AGRONEGÓCIO
A biotecnologia causará revoluções nas próximas décadas
Publicado em
26 de janeiro de 2024por
Da RedaçãoAs evidências científicas mostram que estamos cada vez mais distantes das metas estipuladas no Acordo de Paris (2015), e enquanto líderes de nações ricas (as mais poluidoras) seguem relutantes à urgência alertada por toda a comunidade científica, o planeta ‘ferve’, tendo sido 2023 o ano mais quente da história.
Uma das notícias que foram manchetes no evento de Dubai foi um estudo apresentado pela Organização Mundial da Saúde que aponta que a poluição do ar causada por combustíveis fósseis é responsável pela morte de mais de 5 milhões de pessoas no mundo por ano. Espera-se que esse cenário estarrecedor seja mitigado no médio prazo com a transição para matrizes de energias renováveis, mas enquanto dias melhores não chegam, a biotecnologia surge como uma das principais aliadas da humanidade na redução dos gases tóxicos que inalamos.
Biotechs como Deep Branch, LanzaTech, Neoplants, Origen Air e U-Earth desenvolveram soluções inovadoras que envolvem a reciclagem de carbono utilizando micróbios, convertendo o CO2 das emissões industriais em produtos de alto valor. As tecnologias usam bactérias para converter poluição em combustíveis e produtos químicos. Algumas delas aplicam plantas domésticas geneticamente modificadas para limpar o ar que respiramos dentro de casa, metabolizando toxinas transportadas pelo ar.
Quando olhamos para a área da saúde, são incontáveis os resultados que alavancarão a união entre Inteligência Artificial e Biotecnologia. De acordo com um relatório divulgado pela Nasdaq, semanas atrás, Cerevel Therapeutics, Revolution Medicines e Vericel são três biotechs com imenso potencial de crescerem, até 2025, com resultados revolucionários na busca pela cura de doenças como Parkison, Epilepsia, Esquizofrenia, Câncer de Pulmão, além de tratamentos para Queimaduras Severas e Doenças Esportivas. A dupla biotecnologia e IA entregará respostas e soluções sobre todas as partes do corpo humano.
Na indústria da alimentação, a chamada carne cultivada – que tem a biotecnologia como cérebro propulsor – é um dos exemplos do potencial de quebra de paradigmas. De acordo com um estudo da Zion Market Research o tamanho do mercado global da carne cultivada alcançou cerca de US$ 221 milhões em 2022 e deverá crescer para algo bem próximo de US$ 600 milhões até 2030, com uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de aproximadamente 13,11%.
Enquanto a biotecnologia poderá atrair para o laboratório, de forma mais sustentável, parte do que é preciso para suprir a demanda por proteína animal, no campo, ela já tem transformado o modo como cultivamos e produzimos alimentos. Os avanços são em diversas frentes utilizando as chamadas ‘bactérias do bem’: passam por biofertilizantes, biodefensivos, e pela capacidade de produzir um rastreamento completo do microbioma do solo e poder dar ao produtor um ‘mapa da mina’ com detalhes sobre quais são os locais ideais para o plantio de cada tipo de cultura.
Hoje, a agricultura regenerativa cresce a passos largos como uma alternativa para diminuir o uso de insumos químicos em todas as etapas do processo produtivo. Em um futuro próximo, se a humanidade assim quiser, teremos tecnologia e capacidade suficientes para cumprir com a missão de alimentar o planeta de forma sustentável. Novamente, na dobradinha com a IA, a biotecnologia romperá barreiras antes inimagináveis.
Inovações biotecnológicas estão destinadas a revolucionar diversos setores, abrangendo desde cosméticos e farmacêuticos até biocombustíveis, moda, saneamento, indústria de base e muitos outros segmentos produtivos. A chamada ‘biorevolução’ não é apenas um termo que ganhou destaque no Google; ela movimenta centenas de bilhões de dólares anualmente, e essa cifra tende a crescer. O fascínio real reside na transição dos estudos visionários sobre os benefícios proporcionados por microrganismos para uma nova fase, onde essas projeções outrora consideradas fantasiosas tornam-se pura realidade.
O diferencial desse processo reside na habilidade de atingir escala com custos competitivos, garantindo qualidade em soluções biotecnológicas que não apenas resolvem problemas, mas também enfrentam os desafios decorrentes do crescimento populacional e econômico em um planeta que enfrenta limitações significativas em seus recursos naturais. A Biotecnologia, sem dúvida, emergirá como a resposta primordial para muitas das perguntas para as quais ainda carecemos de respostas claras. Este é um momento emocionante, pois testemunhamos a transformação de conjecturas antes tidas como fantasiosas em realizações concretas, impulsionando não apenas a ciência, mas também o potencial de impacto positivo na sociedade e no meio ambiente.
Giuliano Pauli é diretor de inovação da Superbac, empresa pioneira em Biotecnologia no Brasil. [email protected]
Fonte: Amanajé Comunicação
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Conservação do solo ganha força na safra e se torna estratégia-chave para produtividade no agro
Published
1 minuto agoon
6 de maio de 2026By
Da Redação
Em um cenário de margens mais apertadas e maior instabilidade climática, a conservação do solo assume protagonismo nas decisões do produtor rural brasileiro. Antes vista como prática complementar, a gestão adequada do solo passa a ser tratada como um ativo estratégico, diretamente ligado à produtividade, à redução de custos e à sustentabilidade no campo.
Solo como ativo estratégico no agro
A crescente variabilidade do clima e a pressão por rentabilidade têm levado produtores a priorizar práticas que garantam maior resiliência das lavouras. Nesse contexto, o solo deixa de ser apenas suporte físico e passa a ser considerado elemento central no planejamento agrícola de médio e longo prazo.
A adoção de técnicas conservacionistas contribui para manter a fertilidade, melhorar a estrutura e aumentar a capacidade produtiva ao longo das safras, reduzindo impactos de estiagens e chuvas intensas.
Plantio direto e rotação lideram práticas sustentáveis
Entre as principais estratégias utilizadas no campo, o sistema de plantio direto se destaca. A técnica reduz o revolvimento do solo e mantém a cobertura vegetal, formando uma camada de palhada que protege contra erosão, conserva a umidade e favorece a atividade biológica.
A rotação de culturas também ganha espaço como ferramenta essencial. A alternância entre culturas como soja e milho, combinada com plantas de cobertura — como braquiária e crotalária — contribui para melhorar a estrutura do solo, aumentar a matéria orgânica e equilibrar nutrientes.
Outras práticas complementares incluem:
- Controle do tráfego de máquinas
- Adubação equilibrada
- Integração lavoura-pecuária
Essas ações, quando combinadas, promovem maior estabilidade produtiva e eficiência no uso dos recursos naturais.
Desafios ainda limitam adoção em larga escala
Apesar dos avanços, a adoção plena dessas práticas ainda enfrenta obstáculos. Entre os principais desafios estão os custos iniciais de implementação, a necessidade de conhecimento técnico e a pressão por resultados imediatos.
Segundo especialistas do setor, problemas como compactação do solo, manejo inadequado do plantio direto e baixa adesão à rotação de culturas ainda persistem em algumas regiões produtoras.
A falta de planejamento de longo prazo também é apontada como um fator limitante, especialmente em propriedades que priorizam ganhos rápidos em detrimento da sustentabilidade produtiva.
Tecnologia impulsiona conservação e eficiência
A inovação tem papel decisivo na evolução das práticas conservacionistas. Ferramentas de agricultura de precisão permitem diagnósticos mais detalhados do solo, possibilitando aplicações mais eficientes de insumos.
Entre os principais avanços estão:
- Uso de bioinsumos
- Monitoramento por satélite e drones
- Sistemas integrados de produção
- Máquinas agrícolas com menor impacto na compactação
Essas tecnologias contribuem para otimizar o uso de recursos, reduzir desperdícios e melhorar a qualidade do solo ao longo do tempo.
Tendência para as próximas safras
Com a safra em andamento e o planejamento dos próximos ciclos já em curso, a conservação do solo se consolida como uma decisão estratégica no agronegócio brasileiro.
A tendência é de ampliação dessas práticas, impulsionada pela necessidade de maior eficiência produtiva e adaptação às mudanças climáticas. Mais do que uma questão ambiental, o manejo adequado do solo se firma como fator determinante para a competitividade e a sustentabilidade do produtor rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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