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Gerenciamento de custos: como reduzir despesas com energia em plantações de larga escala

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Na contemporaneidade, imersa em um mercado cada vez mais globalizado, a gestão eficiente dos custos é essencial para qualquer tipo de empreendimento, e, no agronegócio, não seria diferente. De fato, atualmente, a redução dos gastos com energia elétrica é um dos focos principais no que se refere às estratégias para aumentar a rentabilidade e a sustentabilidade das plantações em larga escala.

No Brasil, o agronegócio representa um elemento fundamental para a economia, responsável por aproximadamente 27,4% do PIB nacional. De acordo com informações da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o setor também consome cerca de 5% da energia total do país, o que ressalta a relevância do tema Gestão Energética no Agronegócio.

Nas zonas rurais, o consumo de energia elétrica é extremamente alto, e, considerando a demanda oriunda das produções em larga escala, muitos agricultores precisam fazer investimentos em tecnologias mais ágeis e potentes, utilizando esses mecanismos para intensificar a produção.

Há uma série de alternativas que podem ajudar a reduzir os custos e fazer uma gestão eficiente em uma plantação. A iluminação natural, por exemplo, é uma excelente alternativa à redução dos custos de energia elétrica. Investir em estruturas que maximizem a entrada de luz solar, como estufas com painéis de vidro ou telhados translúcidos, possibilita reduzir a necessidade de iluminação artificial durante o dia.

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Outro ponto diz respeito à utilização de equipamentos econômicos. Máquinas agrícolas modernas e eficientes consomem menos energia e têm um impacto menor no ambiente, em detrimento daquelas construídas antes da revolução 4.0. No entanto, entre essas estratégias, talvez a mais importante seja o consumo consciente dos recursos. Isso inclui a otimização do uso da água e dos insumos necessários para a produção.

Tecnologias como sistemas de irrigação por gotejamento, por exemplo, são mais eficientes em termos de uso da água. Além disso, as técnicas de agricultura de precisão podem garantir que os recursos sejam utilizados apenas onde são realmente necessários, reduzindo assim os custos e o impacto ambiental.

É importante ressaltar que a energia solar tem se mostrado uma alternativa eficaz para reduzir os custos com energia elétrica a longo prazo. Embora o preço da energia solar possa parecer elevado no momento da instalação e até mesmo na construção do projeto, futuramente, os gastos que essa energia oferece compensam o investimento inicial.

A instalação de painéis solares pode não só diminuir significativamente a sua conta de energia, como também aumentar a independência energética da plantação. Na contemporaneidade, algumas práticas permitem que o agricultor use suas próprias plantações para gerar energia.

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Por exemplo, o biogás produzido a partir de resíduos orgânicos da plantação pode ser utilizado como uma fonte de energia renovável. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), os agricultores que geram energia a partir de suas plantações, atualmente, representam apenas 13,7% de toda a potência instalada com a fonte alternativa.

No fim, adotar medidas para reduzir o consumo de energia não apenas diminui os custos operacionais, mas também contribui para a preservação da natureza enquanto extensão de tudo que nos cerca. O uso de energias renováveis e práticas de consumo consciente reduz a pegada de carbono, que cresce demasiadamente.

Isso tudo promove, portanto, um agronegócio mais sustentável. Além disso, a eficiência energética pode levar a uma melhora nos lucros, uma vez que os gastos com energia são reduzidos e a produtividade é mantida ou até mesmo ampliada, dependendo do tipo de cultivar produzido.

Fonte: Conversion + Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo define regras para exportações do agronegócio para a Europa

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O governo federal detalhou as regras para uso das cotas tarifárias previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia, definindo como o agro brasileiro poderá acessar, na prática, os benefícios comerciais já em vigor desde 1º de maio.

As normas, publicadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta segunda-feira (04.05), estabelecem critérios operacionais para exportação e importação dentro do novo regime. O objetivo é dar previsibilidade à aplicação do acordo, que ainda depende de ratificação definitiva pelo Parlamento Europeu.

O sistema de cotas atinge diretamente produtos centrais da pauta agropecuária brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, mel, ovos e bebidas como cachaça e rum. São cadeias que passam a disputar um volume limitado com tarifa reduzida ou zerada. Dentro da cota, o produto entra com vantagem competitiva; fora dela, continua sendo exportado, mas com imposto cheio, o que reduz margem.

Esse desenho tem efeito direto na formação de preço ao produtor. Cadeias que conseguirem acessar as cotas tendem a capturar melhor valor no mercado europeu, enquanto operações fora desse limite ficam mais expostas à concorrência internacional. Como a distribuição seguirá, em regra, a ordem de solicitação, empresas com maior organização comercial, tradings, cooperativas e agroindústrias, terão vantagem na captura desse espaço.

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Outro ponto central é a exigência do Certificado de Origem, documento que comprova que o produto atende às regras do acordo. Na prática, isso eleva o nível de exigência dentro da porteira. Rastreabilidade, regularidade de entrega e padronização passam a ser condição para acessar os mercados com melhor remuneração.

Além de definir o uso das cotas, o governo atualizou as regras de certificação de origem. Entre os avanços estão a criação de um modelo específico de Certificado de Origem para o acordo com a União Europeia, a ampliação do uso do certificado eletrônico para mercados como o europeu e a Índia, a autorização de assinatura digital e regras mais claras para autocertificação. Também foi regulamentada a transferência de cotas entre empresas do mesmo grupo econômico, o que tende a dar mais flexibilidade às operações.

Embora as cotas representem uma parcela pequena do comércio, cerca de 4% das exportações, elas se concentram justamente em produtos de maior valor agregado. Isso aumenta a disputa dentro do próprio Mercosul e tende a diferenciar produtores integrados a cadeias exportadoras daqueles que operam fora desses arranjos.

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Para o produtor rural, o efeito é claro: o acesso ao mercado europeu passa a depender menos do volume produzido e mais da capacidade de atender exigências técnicas e comerciais. Quem estiver inserido em cadeias organizadas e conseguir cumprir esses critérios tende a capturar melhores preços. Quem não estiver, continuará exposto ao mercado tradicional, com menor poder de barganha.

Fonte: Pensar Agro

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