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Biotrop fortalece agricultura sustentável em parceria com a Fazenda Modelo Paulo Mizote, na Bahia

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Com o objetivo de fomentar a agricultura natural e sustentável, a Biotrop, empresa nacional referência em soluções biológicas, firmou uma parceria com a Fazenda Modelo Paulo Mizote, localizada no Oeste da Bahia. A iniciativa é conduzida pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB), pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e por produtores locais, tornando-se uma importante vitrine de inovação e práticas agrícolas regenerativas na região.

Implantação de culturas e tecnologias em área arrendada da fazenda

Segundo Éderson Santos, gerente de marketing da Biotrop, a parceria teve início com o arrendamento de uma área da fazenda, onde a empresa passou a implantar culturas variadas e aplicar suas tecnologias biológicas.

“A partir daí, passamos a contribuir de forma efetiva com a formação prática de estudantes universitários, com aulas e treinamentos realizados na propriedade”, explica Santos.

Formação de novos profissionais e conexão com a comunidade acadêmica

A atuação da Biotrop na Fazenda Modelo também inclui o uso de laboratórios locais para o desenvolvimento de atividades com estudantes e o apoio direto à capacitação de novos profissionais do setor.

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Recentemente, a empresa contratou um estudante de Agronomia como estagiário, aprofundando ainda mais sua atuação na área da sustentabilidade aplicada à produção agrícola.

“Essa experiência tem gerado benefícios para a propriedade, os alunos, os produtores e toda a cadeia agrícola regional”, ressalta Éderson.

Participação ativa em eventos técnicos com foco em práticas sustentáveis

Além da atuação no campo e na formação educacional, a Biotrop também participa ativamente de eventos técnicos voltados para os produtores da região, onde compartilha conhecimento sobre agricultura regenerativa e tecnologias biológicas que ajudam a aumentar a produtividade de forma ambientalmente responsável.

Homenagem e reconhecimento a Paulo Mizote

A Fazenda Modelo leva o nome de Paulo Mizote em reconhecimento às suas contribuições para o desenvolvimento do projeto, viabilizado pela Aiba e pelo SPRB. A homenagem simboliza a importância da liderança e do envolvimento dos produtores rurais no avanço da agricultura sustentável.

Compromisso com a sustentabilidade e equilíbrio ambiental

A parceria reforça o posicionamento da Biotrop como uma empresa comprometida com o equilíbrio entre produtividade e preservação ambiental.

“A adoção de soluções biológicas permite reduzir o uso de insumos químicos, promovendo uma agricultura mais equilibrada, com uso consciente dos recursos naturais, regeneração do solo e promoção da saúde das pessoas e do meio ambiente”, conclui Éderson Santos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Inverno começa com instabilidade e exige cautela redobrada do agronegócio

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O inverno brasileiro começou oficialmente neste domingo, 21, às 5h24 (horário de Brasília), e deve ter um padrão climático atípico. Com a confirmação da atuação de um forte episódio de El Niño, as projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam uma estação marcada por extremos, que exigirá do produtor rural um manejo cirúrgico para mitigar riscos fitossanitários e garantir a produtividade da safra.

A presença do fenômeno no Pacífico Equatorial, com probabilidade superior a 99% de se consolidar em patamares “fortes” até setembro, redefine o mapa de risco no campo. Ao contrário de anos de neutralidade, o cenário para 2026 aponta para uma disparidade hídrica acentuada entre as regiões produtoras.

Sul: Excesso de umidade e alerta fitossanitário

A região Sul, historicamente impactada por frentes frias, enfrentará um inverno com volumes de chuva acima da média histórica. De acordo com boletins agrometeorológicos recentes, o encharcamento recorrente do solo deve dificultar a entrada de maquinário em áreas de colheita tardia.

O risco operacional é elevado: a alta umidade favorece a proliferação de doenças fúngicas em culturas de inverno, como o trigo. Por outro lado, o aumento da nebulosidade, embora traga desafios ao desenvolvimento das plantas, deve atuar como um “escudo” parcial contra geadas severas, reduzindo o risco de queima em lavouras perenes.

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Centro-Oeste e Matopiba: Ameaça de déficit hídrico

No coração do agronegócio, o padrão é de seca. O Centro-Oeste, o Matopiba e o Norte conviverão com uma irregularidade consistente na distribuição de chuvas. Com a umidade retida no Sul, o Centro-Oeste enfrenta o risco de uma queda acelerada da umidade do solo imediatamente após a colheita do milho segunda safra.

“A janela de plantio e a recuperação das pastagens dependem diretamente da regularidade dessas chuvas escassas”, apontam especialistas. Para o algodão e o milho tardio, o estresse hídrico é a principal ameaça, exigindo ajustes imediatos no manejo de palhada e no planejamento da safra subsequente.

Sudeste: O risco da oscilação térmica

No Sudeste, o inverno de 2026 será definido pela imprevisibilidade. Períodos de frio pontual serão interrompidos por ondas de calor atípicas. Essa alternância térmica impõe um desafio de gestão: o estresse das plantas em resposta às mudanças bruscas de temperatura aumenta a vulnerabilidade a pragas, demandando monitoramento constante nas lavouras de café e hortifrúti.

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Reflexos na cadeia produtiva

A instabilidade não se restringe ao campo. Analistas do setor agroindustrial alertam que a quebra de expectativa de recordes produtivos, somada às dificuldades logísticas impostas pelo clima, pode pressionar os custos de produção e, consequentemente, os preços ao consumidor final.

“O produtor que não se antecipar na reserva de forragem e na proteção sanitária estará mais exposto aos efeitos deste ‘super El Niño’”, destaca o relatório do INMET. A recomendação técnica é de monitoramento diário dos boletins de curto prazo, dada a volatilidade que ditará o ritmo da colheita e o início da próxima safra.

O rigor do inverno de 2026, portanto, não será medido pelo termômetro, mas pela eficiência na resposta do agronegócio a um sistema climático que, cada vez mais, opera fora das médias históricas.

Fonte: Pensar Agro

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