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Final do futsal nos Jogos Estudantis Cuiabanos é marcada por rivalidade e público recorde

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Com arquibancadas lotadas e clima de grande decisão, as finais do futsal no 48º Jogos Estudantis Cuiabanos (JECs) agitaram o ginásio Verdinho, no CPA I. As partidas foram marcadas por emoção, rivalidade intensa e revelação de talentos, reunindo um público superior a 2.500 pessoas, o maior já registrado na história da competição.

O futsal foi a modalidade com maior número de inscritos nesta edição: dos 2.080 atletas participantes, 900 competiram nas categorias masculina e feminina. As finais foram disputadas com intensidade, já que os campeões representarão Cuiabá nos Jogos Estaduais.

O duelo na categoria 15 a 17 anos feminino foi protagonizado entre a Escola Estdual Clênia R. de Souza e a Escola Estadual Governador José Fragelli (Arena), que terminou empatado em 4×4 no tempo normal. Nos pênaltis, a equipe da Arena levou a melhor por 2×1. A técnica Diana Araújo se emocionou ao relembrar a trajetória da equipe. “Quando assumi, o futsal era motivo de chacota. Em cinco meses, levamos o time ao vice-campeonato. Prometi que este ano seríamos campeãs, e cumprimos. Treinamos sem ginásio, com mini trave, e superamos todas as dificuldades”, contou.

Na final masculina da mesma faixa etária, a rivalidade entre a Escola Estadual Padre Ernesto e o Colégio Isaac Newton (CIN) ficou evidente. Com dois gols do venezuelano Beiker Jose Rodriguez Rincones e um de Carlos Eduardo, o Padre Ernesto venceu por 3×1. “Sou estrangeiro, venho da Venezuela. Vim para cá com o sonho de jogar futebol, estudar e construir uma nova vida. Essa vitória foi um sonho realizado para mim. Consegui fazer dois gols no jogo, e quero agradecer de coração a toda a torcida por nos apoiar aqui hoje”, disse Beiker, emocionado.

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O técnico Gabriel Magalhães, da Padre Ernesto, exaltou a superação da equipe diante das adversidades. “Desde pequeno vejo a rivalidade entre escolas públicas e particulares. É difícil competir com escolas como o CIN, Maxi e Fato, que treinam praticamente todos os dias. Já nós enfrentamos problemas com documentação, falta de chuteiras, caneleiras, meiões. Essa gurizada muitas vezes não tem nada disso. Mas tem garra e amor ao jogo. Hoje fizemos história e vamos fazer de novo, agora no estadual”, afirmou.

A final da categoria feminina B, entre o Colégio Ibero Americano e o Colégio Coração de Jesus, foi adiada para segunda-feira (24), no ginásio Dom Aquino, com horário ainda a ser definido. O adiamento ocorreu devido a uma confusão entre torcidas do Padre Ernesto e do CIN, do lado de fora do ginásio. A Polícia Militar agiu rapidamente e garantiu a segurança, permitindo a continuidade do evento.

Na categoria masculina, de 12 a 14 anos, o Colégio Isaac Newton conquistou a vitória sobre o Colégio Maxi por 8×1, garantindo o título com uma forte atuação da equipe.

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O secretário municipal de Esportes e Lazer, Jefferson Neves destacou o recorde de público e agradeceu a atuação das forças de segurança. Segundo ele, todo trabalho foi realizado prevendo o grande evento. “Tivemos mais de 2.500 pessoas presentes, um marco nos Jogos Estudantis. Agradeço à Polícia Militar, à Secretaria Municipal de Segurança, em especial à coronel Francyanne, e ao coronel Fernando, comandante-geral da PM. Também agradeço ao prefeito Abilio, os servidores da secretaria e a federação de futsal e de desporto escolar e a todas as secretarias envolvidas. A estrutura de emergência com ambulância e equipe de pronto atendimento também esteve presente, como em todos os nossos eventos. Essa final foi grandiosa, e nos próximos anos, os JECs serão ainda melhores”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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