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FS Registra Prejuízo de R$ 40,28 Milhões no Primeiro Trimestre da Safra 2024/25

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A FS, produtora de etanol de milho, nutrição animal e bioenergia, reportou um prejuízo líquido de R$ 40,28 milhões no primeiro trimestre da safra 2024/25, de acordo com o balanço divulgado hoje (26/8). O resultado negativo contrasta com o lucro de R$ 34 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

A companhia atribui o prejuízo à queda nos preços do etanol e da nutrição animal, apesar do aumento nos volumes vendidos. Além disso, houve um aumento nas despesas operacionais.

No entanto, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 5,8% no período, alcançando R$ 398,9 milhões. A receita líquida da FS também teve um aumento de 11,9% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 2,037 bilhões. Dentre as receitas, o segmento de etanol foi responsável por 71,9% do faturamento do primeiro trimestre.

A FS destacou que o preço líquido médio de venda do etanol foi de R$ 2,419 por litro, uma redução de 14,7% em comparação ao ano passado. O preço médio do etanol hidratado (referência Esalq) ficou em R$ 2,337 por litro, o que representa uma diminuição de 13,3%. Essa queda é atribuída principalmente à redução da paridade entre etanol e gasolina. A recuperação dos preços do biocombustível ocorreu apenas no final do ano passado, com um aumento de 16,7% em relação ao quarto trimestre da safra anterior.

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Impacto da Variação Cambial e Produção

Entre os principais fatores que elevaram os custos financeiros da FS está a variação cambial sobre a dívida em dólares. No trimestre, a companhia registrou uma perda de R$ 232,3 milhões devido à depreciação de 11,3% do real frente ao dólar (de R$/US$ 4,9962 em 31 de março de 2024 para R$/US$ 5,5589 em 30 de junho de 2024).

No aspecto produtivo, a FS processou 1,308 milhão de toneladas de milho no primeiro trimestre, o que representa um aumento de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo início das operações da terceira planta do grupo em Primavera do Leste (MT) em maio de 2023. A produção de etanol atingiu 573 mil metros cúbicos, um incremento de 26,6% em comparação ao ciclo anterior. Foram vendidos 527,7 mil m³ de etanol, marcando um crescimento de 33,9% em relação ao primeiro trimestre de 2024, embora a proporção de etanol anidro tenha diminuído em 12 pontos percentuais.

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Além disso, a empresa comercializou 479,1 mil toneladas de produtos DDG, um aumento de 29,4%, e 21,5 mil toneladas de óleo de milho, com alta de 39,4% em base anual.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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