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BioSummit 2025 reúne especialistas para debater produção sustentável e bioinsumos no agronegócio brasileiro

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O principal evento de bioinsumos da América Latina, o BioSummit 2025, será realizado nos dias 4 e 5 de junho, na Expo D. Pedro, em Campinas (SP). A programação traz nomes de destaque do agronegócio e do meio ambiente para discutir o papel do Brasil na liderança da sustentabilidade global, o crescimento do mercado de bioinsumos e práticas agrícolas regenerativas.

Abertura do evento: liderança brasileira na sustentabilidade

O painel de abertura, intitulado “O Brasil pode liderar a sustentabilidade global? O que o mundo espera de nós?”, contará com a participação de importantes representantes do setor, como Silvia Massruha, presidente da Embrapa; Marcello Brito, secretário executivo do Consórcio dos Estados da Amazônia Legal; Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic; e Nelson Ferreira, líder global do agronegócio da McKinsey.

Temas do primeiro dia: mercado, desafios e inovação

No dia 4 de junho, o foco será nos dados do mercado brasileiro de bioinsumos, desafios enfrentados pelos produtores, o papel da inovação, o uso de macrobiológicos, estratégias para escalar a agricultura regenerativa, e o crescimento da indústria. Entre os especialistas confirmados estão Cristiano Limberg (Kynetec), Leandro Belter (Coopavel), Italo Delalibera Jr. (Esalq/USP), Marcos Rodrigues de Faria (Embrapa), Paulo Assunção (PA Consultoria Agronômica), Daniel Glat e Mikael Djanian (McKinsey), Ludmila Rattis (IPAM), Alessandra Fajardo (CEBDS) e Barbara Sollero (Nestlé).

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Ao final do primeiro dia, será entregue o prêmio BioSummit Reconhece, que homenageia produtores que aplicam bioinsumos e boas práticas agrícolas.

Segundo dia: regulamentação, crédito verde e sustentabilidade científica

No dia 5, os debates se concentrarão em temas como o marco regulatório dos bioinsumos, crédito verde, rastreabilidade, saúde do solo, redução de CO₂, propriedade intelectual e excelência científica. Participarão Marcos Pupin (Associação Brasileira de Bioinovação), Alessandro Cruvinel (Ministério da Agricultura), Eduardo Trevisan Gonçalves (Imaflora), Leonardo Garcia da Silva Munhoz (FGV), entre outros.

Destaques do evento: networking e novas tecnologias

Segundo Daiana Bisognin Lopes, CEO da FB Group, organizadora do BioSummit, o evento não só apresenta conteúdos atualizados sobre bioinsumos e agricultura regenerativa, como também oferece espaço para exposição de tecnologias inovadoras e oportunidades de negócios. “É o maior encontro que reúne todos os elos da cadeia produtiva, favorecendo conexões e parcerias estratégicas”, destaca.

Apoio e organização

O BioSummit 2025 é promovido pela FB Group, com o apoio de instituições renomadas, como Embrapa, Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (Aenda), Associação Brasileira de Bioinovação (Abbi), Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda), universidades como UFSM e UENP, além de entidades do setor agrícola, jurídico e ambiental.

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O evento promete ser uma importante plataforma para fortalecer o protagonismo brasileiro na produção sustentável, impulsionando inovação e crescimento do mercado de bioinsumos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do cacau segue elevado e mantém pressão sobre o chocolate, apesar da queda nas cotações internacionais

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O mercado internacional do cacau apresenta sinais de acomodação após meses de intensa volatilidade, mas os preços continuam em um patamar elevado que mantém a pressão sobre toda a cadeia produtiva do chocolate. Mesmo com a recente correção nas bolsas internacionais, a commodity permanece acima de US$ 5 mil por tonelada, cenário que dificulta uma redução significativa dos custos para a indústria e, consequentemente, para o consumidor.

Dados da Organização Internacional do Cacau (ICCO) mostram que o preço diário da commodity foi de US$ 5.169,23 por tonelada em 1º de julho de 2026, recuando para US$ 5.116,52 por tonelada no dia seguinte. Nos contratos futuros negociados em Nova York, as cotações ficaram em US$ 5.178,33 e US$ 5.141,67 por tonelada, respectivamente. Já em Londres, os contratos encerraram os dias em £ 3.883,00 e £ 3.811,33 por tonelada.

Novo patamar de preços preocupa a indústria

Embora os valores estejam abaixo dos picos registrados recentemente, o mercado avalia que o cacau entrou em um novo nível de preços, significativamente superior ao observado em anos anteriores.

Para a indústria de chocolates e derivados, o principal desafio deixou de ser apenas a volatilidade diária e passou a ser o elevado custo estrutural da matéria-prima. Esse cenário reduz a margem das empresas, limita promoções e mantém pressionados os preços de produtos como chocolates em barra, bombons, coberturas, achocolatados e itens utilizados pela confeitaria.

Mercado brasileiro acompanha cenário externo

No Brasil, as cotações também permanecem firmes, refletindo tanto o comportamento das bolsas internacionais quanto fatores internos, como logística, disponibilidade de produto, qualidade das amêndoas e variações cambiais.

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Em 3 de julho de 2026, o cacau era comercializado a:

  • R$ 305,00 por arroba na Bahia;
  • R$ 1.220,00 por saca de 60 kg no Espírito Santo;
  • R$ 19,00 por quilo no Pará.

Na equivalência por peso, tanto a arroba negociada na Bahia quanto a saca comercializada no Espírito Santo correspondem a aproximadamente R$ 20,33 por quilo, enquanto no Pará a referência permaneceu em R$ 19,00/kg.

Apesar da estabilidade recente, os preços ainda refletem um mercado sensível às oscilações internacionais e ao comportamento do câmbio.

Correção recente não altera cenário de custos elevados

Na comparação com o final de junho, houve uma leve retração nas cotações nacionais.

No dia 26 de junho, as referências eram de R$ 320,00 por arroba na Bahia, R$ 1.280,00 por saca no Espírito Santo e R$ 21,00 por quilo no Pará.

Com isso, a redução foi de aproximadamente 4,7% na Bahia e no Espírito Santo e de cerca de 9,5% no Pará.

Apesar desse movimento, especialistas avaliam que a correção ainda é insuficiente para provocar mudanças relevantes na estrutura de custos da indústria.

Consumidor ainda não sente redução nos preços

Mesmo quando ocorre uma queda nas cotações do cacau, o impacto sobre o preço do chocolate costuma demorar a chegar ao varejo.

Isso acontece porque as indústrias trabalham com contratos antecipados, estoques já adquiridos e estratégias graduais de repasse de custos. Em muitos casos, o ajuste ocorre não apenas por meio do aumento do preço final, mas também pela redução do peso das embalagens, alterações nas formulações ou diminuição das margens de lucro.

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Dessa forma, oscilações pontuais da commodity dificilmente resultam em redução imediata dos preços encontrados pelo consumidor nos supermercados.

Cadeia produtiva vive desafios distintos

Enquanto os preços elevados favorecem a rentabilidade dos produtores, estimulando investimentos em renovação de lavouras, manejo e controle fitossanitário, o cenário representa um desafio para a indústria, que precisa ampliar o capital destinado à compra da matéria-prima.

Para o consumidor, os reflexos aparecem em uma categoria que deixou de ser predominantemente sazonal e passou a fazer parte do consumo cotidiano, aumentando o peso dos produtos derivados do cacau no orçamento das famílias.

Perspectivas para os próximos meses

O comportamento do mercado dependerá da evolução da oferta global e das condições climáticas nas principais regiões produtoras, além do câmbio e da demanda internacional.

Caso as cotações permaneçam acima de US$ 5 mil por tonelada, o espaço para uma queda significativa no preço do chocolate continuará limitado. Para que o consumidor perceba um alívio consistente, será necessária uma combinação de maior oferta mundial, recomposição dos estoques, estabilidade cambial e redução dos custos industriais.

Embora o mercado tenha deixado para trás o período mais agudo de volatilidade, o cacau ainda permanece distante de um cenário considerado confortável, mantendo a pressão sobre toda a cadeia do chocolate.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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