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Prévia Morfológica FICCC 2026 reúne mais de 100 exemplares da raça Crioula em Esteio

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A Prévia Morfológica da Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos (FICCC), etapa classificatória para o principal evento da raça, contará com 111 exemplares confirmados nesta sexta-feira (27/02), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O número representa um crescimento de 42% em relação à edição de 2023, que registrou a participação de 78 animais.

Competição define classificados para a FICCC 2026 em Montevidéu

A disputa habilitará 23 animais titulares e 10 reservas para representar o Brasil na Expo FICCC 2026, que será realizada entre 4 e 10 de maio, em Montevidéu (Uruguai).

Os cavalos inscritos na prévia vêm de diferentes regiões do país — Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal — e serão avaliados na Arena do Cavalo Crioulo pelos inspetores Carlos Marques Gonçalves Neto, Cláudio Neto de Azevedo e Jorge Aginelo Nascimento.

“Copa do Mundo” do Cavalo Crioulo desperta expectativa entre criadores

De acordo com o vice-presidente de Modalidades Seletivas da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Júlio César Moreira Hax, a competição movimenta toda a comunidade crioulista por oferecer a chance de disputar o título mais importante da raça.

“É um evento de grande relevância e com forte simbolismo para o setor. Não tenho dúvidas de que a Prévia apresentará concorrentes de alto nível para a FICCC”, afirmou Hax.

Prova internacional reunirá os melhores exemplares do continente

A FICCC, realizada a cada três anos, reunirá cerca de 120 competidores das delegações do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai, consolidando-se como o principal encontro do Cavalo Crioulo nas Américas.

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Além dos classificados na prévia, sete campeões da Morfologia da Expointer 2025 — sendo quatro fêmeas e três machos — já têm vaga garantida na competição internacional.

Cavalo Crioulo mantém tradição e força no cenário agropecuário

Reconhecida por sua rusticidade, inteligência e desempenho em múltiplas modalidades, a raça Crioula segue ampliando sua presença nas pistas e no campo. Eventos como a Prévia Morfológica FICCC reforçam o compromisso das entidades com a seleção genética, valorização do criador e promoção da cultura gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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