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Indústria de Soja no Brasil Atrai R$ 11,3 Bilhões em Investimentos Até 2027, Aponta Itaú BBA

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O Brasil deverá registrar investimentos de aproximadamente R$ 11,3 bilhões na indústria de esmagamento de soja entre 2025 e 2027, conforme análise do Itaú BBA. O estudo mapeou 13 novos projetos, incluindo a construção de novas plantas e expansões das existentes, que adicionarão 37 mil toneladas/dia à capacidade de esmagamento do país. Com isso, a capacidade instalada passará de 59,8 milhões de toneladas em 2024 para 72,1 milhões de toneladas em 2027, resultando em um aumento significativo na produção nacional de soja.

A expectativa é que a utilização da capacidade da indústria se mantenha em torno de 92%, uma média histórica, o que deve elevar a moagem anual de 54,5 milhões de toneladas em 2024 para 66,3 milhões de toneladas em 2027, representando um crescimento de 6,8% ao ano. Lucas Brunetti, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA, destaca que parte dessa expansão está atrelada ao aumento do uso de biodiesel no Brasil, uma tendência que deve continuar com a implementação da nova “Lei do Combustível do Futuro”.

Excedente Exportável de Soja: Desafios Regionais e Perspectivas para o Mato Grosso

Apesar do crescimento da capacidade de esmagamento, o excedente exportável de soja deverá experimentar variações entre os estados brasileiros até 2027. A expectativa é que alguns estados, como Pará, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás, apresentem quedas no excedente exportável, enquanto o Mato Grosso, com uma produção robusta e sem novos projetos de esmagamento, deverá registrar um aumento de 9,9 milhões de toneladas até 2027.

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Biodiesel e Subprodutos: Tendências e Impactos no Mercado de Óleo e Farelo de Soja

O aumento na demanda por biodiesel, impulsionado pela “Lei do Combustível do Futuro”, também será um fator determinante para o crescimento da indústria. A expectativa é que o teor de biodiesel (BX) na mistura com o diesel aumente gradualmente, de 14% atualmente para até 25% no longo prazo. O incremento anual será de 1%, com previsão de atingir 15% até março de 2025, 16% até março de 2026, e 17% até março de 2027, embora esses aumentos precisem ser confirmados anualmente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Com o crescimento no consumo de diesel, que deve atingir 72,9 bilhões de litros em 2027, e o aumento no consumo de biodiesel, que passará de 9,3 bilhões de litros em 2024 para 12,3 bilhões de litros em 2027, a demanda por óleo de soja deverá crescer 34%, saltando de 5,9 milhões de toneladas em 2024 para 7,9 milhões de toneladas em 2027. No entanto, esse aumento no consumo doméstico de biodiesel reduzirá as exportações de óleo de soja, que devem se manter em torno de 1 milhão de toneladas, abaixo da média de 1,8 milhão de toneladas observada nas últimas cinco safras.

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Esse cenário tende a gerar um excedente de farelo de soja no mercado interno. Apesar do crescimento nas exportações e no consumo doméstico, espera-se que os estoques de farelo aumentem expressivamente. A produção brasileira de farelo de soja deve crescer de 42,5 milhões de toneladas em 2024 para 49,2 milhões de toneladas em 2027, representando um aumento de aproximadamente 7 milhões de toneladas no período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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ABPA rebate denúncia de contaminação em frango brasileiro exportado à Grécia e reforça segurança sanitária

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) contestou informações divulgadas por um veículo internacional sobre uma suposta contaminação por Salmonella em carne de frango brasileira exportada à Grécia. Segundo a entidade, a narrativa apresenta inconsistências técnicas e não encontra respaldo nos sistemas oficiais de monitoramento sanitário da União Europeia.

Inconsistências técnicas colocam denúncia em dúvida

De acordo com a ABPA, o volume citado na reportagem — cerca de 3 toneladas — não condiz com os padrões logísticos do comércio internacional de carne de frango. As exportações brasileiras são realizadas, majoritariamente, em contêineres refrigerados com capacidade entre 25 e 27 toneladas, o que torna o dado apresentado incompatível com a prática do setor.

Outro ponto destacado pela entidade é a impossibilidade de vincular o suposto caso ao início de qualquer fluxo comercial relacionado ao acordo entre União Europeia e Mercosul. Isso porque o processo envolve etapas rigorosas de certificação sanitária, autorização e logística internacional, que demandam tempo e cumprimento de protocolos específicos.

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Sistema europeu não registra ocorrência

A ABPA também ressaltou que não há qualquer registro do caso no Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF), sistema oficial da União Europeia utilizado para notificações sanitárias envolvendo alimentos.

A ausência de notificação no sistema europeu, segundo a entidade, impede a confirmação do episódio nos termos divulgados, enfraquecendo a credibilidade da informação veiculada.

Critérios sanitários seguem padrões internacionais

No âmbito técnico, a associação destaca que a interpretação apresentada sobre a presença de Salmonella não considera os critérios aplicáveis à carne crua. Esses parâmetros seguem normas internacionais e são monitorados de forma rigorosa pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

O sistema brasileiro de controle sanitário conta ainda com auditorias frequentes realizadas por autoridades da Comissão Europeia, o que reforça a confiabilidade dos processos produtivos e de exportação.

Brasil reforça compromisso com segurança dos alimentos

Diante do episódio, a ABPA reiterou a robustez do sistema sanitário nacional e o compromisso da cadeia produtiva com os mais elevados padrões internacionais de segurança alimentar.

O Brasil é um dos maiores exportadores globais de carne de frango, com presença consolidada em mercados exigentes, incluindo países da União Europeia, o que exige conformidade contínua com protocolos rigorosos de qualidade e rastreabilidade.

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Setor mantém credibilidade no mercado internacional

Mesmo diante de episódios pontuais de questionamento, a indústria brasileira de proteína animal segue respaldada por sistemas de controle reconhecidos internacionalmente, o que sustenta sua competitividade e acesso a mercados estratégicos.

A ABPA reforça que segue acompanhando o caso e à disposição para esclarecimentos, mantendo o compromisso com a transparência e a segurança dos produtos exportados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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