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Governo define regras para exportações do agronegócio para a Europa

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O governo federal detalhou as regras para uso das cotas tarifárias previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia, definindo como o agro brasileiro poderá acessar, na prática, os benefícios comerciais já em vigor desde 1º de maio.

As normas, publicadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta segunda-feira (04.05), estabelecem critérios operacionais para exportação e importação dentro do novo regime. O objetivo é dar previsibilidade à aplicação do acordo, que ainda depende de ratificação definitiva pelo Parlamento Europeu.

O sistema de cotas atinge diretamente produtos centrais da pauta agropecuária brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, mel, ovos e bebidas como cachaça e rum. São cadeias que passam a disputar um volume limitado com tarifa reduzida ou zerada. Dentro da cota, o produto entra com vantagem competitiva; fora dela, continua sendo exportado, mas com imposto cheio, o que reduz margem.

Esse desenho tem efeito direto na formação de preço ao produtor. Cadeias que conseguirem acessar as cotas tendem a capturar melhor valor no mercado europeu, enquanto operações fora desse limite ficam mais expostas à concorrência internacional. Como a distribuição seguirá, em regra, a ordem de solicitação, empresas com maior organização comercial, tradings, cooperativas e agroindústrias, terão vantagem na captura desse espaço.

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Outro ponto central é a exigência do Certificado de Origem, documento que comprova que o produto atende às regras do acordo. Na prática, isso eleva o nível de exigência dentro da porteira. Rastreabilidade, regularidade de entrega e padronização passam a ser condição para acessar os mercados com melhor remuneração.

Além de definir o uso das cotas, o governo atualizou as regras de certificação de origem. Entre os avanços estão a criação de um modelo específico de Certificado de Origem para o acordo com a União Europeia, a ampliação do uso do certificado eletrônico para mercados como o europeu e a Índia, a autorização de assinatura digital e regras mais claras para autocertificação. Também foi regulamentada a transferência de cotas entre empresas do mesmo grupo econômico, o que tende a dar mais flexibilidade às operações.

Embora as cotas representem uma parcela pequena do comércio, cerca de 4% das exportações, elas se concentram justamente em produtos de maior valor agregado. Isso aumenta a disputa dentro do próprio Mercosul e tende a diferenciar produtores integrados a cadeias exportadoras daqueles que operam fora desses arranjos.

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Para o produtor rural, o efeito é claro: o acesso ao mercado europeu passa a depender menos do volume produzido e mais da capacidade de atender exigências técnicas e comerciais. Quem estiver inserido em cadeias organizadas e conseguir cumprir esses critérios tende a capturar melhores preços. Quem não estiver, continuará exposto ao mercado tradicional, com menor poder de barganha.

Fonte: Pensar Agro

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Prefeitura vistoria campo com grama sintética no Três Barras e prevê entrega ainda em maio

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, realizaram uma vistoria no novo campo de futebol com grama sintética no bairro Três Barras. A obra está em fase final e deve ser entregue à população ainda neste mês de maio.

O espaço integra um conjunto de investimentos voltados à ampliação da infraestrutura esportiva na capital, resultado de parceria entre a Prefeitura de Cuiabá e o Governo de Mato Grosso. A previsão é de implantação de novos campos semelhantes ainda no primeiro semestre, além de outras seis unidades até o fim do ano.

Durante a vistoria, o prefeito destacou a transformação do local, que antes era utilizado como campo de terra. Segundo ele, a iniciativa busca levar estrutura de qualidade para bairros que historicamente tiveram menos acesso a esse tipo de equipamento público. “Estamos aqui no bairro Três Barras, onde estamos instalando um novo campo de grama sintética. Antes, era apenas um terrão, em uma região que muitas vezes não recebia a devida valorização”, afirmou.

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O secretário Jefferson Neves reforçou que a proposta é garantir melhores condições para a prática esportiva e ampliar o acesso da população. “Queremos transformar essa realidade, levando para as periferias equipamentos esportivos com a maior qualidade possível, garantindo essa alegria para as famílias”, disse.

Outro ponto destacado pela gestão é o acesso gratuito ao espaço. De acordo com o prefeito, estruturas semelhantes, quando privadas, podem custar entre R$ 150 e R$ 200 por hora. No Três Barras, o uso será liberado à comunidade.

A proposta também prevê funcionamento contínuo. “O espaço funcionará 24 horas por dia, sem portões trancados, permitindo que qualquer criança ou morador utilize o campo sempre que desejar”, explicou o secretário.

A obra faz parte de um programa mais amplo de revitalização de áreas esportivas em Cuiabá, que prevê a recuperação de cerca de 20 campos em diferentes bairros. A iniciativa busca incentivar a prática esportiva, promover o lazer e melhorar a qualidade de vida da população, especialmente em regiões com menor oferta de infraestrutura pública.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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