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Conflito no Oriente Médio traz riscos, mas os ganhos ao petróleo devem ser limitados; confira análise da Hedgepoint

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O mercado de petróleo se beneficiou dos riscos geopolíticos e manteve correções modestas na semana passada, apesar de dados negativos, como o aumento nos estoques e a resiliência da inflação nos EUA.

No entanto, à medida que os maiores riscos não se materializam, os ativos do mercado energético devem ter uma semana de correções, mas ainda sustentados pelo déficit no balanço do petróleo.

A semana passada foi marcada por turbulências nos mercados, com dados econômicos baixistas exercendo forte influência nas cotações de commodities. O índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA, que subiu para 3,5% ao ano em março, contrariou as expectativas e sinalizou que a inflação continua resistente. A Hedgepoint Global Markets esses e outros temas do complexo energético no relatório desta semana.

“Em contraste com a queda nas commodities em geral, o mercado energético se mostrou resiliente na semana passada, com o WTI e o Brent registrando pequenas perdas de -1,44% e -0,79%, cotados a US$ 85,66, e US$ 90,45, respectivamente. Isso porque tensões geopolíticas, especialmente a escalada do conflito entre Irã e Israel no Oriente Médio, continuam a influenciar o mercado de petróleo. A percepção de riscos à oferta global impulsiona a demanda pela commodity, elevando seus preços”, avalia Victor Arduin, analista de Energia e Macroeconomia da Hedgepoint.

De acordo com o analista, “no momento, espera-se que o conflito se limite aos desdobramentos dos últimos dias, mas a incerteza continuará a pairar sobre o mercado. Enquanto isso, o principal fundamento continuará sendo o balanço em déficit devido às ações da OPEC+”.

Escalada no Oriente Médio traz suporte para o petróleo

No último fim de semana, o Irã lançou uma série de ataques com drones e mísseis contra Israel, em retaliação ao ataque israelense ao consulado do país na Síria em 1º de abril. Esse foi o primeiro ataque direto do Irã a Israel e marca uma nova fase no conflito no conflito com Oriente Médio.

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“O Irã se destaca como um importante produtor de petróleo no região, com uma produção atual que ultrapassa os 3 milhões de barris por dia (bpd). Sendo um dos maiores exportadores do mundo, qualquer conflito mais amplo que afete sua infraestrutura energética oferece risco ao suprimento mundial. Além disso, o país frequentemente ameaça fechar o Canal de Suez, uma importante rota marítima na comercialização de petróleo. Quando há um aumento de tensão na região, crescem os riscos de interrupção no abastecimento de petróleo. Sejam através de sanções ou ataques diretos à infraestrutura, o que induz prêmios maiores ao mercado”, explica.

“No entanto, caso os eventos acima mencionados não se materializem, é provável que vejamos uma correção nos preços. Uma escalada mais ampla resultaria em grandes prejuízos econômicos para Israel e o Irã, além de causar aumentos nos preços da gasolina nos EUA”, acredita.

A maior demanda nos EUA é um elemento que falta no mercado

O panorama macroeconômico da semana passada foi marcado por dados baixistas para commodities. A inflação nos Estados Unidos permanece elevada, diminuindo as chances de um corte de juros em junho deste ano.

“Como resultado, o rendimento do tesouro americano para 2 anos fechou em 4,88% (+3,17%), atingindo um patamar não observado desde novembro do ano passado. De modo geral, um dólar mais forte é prejudicial para as commodities, já que as torna mais caras para detentores de outras moedas. No entanto, as ações da OPEC+, grupo composto pelos principais países exportadores de petróleo, mostraram-se eficazes em reduzir a oferta no mercado, resultando em um déficit de suprimento que deverá persistir ao longo do segundo trimestre deste ano”, analisa.

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Essa estratégia visa equilibrar o mercado e sustentar os preços do barril. O grupo implementou um corte voluntário na produção de 2,2 milhões de bpd, sendo a Arábia Saudita o maior contribuinte, com 1 milhão de bpd.

“Essa medida tem contribuído para a elevação dos preços, que registraram um aumento de mais de 17% até abril”, destaca.

As principais agências que realizam estudos sobre o setor preveem déficits para 2024, com a OPEC estimando um déficit de -1,64 milhões de bpd, o IEA de -0,30 milhões de bpd e o EIA de -0,26 milhões de bpd.

A combinação de inflação persistente, taxas de juros em compasso de espera e um dólar forte devem gerar pressão negativa sobre os preços das commodities no curto prazo. Isso deverá resultar em uma correção nos preços do petróleo, porém limitada, visto que as principais agências do setor mostram um déficit no suprimento para 2024.

Fonte: Hedgepoint Global Markets 

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de milho 2025/26: Agroconsult eleva estimativa da segunda safra para 115,8 milhões de toneladas, mas produção deve cair ante recorde

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A Agroconsult elevou sua estimativa para a segunda safra de milho do Brasil em 2025/26, após a conclusão do Rally da Safra, principal expedição técnica de avaliação das lavouras do país. A nova projeção aponta uma produção de 115,8 milhões de toneladas, número superior às estimativas iniciais da consultoria, mas ainda abaixo do volume recorde colhido na temporada anterior.

Apesar da revisão positiva, a consultoria destaca que as condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras limitaram o potencial produtivo da safra, especialmente em áreas onde o plantio ocorreu fora da janela ideal.

Agroconsult aumenta projeção da segunda safra de milho

A nova estimativa representa um aumento de 3,4% em relação à previsão divulgada antes do início do Rally da Safra.

Mesmo assim, a produção esperada da segunda safra — responsável pela maior parte do milho produzido no Brasil — deverá alcançar 115,8 milhões de toneladas, ficando 7,6% abaixo do recorde de 125,3 milhões de toneladas registrado no ciclo anterior.

O levantamento reforça que o Brasil permanece entre os maiores produtores e exportadores mundiais de milho, embora enfrente uma safra menos favorável em 2025/26.

Queda na produtividade explica recuo da produção

Segundo a Agroconsult, a redução da produção não está relacionada à área cultivada, que permaneceu praticamente estável.

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A consultoria estima que a área plantada da segunda safra alcance 18,2 milhões de hectares, volume semelhante ao registrado no ciclo anterior.

O principal fator para a queda na produção foi a redução da produtividade média das lavouras, consequência das condições climáticas enfrentadas durante o desenvolvimento da cultura.

Clima prejudica importantes regiões produtoras

Os maiores impactos foram observados em áreas de:

  • Goiás;
  • Sudeste de Mato Grosso;
  • Norte de Mato Grosso do Sul;
  • Minas Gerais.

Nessas regiões, os atrasos na semeadura fizeram com que parte do plantio fosse realizada fora da janela considerada ideal.

Como consequência, a interrupção antecipada das chuvas entre abril e maio provocou perdas de produtividade e, em alguns casos, redução da área efetivamente colhida.

Produtores monitoram risco de geadas

Com a colheita já em andamento em diversas regiões, produtores continuam atentos às condições climáticas, principalmente no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

Segundo a Agroconsult, ainda existem áreas em fase de enchimento de grãos que podem ser afetadas por episódios de frio.

Embora o potencial de perdas seja considerado limitado neste estágio da safra, a consultoria destaca que o clima permanece no radar dos produtores até a conclusão da colheita.

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Produção total de milho também é revisada para cima

Considerando a primeira e a segunda safras, a Agroconsult revisou para cima sua estimativa da produção total de milho no Brasil.

A nova projeção passou de 140,5 milhões para 144,1 milhões de toneladas, refletindo o melhor desempenho observado durante o Rally da Safra.

Apesar da revisão positiva, o volume ainda ficará abaixo do recorde de 152,3 milhões de toneladas alcançado no ciclo anterior.

Perspectivas para o mercado

A atualização da Agroconsult confirma que a safra brasileira de milho será maior do que o inicialmente previsto, mas insuficiente para repetir o desempenho histórico da temporada passada.

O comportamento climático continuará sendo determinante nas etapas finais da colheita, especialmente nas regiões onde ainda existem lavouras em enchimento de grãos. Ao mesmo tempo, a menor produtividade observada em importantes polos produtores reforça a expectativa de uma oferta inferior à registrada em 2024/25, fator que deverá seguir influenciando o mercado doméstico e as exportações brasileiras ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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