AGRONEGÓCIO

Florada intensa na Alta Mogiana acende expectativas para safra de café 2026

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O final de setembro e início de outubro marcaram um alívio climático e um momento promissor para os cafeicultores da Alta Mogiana paulista. Após um período de estiagem, as primeiras chuvas do ciclo estimularam uma florada intensa e generalizada, com volume de flores superior ao registrado em 2024.

As condições climáticas deste ano permitiram que as lavouras chegassem ao florescimento com maior vigor, renovando as expectativas para a safra de café de 2026.

Produtores comemoram, mas mantêm cautela

O cafeicultor e influenciador do setor, Rafael Stefani, destacou o otimismo moderado. “De forma geral, tivemos uma florada muito boa, bastante flores. As lavouras chegaram com vigor muito melhor que em 2024”, afirmou.

Apesar da intensidade da florada, os produtores permanecem atentos ao próximo desafio: o pegamento das flores, que determinará o potencial produtivo da safra.

Clima e sanidade definem o futuro da safra

A consolidação da florada depende de fatores climáticos cruciais: continuidade das chuvas e temperaturas estáveis. Altas temperaturas podem provocar abortamento das flores, comprometendo o rendimento final.

“Agora, o produtor fica mais apreensivo, esperando que a chuva continue e que a temperatura fique amena para garantir um bom pegamento da florada”, explicou Stefani.

Além do clima, a gestão fitossanitária é essencial. Pulverizações de pré e pós-florada ajudam a prevenir doenças que podem afetar os “chumbinhos” e reduzir o potencial produtivo das lavouras.

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Alta Mogiana mantém posição de destaque na qualidade do café

Reconhecida pela produção de cafés de alta qualidade, a Alta Mogiana observa com expectativa a evolução da florada, que, se consolidada, pode resultar em uma safra farta e de excelente padrão em 2026.

A combinação de chuvas regulares, temperaturas adequadas e manejo fitossanitário eficaz será determinante para que a florada intensa se transforme em uma colheita produtiva e de alta qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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