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Inovações Nutricionais para Frangos Modernos Serão Destaque em Simpósio da Evonik

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No próximo dia 9 de outubro, durante a 4ª edição da Conferência Científica Latino-Americana (PSA Latam 2024), em Foz do Iguaçu, especialistas se reunirão para discutir os avanços e inovações na nutrição de frangos de corte. O Simpósio promovido pela Evonik trará ao debate a necessidade de adaptação das formulações nutricionais das aves para acompanhar as evoluções genéticas, com foco em desempenho, saúde e sustentabilidade.

O professor Horácio Rostagno, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), será um dos principais palestrantes e defenderá a importância de atualizar as dietas das aves modernas de acordo com seus novos requerimentos nutricionais. Segundo Rostagno, a evolução genética das aves acontece em ritmo acelerado, exigindo que a nutrição mantenha-se atualizada para otimizar os custos da alimentação, reduzir o impacto ambiental e melhorar a eficiência da produção avícola. “Conhecer com precisão as exigências nutricionais do frango de corte moderno é essencial para reduzir a contaminação ambiental e trazer benefícios econômicos”, explicou o professor.

Equações Nutricionais e Sustentabilidade

Rostagno destacará as equações desenvolvidas por sua equipe na UFV, publicadas nas Tabelas Brasileiras para Aves e Suínos, que visam ajustar as dietas às necessidades nutricionais mais atuais das aves. “Os avanços genéticos alteraram os níveis de proteína e aminoácidos essenciais, como lisina e metionina, na formulação das dietas. Ajustar esses parâmetros é crucial, já que a ração representa cerca de 70% dos custos de produção do frango”, pontuou o especialista.

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Ele também ressalta que essas equações permitem calcular as exigências nutricionais tanto da geração atual quanto das futuras, uma vez que a genética avícola evolui rapidamente. “A genética é muito mais dinâmica do que a nutrição. A cada dois anos, ou até anualmente, surge um frango mais eficiente. Por isso, é necessário calcular as exigências nutricionais da próxima geração”, completou Rostagno, que abordará o tema Atualização das Recomendações de Aminoácidos para Frangos de Corte Modernos no simpósio.

Discussões e Perspectivas

Além da atualização nutricional, o simpósio trará debates sobre a redução dos níveis proteicos nas dietas, um tema que Rostagno considera essencial para complementar as discussões sobre sustentabilidade e redução de custos na avicultura. O evento reunirá especialistas do Brasil e do exterior, como a professora Nilva Sakomura, da Unesp de Jaboticabal, e Samuel Rochell, professor da Universidade de Auburn (EUA), além de pesquisadores da Embrapa e da Evonik.

Com moderação de Anita Menconi, diretora de Negócios da Linha de Especialidades de Monogástricos da Evonik nas Américas, os palestrantes discutirão modelos nutricionais europeus e brasileiros, sempre com o objetivo de melhorar a sustentabilidade e a eficiência produtiva na avicultura. O simpósio será realizado na Sala Cataratas II, a partir das 14h, e contará com a participação de pesquisadores de renome internacional, como Andreas Lemme, da Evonik na Alemanha, e o consultor Jeffersson Lecznieski.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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