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WoodFlow lança plataforma online para facilitar adequação ao regulamento europeu contra desmatamento nas exportações de madeira

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A WoodFlow, empresa especializada em soluções para exportadores de madeira, lançou um sistema online inovador que simplifica o atendimento às exigências do Regulamento Europeu contra o Desmatamento (EUDR), que entra em vigor em 30 de dezembro de 2025. Com essa plataforma, exportadores brasileiros poderão emitir o relatório completo de due diligence exigido pela União Europeia de forma prática, rápida e centralizada.

Organização e segurança em um único ambiente digital

Desenvolvida para enfrentar os desafios do setor madeireiro brasileiro, a ferramenta reúne todas as informações da cadeia de fornecimento em um único ambiente digital. Isso reduz a burocracia e aumenta a segurança para os exportadores que negociam com o mercado europeu, garantindo maior controle e transparência no processo.

Processo dividido em cinco etapas simples

Segundo Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, o sistema foi criado para ser simples, intuitivo e eficaz. “Dividimos todo o processo em cinco etapas claras, desde o cadastro da empresa, a formatação da cadeia de fornecimento, até a geração do relatório final. Tudo pensado para o dia a dia de quem atua com exportação de madeira”, explicou.

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Validação e benefícios da plataforma

A funcionalidade já passou por testes e recebeu aprovação de empresas do setor que participaram da fase de validação. Entre os principais benefícios da ferramenta estão:

  • Cadastro facilitado de fornecedores e propriedades;
  • Organização automática das informações por cadeia de fornecimento;
  • Geração do relatório final em PDF ou via link compartilhável com importadores europeus;
  • Interface focada na experiência do usuário, tornando o processo mais ágil e acessível.
Contexto das exportações de madeira

Segundo dados da WoodFlow com base no ComexStat, o setor madeireiro brasileiro tem buscado se adaptar para manter sua competitividade e atender às normas internacionais, reforçando a importância de ferramentas tecnológicas que auxiliem no cumprimento das regulamentações ambientais globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Projeto quer proibir exportar gado vivo. Setor já movimentou R$ 4,3 bi em 2026

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Uma proposta da deputada federal Gleisi Hoffmann, para proibir a exportação de animais vivos destinados ao abate ou à engorda, abriu uma nova discussão entre proteção animal e interesse econômico da pecuária. O mercado movimentou cerca de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, com o embarque de aproximadamente 678 mil bovinos.

Apresentado em 27 de julho, o Projeto de Lei (PL) 4.795/2026 também alcança búfalos, ovinos, caprinos, suínos e equinos. Ficariam permitidas as vendas externas de reprodutores, matrizes, animais para pesquisa, exposições e programas de conservação, além de material genético.

A deputada sustenta que as viagens, principalmente por navios, submetem os animais a riscos de calor, superlotação, doenças, estresse e dificuldade de atendimento veterinário. A proposta prevê multas de R$ 2 mil a R$ 20 mil por animal, limitadas a R$ 50 milhões por infração.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que reúne 374 deputados e senadores, reagiu à proposta e pediu que os impactos econômicos sejam avaliados antes da votação. A bancada critica a proibição imediata, sem período de transição, e afirma que o texto poderá retirar dos pecuaristas uma alternativa de comercialização.

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Segundo a FPA, a presença de compradores estrangeiros amplia a concorrência pelo rebanho e ajuda na formação dos preços, principalmente no Pará, no Rio Grande do Sul e no Tocantins. A bancada também alerta que os importadores poderão procurar animais em outros países, sem garantia de que passem a comprar carne processada do Brasil.

A controvérsia está no alcance da medida. Atualmente, as exportações precisam cumprir protocolos sanitários, períodos de quarentena, certificação veterinária e regras de transporte fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Para os defensores da proibição, essas exigências não eliminam os problemas de bem-estar durante trajetos longos.

Na pecuária, porém, o embarque de animais vivos representa uma alternativa de comercialização, especialmente no Pará, no Rio Grande do Sul e no Tocantins. A presença de compradores estrangeiros amplia a concorrência pelos animais e pode melhorar os preços recebidos pelo produtor em algumas regiões.

O projeto parte da expectativa de que o gado atualmente exportado seja abatido no Brasil, mantendo no país a renda gerada pelo processamento da carne. Essa substituição não está garantida. Países como Turquia, Marrocos, Iraque e Egito podem procurar animais em outros fornecedores internacionais, em vez de comprar carne brasileira.

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A proposta ainda está no início da tramitação na Câmara dos Deputados e não tem relator. Até que seja aprovada pela Câmara e pelo Senado e sancionada, as exportações continuam autorizadas pelas regras atuais.

Fonte: Pensar Agro

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