setor. A diversidade é a sua uma marca registrada. São máquinas e equipamentos agropecuários, plots agrícolas, animais das mais variadas espécies, palestras técnicas e econômicas, ações socioambientais e dinâmicas de pecuária, entre outros produtos e serviços que integram a abrangência do evento. Na edição de 2023 da Tecnoshow Comigo recebeu a participação de 650 expositores, com público estimado em 138 mil pessoas. No que se refere à movimentação financeira, mais de R$ 11 bilhões foram contabilizados.

Para a edição de 2024, a expectativa é que os números se mantenham. Este ano, a feira acontece entre os dias 8 e 12 de abril, no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO).

Fonte: Weber Shabdwick

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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