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Manejo nutricional dos grãos impulsiona eficiência e sustentabilidade na cadeia da carne

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Nutrição agrícola como elo estratégico entre campo e mesa

O manejo nutricional dos grãos vai muito além de uma simples prática agrícola: ele é o ponto de conexão entre a produtividade das lavouras e a eficiência econômica da cadeia da carne. No Brasil — líder global na produção de soja e milho —, o equilíbrio na nutrição das plantas define não apenas o rendimento por hectare, mas também a qualidade nutricional dos grãos que serão transformados em farelo e ração animal.

De acordo com especialistas, lavouras bem nutridas podem registrar ganhos de produtividade entre 20% e 30%, com reflexos diretos na densidade proteica e energética dos grãos. Essa melhoria eleva o desempenho das rações e, por consequência, reduz o custo da carne, já que a alimentação representa cerca de 70% do custo total de produção.

Solo equilibrado: base da produtividade e da qualidade

Os avanços produtivos dependem, principalmente, do equilíbrio nutricional do solo e das plantas. O Brasil colhe mais de 160 milhões de toneladas de soja por safra, mas as perdas ligadas à deficiência de nutrientes ainda somam bilhões de reais por ano.

Elementos como potássio, boro, zinco e molibdênio são essenciais para o enchimento dos grãos, o metabolismo energético e a síntese proteica. Quando manejados corretamente, esses nutrientes resultam em matérias-primas de maior qualidade para a alimentação animal, ampliando o potencial de desempenho e de retorno econômico.

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Da lavoura à nutrição animal: eficiência que se multiplica

Grãos de alta qualidade se refletem diretamente na eficiência das rações. Estudos mostram que formulações com matérias-primas mais equilibradas favorecem a melhor conversão alimentar, reduzem os ciclos produtivos em até 10% e aumentam a eficiência no ganho de peso animal.

Esse ganho técnico se traduz em menor custo por quilo de proteína produzida, o que beneficia toda a cadeia — do produtor rural ao consumidor final. Em um mercado global sensível a variações de preço, qualquer avanço na eficiência agrícola tem efeito multiplicador sobre a estabilidade dos preços da carne.

Planejamento e tecnologia garantem previsibilidade no campo

A consistência desses resultados está diretamente ligada ao manejo nutricional planejado, com base em análises de solo e folha. Essa abordagem melhora a previsibilidade da safra, otimiza o uso de insumos e reduz o custo relativo das rações.

Em escala nacional, pequenas melhorias de eficiência podem representar economias bilionárias, considerando que mais de 60 milhões de toneladas de grãos são destinadas à produção de alimentos para animais.

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Estabilidade de preços e sustentabilidade do sistema produtivo

Quando o manejo nutricional é eficiente, seus efeitos se estendem até o consumidor. A redução dos custos com ração ajuda a conter pressões inflacionárias sobre carnes bovina, suína e de aves, contribuindo para a estabilidade do abastecimento alimentar.

Para Douglas Vaz-Tostes, especialista da GIROAgro, o manejo nutricional é uma decisão estratégica:

“Nutrir corretamente a lavoura é mais do que aumentar a produtividade. A qualidade do grão impacta a eficiência da ração, o desempenho animal e a previsibilidade de custos. Um manejo bem feito gera retorno ao produtor e estabilidade à cadeia como um todo.”

Manejo equilibrado é sinônimo de sustentabilidade

Além dos benefícios econômicos, o manejo nutricional sustentável promove resiliência produtiva e conservação do solo. Práticas como rotação de culturas, cobertura vegetal e agricultura de precisão ajudam a preservar a fertilidade, reduzir perdas e otimizar o uso de recursos naturais.

No fim da cadeia, o impacto é sistêmico: quando o campo é bem nutrido, toda a cadeia alimentar se fortalece — do produtor ao consumidor, da lavoura à mesa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro tem até dia 30 para escolher tributação que pode alterar competitividade em 2027

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Empresas do agronegócio enquadradas no Simples Nacional têm até 30 de outubro para decidir se manterão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) ou se recolherão os dois tributos pelo regime regular a partir de janeiro de 2027. A escolha poderá afetar o valor dos créditos aproveitados pelos clientes e, consequentemente, a competitividade dos fornecedores.

Quem não fizer a opção continuará automaticamente no modelo tradicional, com IBS e CBS incluídos no DAS. A mudança interessa principalmente às empresas que vendem para cooperativas, indústrias, exportadores e outros compradores que aproveitam créditos tributários.

Essa limitação pode pesar na negociação. Uma cerealista, agroindústria ou fornecedora de insumos que gere pouco crédito poderá se tornar menos atraente para compradores empresariais, sobretudo quando concorrer com fornecedores capazes de transferir créditos maiores.

A alternativa prevista na reforma tributária é permanecer no Simples Nacional para os demais tributos, mas calcular IBS e CBS pelo regime regular. É o chamado modelo híbrido. A empresa continua recolhendo pelo DAS os tributos que permanecerem no Simples, enquanto apura IBS e CBS separadamente.

Nesse modelo, poderá aproveitar os créditos permitidos sobre máquinas, equipamentos, energia, serviços e outros bens e insumos adquiridos. Também poderá gerar créditos pelo regime regular para seus clientes. Em contrapartida, terá mais obrigações fiscais, necessidade de controlar entradas e saídas e possível aumento do custo contábil.

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Por isso, não existe uma resposta única para o agronegócio. Manter IBS e CBS dentro do Simples pode continuar sendo vantajoso para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, possuem poucos gastos capazes de gerar créditos e valorizam uma operação tributária mais simples.

Já a apuração pelo regime regular merece ser simulada por empresas que vendem predominantemente a outras pessoas jurídicas, realizam investimentos elevados ou compram grande quantidade de insumos tributados. Nesses casos, os créditos podem compensar parte do aumento da burocracia e preservar a competitividade comercial.

A conta também precisa incluir os tratamentos diferenciados concedidos ao setor. A legislação prevê redução de 60% das alíquotas de IBS e CBS para determinados produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas in natura, além de insumos agropecuários incluídos nas listas legais. Há ainda operações sujeitas a alíquota zero, diferimento ou créditos presumidos.

Esses benefícios, entretanto, não alcançam automaticamente toda empresa ligada ao agronegócio. A aplicação depende do produto, da operação, da classificação fiscal e das condições previstas na legislação. Uma empresa pode ter receitas submetidas a tratamentos diferentes dentro da mesma atividade.

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A decisão, portanto, não deve considerar apenas o percentual atualmente pago no DAS. É necessário comparar o valor total dos tributos, os créditos aproveitáveis nas compras, os créditos transferidos aos clientes, o perfil das vendas, o efeito sobre os preços, o fluxo de caixa e o custo adicional de cumprimento das obrigações fiscais.

A Receita Federal informa que a opção pelo regime regular de IBS e CBS poderá ser feita até 30 de outubro de 2026. Quem não optar continuará recolhendo os dois tributos dentro do Simples. A escolha poderá ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro. Haverá uma nova oportunidade em março de 2027, com efeitos a partir de julho.

Para as empresas do agro, o Simples não deixou de ser uma boa opção. O que terminou foi a segurança de escolhê-lo apenas porque a alíquota parece menor. A partir de 2027, o crédito tributário concedido ao comprador pode ser tão importante quanto o imposto pago pelo fornecedor.

Fonte: Pensar Agro

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