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UNICA destaca protagonismo do Brasil na mobilidade sustentável

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O MBCB (Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil) e a Esfera Brasil reuniram autoridades de diversas áreas e representantes do setor privado para debater a transição energética no país, durante o seminário “Descarbonização: os desafios para a mobilidade de baixo carbono no Brasil”, em Brasília. O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), Evandro Gussi, participou de um dos painéis do evento e defendeu o protagonismo brasileiro na produção de etanol como case único em todo o mundo no que se refere à mobilidade de baixo carbono com viabilidade econômica.

“Nesse momento em que nós temos as mudanças climáticas como um dos maiores desafios da humanidade, o Brasil tem um caso único e de protagonismo para apresentar. O Brasil vai fazer transição energética, vai ter a melhor transição energética para a mobilidade e com um incremento de R$ 2,6 trilhões no seu PIB. Estamos gerando tributo e criando empregos”, ressaltou.

Evandro Gussi participou do painel “O protagonismo do Brasil na transição energética”, juntamente com o ministro dos Transportes, Renan Filho; o deputado e relator PL Combustível do Futuro, Arnaldo Jardim; o presidente SIAMIG e Bioenergia Brasil, Mário Campos; e o presidente do Conselho da Abiogás, Alessandro Gardemann. “É um momento histórico o que nós estamos vivendo. Um setor completamente unido, toda cadeia de mobilidade está aqui representada no movimento da Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil”, destacou Gussi.

O presidente da UNICA ainda apresentou dados que demonstram o impacto positivo do uso do etanol no Brasil, como alternativa sustentável para os combustíveis fósseis. “Só com veículos flex, de 2003 até agora, o brasileiro já economizou mais de R$ 110 bilhões por ter essa possibilidade de chegar ao posto e dizer: ‘quero gasolina ou quero etanol’. Nós temos no Brasil o único lugar do mundo em que a gente economiza descarbonizando e descarboniza economizando. Porque ao lado dos R$ 110 bilhões economizados, nós evitamos a emissão de mais de 660 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera”, pontuou.

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Autoridades unidas pela descarbonização

O seminário promovido pelo MBCB e a Esfera Brasil foi marcado pelo alinhamento de discursos das diversas autoridades presentes, em defesa da transição energética no país. O vice-presidente Geraldo Alckmin abriu o evento e destacou a importância do etanol para a agenda de descarbonização. “Nós somos exemplo, 85% da frota brasileira é flex. Há 22 anos, pouco se falava em questão climática, o que nós fizemos em São Paulo? Combustível da gasolina, 25% o ICMS, a alíquota. Nós reduzimos o etanol para 12%. O consumidor colocou o etanol. É ele que escolhe. Nós estamos frente a um desafio e o Brasil vai ser o grande protagonista do mundo. É uma questão planetária: segurança alimentar, segurança energética e clima”, completou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, pontuou que o Poder Legislativo tem dado prioridade à pauta da descarbonização, elencando diversos projetos de lei importantes, entre eles o PL 528/2020, conhecido como Combustível do Futuro, aprovado na última quarta-feira e que estabelece marco legal para o setor de biocombustíveis.

“A gente não cansa de dizer, por onde andamos, que nós somos um país que preserva, com uma legislação muito rica e muito dura, e que todo o nosso ecossistema favorece justamente esse ambiente de uma indústria descarbonizada e de geração de energias limpas. E o Congresso tem estado presente nessa pauta”, disse Lira.

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Estudo inédito

No seminário, o MBCB apresentou os resultados de um estudo inédito da LCA Consultores e MTempo Capital, intitulado ‘Trajetórias Tecnológicas mais Eficientes para a Descarbonização da Mobilidade’. O levantamento aponta o potencial do Brasil em se tornar protagonista na transição para um setor de transporte com menor emissão de carbono, incentivando o uso de soluções limpas disponíveis e considerando tecnologias renováveis emergentes, ao mesmo tempo em que deixa claro o impacto socioeconômico da transição energética. Para mais informações sobre o estudo, clique aqui.

Sobre o MBCB

O Acordo de Cooperação MBCB reúne atualmente mais de 25 instituições e empresas: ABiogás – Associação Brasileira do Biogás, Abipeças, AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, Alcopar, Bioind ?´??, Biosul, Bosch, Bruning Tecnometal, BYD, Conarem – Conselho Nacional De Retificas De Motores, Copersucar S.A., Cummins Inc., IndustriALL Brasil, John Deere, MAHLE, MWM Motores e Geradores, SAE BRASIL, Scania, SIAMIG, SIFAEG, Sindaçúcar-PE, Sindaçúcar-AL, Sindaçúcar, Sindalcool, Stellantis, Toyota do Brasil, Tupy, Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, e Volkswagen do Brasil. O objetivo é promover o fortalecimento da indústria, a economia, geração de emprego e renda, e promover a neoindustrialização, por meio de todas as rotas tecnológicas da mobilidade no Brasil, apoiando e incentivando o uso de biocombustíveis e bioeletrificação, com recursos sustentáveis e renováveis.

Fonte: Assessoria Unica

Fonte: Portal do Agronegócio

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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