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Pulverizador elétrico autônomo revoluciona a pulverização agrícola com inovação 100% nacional

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Tecnologia nacional que transforma o campo

A Hural Dynamics, empresa de tecnologia sediada em Londrina (PR), desenvolveu um equipamento que promete transformar a pulverização agrícola no Brasil. Com tecnologia 100% nacional, o Rover TR-P200 é um pulverizador elétrico autônomo que inaugura uma nova categoria de equipamentos no setor. A inovação alia eficiência operacional, precisão na aplicação e compromisso ambiental, contribuindo para uma agricultura mais moderna e sustentável.

Eficiência operacional e sustentabilidade no mesmo equipamento

Totalmente elétrico, o Rover TR-P200 elimina o uso de combustíveis fósseis, como o diesel, o que reduz o impacto ambiental da operação agrícola. A tecnologia embarcada permite uma pulverização altamente precisa, evitando o desperdício de insumos e reduzindo significativamente os custos operacionais.

“O objetivo foi desenvolver uma solução inovadora que oferecesse alta performance em comparação aos pulverizadores já conhecidos no mercado, e o Rover TR-P200 entrega exatamente isso: eficiência, economia e sustentabilidade”, afirma Michell Jabur, Head de Inovação da Hural Dynamics.

Projeto patenteado com engenharia 100% brasileira

Com patente já depositada, o Rover TR-P200 possui uma configuração que permite sua operação em terrenos irregulares, minimizando a compactação do solo e garantindo a uniformidade na aplicação de defensivos agrícolas.

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O equipamento conta com faixa de pulverização de 9 a 12 metros, tanque com capacidade para 200 litros e autonomia de até quatro horas com uma única carga. O sistema inclui duas baterias intercambiáveis, cuja substituição leva apenas quatro minutos, permitindo operação contínua sem necessidade de interrupções.

Controle via aplicativo próprio

Outro diferencial é o controle operacional por meio do Hural APP, aplicativo exclusivo da marca, que possibilita a programação de rotas e delimitação precisa das áreas de aplicação.

“Missão dada é missão cumprida com o Hural APP. Ele assegura que o Rover TR-P200 execute suas tarefas com eficácia e segurança”, destaca Jabur.

Potencial de retorno com o programa RenovaBio

Além da eficiência no campo, o Rover TR-P200 também pode gerar receita adicional ao produtor rural por meio da adesão ao RenovaBio, programa do governo federal que incentiva práticas agrícolas sustentáveis. A utilização de equipamentos com menor impacto ambiental, como o pulverizador da Hural, contribui para a emissão de créditos de descarbonização (CBIOs).

Estreia em grande estilo na Agrishow 2025

A Hural Dynamics estará presente na Agrishow 2025, uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina, que ocorrerá entre os dias 28 de abril e 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP). A empresa promete uma participação robusta, com demonstrações ao vivo do Rover TR-P200.

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“Será nossa terceira participação na Agrishow, mas, sem dúvida, a mais significativa. Queremos mostrar ao público a revolução que o Rover TR-P200 representa”, afirma Jabur.

Um novo marco para a agricultura brasileira

Mais do que um pulverizador, o Rover TR-P200 simboliza uma nova era na agricultura de precisão, promovendo alta produtividade, sustentabilidade e inovação tecnológica. “O Rover TR-P200 não é apenas um equipamento. É um marco na modernização da agricultura brasileira”, conclui Michell Jabur.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

STF julga leis contra Moratória; sem o acordo cultivo em áreas desmatadas cresceu 37%

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O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (12) o julgamento das leis de Mato Grosso e Rondônia que retiram benefícios fiscais de empresas participantes da Moratória da Soja. A análise ocorre em meio à divulgação de dados da Serasa Experian, apresentados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que mostram crescimento de 37,2% no cultivo do grão em áreas da Amazônia desmatadas depois de julho de 2008.

Os dados não motivaram o julgamento nem foram divulgados necessariamente no mesmo dia da sessão. O levantamento passou a integrar o debate público sobre a continuidade da Moratória e reforça os argumentos das empresas e organizações que defendem o acordo. Entidades de produtores, porém, afirmam que os números mostram maior aproveitamento de terras já abertas, e não aumento recente do desmatamento.

O STF analisa duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs), de números 7774 e 7775, contra normas estaduais que impedem a concessão de incentivos fiscais e terras públicas a empresas participantes de acordos comerciais com exigências superiores às previstas na legislação ambiental brasileira.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabeleceu que as empresas participantes não comprariam nem financiariam soja produzida em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de 22 de julho de 2008. A restrição também alcançava propriedades com desmatamento autorizado pelo órgão ambiental, caso a abertura tivesse ocorrido depois da data de corte.

Segundo os dados apresentados pela Abiove, o cultivo de soja em áreas fora das regras da Moratória aumentou 101 mil hectares entre as safras 2023/24 e 2025/26, crescimento de 37,2%. Na comparação entre 2022/23 e 2025/26, a expansão chegou a 123 mil hectares, ou 49,1%.

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A Serasa Experian não dispõe dos dados referentes à safra 2024/25. A ausência impede identificar como ocorreu a evolução anual e em qual momento o crescimento se intensificou. Também não permite estabelecer uma relação direta entre a expansão da área cultivada e as primeiras ações contra a Moratória, apresentadas a partir de outubro de 2024.

O levantamento igualmente não demonstra que os 101 mil hectares tenham sido desmatados recentemente. Uma área é classificada como não conforme quando recebeu soja depois de ter sido aberta em algum momento posterior a julho de 2008. O desmatamento pode ter ocorrido vários anos antes e pode ter sido legal ou ilegal.

Para o presidente da Abiove, André Nassar, o ritmo de crescimento mostra que a Moratória desestimulava o plantio de soja nessas terras. “Nunca teve um crescimento tão intenso quanto agora. Antes, o crescimento dos plantios não conformes era mais perto de 30 mil hectares ao ano”, afirmou.

A interpretação da entidade é que o enfraquecimento do acordo pode aumentar o interesse econômico por áreas abertas depois de 2008 e, no futuro, ampliar a pressão sobre a vegetação nativa. Essa possibilidade também aparece em estudo publicado na revista Science, que projeta até 1,4 milhão de hectares adicionais de desmatamento na Amazônia nos próximos dez anos com o fim da Moratória. Trata-se, contudo, de uma projeção baseada em modelos, e não de desmatamento já registrado.

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Os produtores apresentam uma leitura diferente. Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, o crescimento revela o uso agrícola de áreas que já estavam abertas, sem comprovar novas derrubadas.

“O estudo não aponta aumento do desmatamento, mas do cultivo de soja em áreas consideradas não conformes com a Moratória”, afirmou. Segundo Beber, os alertas oficiais de desmatamento na Amazônia caíram 37,5% entre agosto de 2025 e maio de 2026, atingindo o menor patamar da série para o período.

Na prática, os dois lados interpretam de maneiras distintas o mesmo levantamento. A Abiove considera que o crescimento da soja nessas áreas evidencia a perda do efeito preventivo da Moratória. Os produtores sustentam que o avanço representa maior aproveitamento de terras anteriormente abertas e que não pode ser apresentado como prova de aumento do desmatamento.

O STF não decidirá diretamente se a Moratória foi eficaz na preservação da Amazônia. A Corte definirá se Mato Grosso e Rondônia podem retirar benefícios fiscais de empresas que aderem a compromissos ambientais privados mais rigorosos que a legislação brasileira. O resultado poderá afetar a relação entre produtores e tradings e estabelecer os limites da atuação dos Estados diante desses acordos.

Fonte: Pensar Agro

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