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Infestações de moscas afetam desempenho e lucro na pecuária brasileira

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Moscas: um desafio econômico para a pecuária

As infestações de moscas estão entre os principais problemas sanitários que prejudicam a pecuária de corte e leite no Brasil. Esses ectoparasitas afetam diretamente o bem-estar dos animais, seu desempenho zootécnico e a rentabilidade do produtor.

Mosca-do-chifre: a principal ameaça

Segundo a médica-veterinária Marcella Vilhena, gerente de marketing da Syntec, a mosca-do-chifre é o ectoparasita com maior impacto econômico. Ela permanece boa parte do tempo sobre o animal, alimentando-se de sangue e provocando estresse contínuo no rebanho.

Impactos no comportamento e na produção

Marcella destaca que as moscas causam mais do que incômodo. O estresse gerado leva os animais a se alimentarem menos e a gastarem mais tempo tentando se livrar dos insetos, resultando em queda na conversão alimentar, ganho de peso e produção de leite.

Perdas na pecuária leiteira

Estudos da Embrapa indicam que infestações constantes podem reduzir a produção diária de leite em até 30%. O problema é agravado em regiões de clima quente e úmido, que favorecem a proliferação dos insetos.

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Custos diretos e indiretos para o produtor

Além da perda de produtividade, os produtores enfrentam aumento nos gastos com controle de pragas, medicamentos e manejo. A qualidade da carne e do leite pode ser comprometida, afetando o valor de mercado e a competitividade do setor.

A importância do controle integrado

“A eficácia no controle das moscas requer uma abordagem integrada”, enfatiza a especialista da Syntec. Investir na prevenção é essencial para garantir a saúde do rebanho e a sustentabilidade econômica da atividade pecuária.

Solução disponível no mercado

Para ajudar no combate às infestações, a Syntec oferece o CIPERDuo, um ectoparasiticida de amplo espectro, à base de butóxido de piperonila e cipermetrina. O produto age como carrapaticida, eliminando larvas, ninfas, machos e fêmeas, além de interferir na postura de ovos. Também repele larvas e moscas adultas, contribuindo para restaurar o bem-estar animal e a produtividade da pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de carne bovina aos EUA expõe frigoríficos brasileiros a até 2,8 milhões de hectares de risco de desmatamento na Amazônia Legal

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As exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos registraram forte expansão na última década, mas um novo levantamento acende alerta sobre riscos ambientais associados à cadeia produtiva.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, os embarques para o mercado norte-americano cresceram de 33.210 toneladas em 2016 para 271.826 toneladas em 2025, evidenciando a consolidação do Brasil como fornecedor estratégico.

No entanto, um estudo do Radar Verde aponta que frigoríficos habilitados na Amazônia Legal permanecem expostos a áreas com alto risco de desmatamento em suas cadeias de fornecimento.

Exposição ao risco pode chegar a 2,8 milhões de hectares

A análise avaliou sete empresas responsáveis por 15 frigoríficos habilitados a exportar carne para os Estados Unidos, com capacidade média de abate de 11.270 cabeças por dia.

De acordo com o estudo, essas unidades estão expostas a áreas de risco que variam entre 144 mil hectares e 2,8 milhões de hectares, considerando regiões com:

  • Áreas embargadas por desmatamento ilegal
  • Registros recentes de desmatamento
  • Potencial de desmatamento futuro em áreas fornecedoras

As regiões com maior concentração de risco estão localizadas principalmente em Mato Grosso e Rondônia, dentro da Amazônia Legal.

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Falhas de rastreabilidade e baixa transparência na cadeia

O estudo destaca que, apesar de 93% das plantas frigoríficas possuírem Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com o Ministério Público Federal, não há evidências consistentes de implementação efetiva ou monitoramento contínuo das políticas ambientais.

Outro ponto crítico é a rastreabilidade da cadeia produtiva:

  • 11 das 15 plantas controlam apenas fornecedores diretos
  • Nenhuma empresa apresentou dados auditados de fornecedores indiretos

Essa lacuna compromete a rastreabilidade completa do gado e dificulta a verificação de origem livre de desmatamento.

Proposta de lei nos EUA pode impactar exportações brasileiras

O estudo também avalia o cenário regulatório à luz da proposta conhecida como Forest Act 2023, ainda em tramitação no Congresso norte-americano.

A proposta exige que importadores de commodities como carne bovina, soja e cacau comprovem que os produtos não estão associados ao desmatamento ilegal, por meio de sistemas de due diligence e rastreabilidade completa.

Segundo o Radar Verde, caso a legislação estivesse em vigor atualmente, as exportações brasileiras de carne não estariam plenamente em conformidade com os requisitos propostos.

Pressões globais e impacto na produção agropecuária

O crescimento das exportações brasileiras para os EUA também está relacionado à necessidade de estabilização da oferta de alimentos no mercado norte-americano, em um cenário de inflação e eventos climáticos extremos que afetam a produção global.

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O estudo destaca ainda que a pecuária responde por 71% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, considerando emissões diretas e mudanças no uso da terra, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

Recomendações apontam para rastreabilidade total da cadeia

Entre as principais recomendações do estudo estão:

  • Priorizar compras de frigoríficos com baixo risco de desmatamento
  • Implementar rastreabilidade completa, incluindo fornecedores indiretos
  • Fortalecer mecanismos de controle e auditoria independente
  • Considerar restrições a produtos oriundos de áreas recentemente desmatadas

O Radar Verde também alerta que lacunas regulatórias podem incentivar o avanço do desmatamento caso não haja maior rigor nas exigências de mercado internacional.

Cenário reforça pressão sobre o agronegócio exportador

O levantamento evidencia que, embora o Brasil amplie sua participação no mercado global de carne bovina, o setor enfrenta desafios crescentes relacionados à rastreabilidade, conformidade ambiental e exigências regulatórias internacionais.

O avanço das exportações dependerá cada vez mais da capacidade de comprovar sustentabilidade e origem livre de desmatamento em toda a cadeia produtiva.

Novo Estudo Radar

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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