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ApexBrasil e MAPA promovem Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas para fortalecer exportações do setor

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) realizam, entre os dias 25 e 28 de novembro, em Brasília (DF), o Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas. A iniciativa tem como objetivo estreitar a cooperação entre instituições governamentais, adidos agrícolas, equipes técnicas e representantes do setor produtivo, buscando fortalecer as exportações do agronegócio brasileiro e ampliar o acesso a mercados internacionais.

Encontro reunirá 54 adidos agrícolas e equipes internacionais da ApexBrasil

O evento contará com a presença de 54 adidos agrícolas, sendo 40 atualmente em missão e 14 recém-designados, além das equipes dos escritórios internacionais da ApexBrasil localizados em Bogotá, Miami, Bruxelas, Moscou, Dubai, Lisboa e Pequim.

Durante quatro dias, os participantes irão debater estratégias de promoção comercial, inteligência de mercado, atração de investimentos e cooperação institucional. A programação inclui painéis regionais, reuniões técnicas, e diálogos com representantes dos setores produtivos.

Abertura oficial contará com presença de autoridades e especialistas do setor

A abertura oficial do evento será realizada na quarta-feira (26/11), às 8h30, no Windsor Plaza Brasília Hotel, com a presença de autoridades como o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

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Também participarão representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Embrapa, Sebrae e Conab.

A sessão de abertura terá ainda a participação do embaixador especial da FAO para o Cooperativismo, Roberto Rodrigues, e contará com o painel “Abertura de Novos Mercados: Uma parceria entre o setor público e o setor privado”, conduzido por Luis Rua (MAPA), Laudemir Müller (ApexBrasil) e o embaixador Alex Giacomelli (MRE).

Discussões estratégicas e reuniões com o setor privado

Ao longo da programação, serão realizadas reuniões individuais entre entidades do setor produtivo, adidos agrícolas e equipes da ApexBrasil, com foco em temas como abertura e melhoria de acesso a mercados, promoção comercial e formação de parcerias estratégicas.

Esses encontros têm papel essencial na identificação de oportunidades comerciais e na coordenação de esforços entre o setor público e privado para fortalecer a presença do agronegócio brasileiro no exterior.

Parceria interministerial fortalece promoção internacional do agronegócio

A ApexBrasil, o MAPA e o MRE mantêm uma parceria estratégica voltada à promoção internacional do agronegócio brasileiro. Essa colaboração inclui ações conjuntas de promoção comercial, inteligência de mercado e atração de investimentos.

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Entre 2023 e 2025, em cooperação com o MDIC, foram realizados 10 encontros internacionais de SECOMs, SECTECs e Adidos Agrícolas em regiões estratégicas como África, América Central, América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e Oriente Médio. Essas iniciativas reuniram 212 representantes brasileiros no exterior e 38 empresas e entidades do agronegócio, representando setores como proteína animal, café, agroindústria, agricultura e couro.

Resultados expressivos nas ações internacionais

A atuação integrada entre os órgãos resultou em mais de 170 ações internacionais em 42 países nos últimos dois anos. Essas atividades — que incluíram seminários, workshops, rodadas de negócios e feiras internacionais — movimentaram US$ 18 bilhões em negócios projetados, beneficiando mais de 3 mil empresas brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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